terça-feira, 2 de setembro de 2008

Controle Social no trote (Sociologia da Educação - Leitura complementar)


16/08/2008 - 08h22
Rapaz espancado em trote supera trauma e volta aos estudos
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VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃOda Folha de S.Paulo



Seis meses depois de ser espancado num trote no primeiro dia de aula, o estudante de publicidade e propaganda Márcio Marques da Silva, 24, ainda vive à sombra do medo. Teve síndrome do pânico, fez 15 sessões de terapia e chegou a tomar algum ansiolítico de cujo nome nem se lembra mais.



Só voltou a estudar nesta semana, por incentivo das irmãs. E um semestre depois, a polícia ainda não ouviu os agressores, que tiveram punição administrativa --foram suspensos-- na Uninove, a faculdade que continuam a freqüentar.



Márcio, que não estuda mais lá, conta que quatro veteranos entraram na sala com spray para pintar os calouros. Ele diz ter se recusado a participar do trote, já que não queria ter a roupa suja porque iria trabalhar.



Ao tentar deixar a sala, afirma que foi empurrado por um dos alunos e espancado por outros três com socos e pontapés no rosto por cerca de três minutos. A agressão só acabou quando foi puxado pelo braço por um colega de classe.



Embora não traga sinais ou cicatrizes da violência física que sofreu, as seqüelas de Márcio são interiores. Hoje, ele não é mais de sorrir. Vive inseguro, olha constantemente para trás e para baixo e --embora pareça um rapaz forte, parrudo nos 72 kg de seu 1,72 m-- acha que está sempre sendo seguido.



"Fiquei mais cismado. Não tenho mais aquela confiança de chegar a um lugar e ficar à vontade. Olho para os quatro cantos, observo o movimento, vejo se não tem nada de errado", diz.
Foi assim no primeiro dia de volta às aulas na nova faculdade, na qual tem bolsa integral. Ainda na estação do metrô, a uma quadra do campus, ficou de vigília, à distância, para se certificar de que não havia trote. "Se tivesse, teria voltado para casa." Em vez da zombaria, assistiu a uma aula magna dada por um candidato à prefeitura.



Ansiedade



Depois da violência que sofreu, Márcio não quis mais estudar. "Só de pensar me dava pânico. Ainda hoje fico assustado com qualquer concentração grande de pessoas." Foi atendido por um psicólogo, que o levou a lugares de grande movimentação para conter a ansiedade. Seu maior medo é passar novamente por aquela situação. A mãe, Nilza, era contra que ele voltasse a estudar.



"Se mataram um na USP, imagina o que fazem nessas faculdades particulares", diz ela, ao se referir à morte do estudante de medicina Edison Tsung Chi Hsueh, em 1999.



"Minha vida não podia ter um estrago maior do que aquele que passei. Se ficasse em casa seria pior. Já perdi muitas oportunidades na vida por falta de estudos", diz Márcio ao justificar a motivação que o fez voltar à faculdade.



Das cenas de pancadaria, ele diz lembrar "como um sonho obscuro", do qual tem vagas recordações. Durante o espancamento, pôs as mãos sobre o rosto para amortecer os chutes. Ainda assim teve cortes nos supercílios e coágulos na cabeça.



Outro lado



Em nota, a Uninove disse "que no início de cada semestre adota uma série de ações para promover a conscientização, a integração e as boas-vindas aos calouros, de modo a resguardar a integridade física de alunos, professores e colaboradores".



Procurada pela Folha, a Secretaria da Segurança Pública informou que o inquérito até hoje não foi concluído porque o 23º DP (Perdizes) teve dificuldades para localizar os supostos agressores, já que Márcio teria dado informações imprecisas sobre a identidade deles.



Segundo a polícia, os suspeitos foram intimados depois da colaboração da universidade. O primeiro depoimento estaria marcado para o fim deste mês.



Hoje, Márcio sabe de cor o que diria aos agressores, caso se encontrasse novamente com eles: "Vocês não têm noção das conseqüências que aquilo trouxe para a minha vida". E sairia. Sem bater neles.


******************
QUAL A RELAÇÃO DO TROTE COM O CONTROLE SOCIAL, COM A TEORIA DOS PAPÉIS E COM OS GRUPOS DE REFERÊNCIA?

44 comentários:

Drica disse...

Quando entrei para a faculdade minha maior preocupação foi o momento que iria passar pelo trote. Primeiramente por que não sou jovem e em segundo lugar quais seriam as consequências que me trariam o fato de não querer passar por ele.
Mas o fato é que passei e que não foi tão assustador como o que me diziam. Acredito que aqueles que manifestam sua fúria através do trote são pessoas desprovidas de uma coerência lógica. Não em relação a vida do próximo, mas principalmente em suas próprias vidas. Expõem o outro a vexações que eles mesmos foram expostos, auto-estima baixa também tem muito a ver com isso. Em uma sociedade que se estabelece muitas das vezes em função de se tirar vantagem em tudo, tirar a auto-estima de alguém não seria algo propriamente ruim. Essas coisas não mudam se a própria sociedade não se sentir abalada por estas coisas que acontecem. E enquanto valores morais e de caráter humano e não "animalesco" não forem encutidos na mente e nos corações que estão por aí essas coisas certamente continuarão acontecendo.

Adriana Costa (turma 03)
200810046111

deisegenesis disse...

Quando vim para a faculdade,esta era a minha maior preocupação,pois sabia que não participaria do trote,que é um contra censo,em vez de receberem com alegria aqueles que conseguiram passar.Recebem com violência e humilhação.Muitos estão anciosos para se enquadrarem no grupo,mais eu não aceitei,e as consequências sempre vem.Deise Maria.T:3filha

Anônimo disse...

O que mais preocupa nas faculdades é o trote,pois sua vida fica em perigo nas mãos dos veteranos ;e quem vai te defender.Deise Maria.T:3

Luana Lisboa disse...

Luana Lisboa
Turma 04

O trote é algo temido por todos que ingressam na faculdade, acho até uma prática legal e até importante, mas penso que por ser dentro do território da faculdade deveria ter um certo controle e até mesmo regras para que não hovesse conseguencias graves como essa da reportagem.

Rogério Lúcio de Oliveira Góes disse...

O próprio nome já assusta não é mesmo meus amigos(as),é uma situação que os calouros só têm duas alternativas: ou se submetem a uma humilhação pública por parte dos veteranos que para mim são insanos quando usam sua experiência que deveria ser útil para o bem estar social,fazendo essas sandices de pintar,bater ou até em alguns casos extremos até de matar,sim de matar ou a sociedade já esqueceu do caso do estudante de medicina da USP que foi jogado da piscina pelos "veteranos" há alguns anos atrás.O outro modo é faltar uma semana ou simplesmente dizer não ao trote que foi meu caso,ora bolas,não sou bicho para ser tratado assim.Acho que todas as relações sociais devem primar pelo respeito a dignidade do ser humano e a um convívio fraterno.Minha sugestão é sim a do trote social, que doem sangue no hemorio,roupas a asilos,comida a orfanatos,enfim,que sejamos solidários e não arbitrários em relação a outro ser humano.Ah sim,por acaso alguém recebe na sua casa os amigos jogando ovo,batendo ou simplesmente dizendo obrigado por ter vindo.Façam o mesmo na faculdade que deve ser um local aberto ao diálogo,companheirismo e fraternidade de todos os alunados.

Rogério Lúcio de Oliveira Góes.
Turma 4

bernardo disse...

Quando entrei para faculdade,tinha um receio muito grande quanto ao trote; só fiquei mais tranquilo quando soube que era opcional. Não conseguia me imaginar participando daquilo, mesmo sabendo que é um rito de passagem que fica marcado na sua vida; mais não concordo que tenha que ser assim. Muitas vezes são trágicos, causam sofrimento aos outros e isso é ruim. Na verdade a gente não sabe qual é a lógica disso, se é causar trauma, ridicularizar ou se é só para que fique na lembrança do indivíduo. Seja como for, não é nada engraçado ver aqueles caras se divertindo com o ridículo dos outros.

Bernardo Crispim
Turma 3 - 2º período
Mat.2008.1.01.263-11
Eletiva - Sociologia e Educação

Anônimo disse...

O trote sofrido por esse rapaz demonstra o quão perigosas podem ser as chamadas "confraternizações" promovidas pelos veteranos,uma vez que o jovem ao ser recusar a participar dessa prática social, sofreu represárias por parte do grupo dominante. O trote é uma prática que deveria ser banida,uma vez acaba sendo, em sua maioria, é executado de forma violenta e/ou humilhante.

Pablo Eduardo
Turma 4

Tamires Teles disse...

O trote acredito eu, é a maior preocupação de todos que vão ingressar em uma universidade seja ela pública ou privada. O que deveria ser uma coisa para descontrair e dar boas vindas aos calouros, na maioria das vezes se torna algo humilhante e violenta, onde os veteranos obrigam calouros a aceitar suas condições muitas vezes desumana e imoral, tratando os novos alunos como “bichos” assim que muitos os chamam.
As faculdades deveriam ter um melhor controle sobre essas ações estipulando regras e fazendo um trabalho de orientação com esses alunos veteranos.

Tamires C. Teles da Silva
Turma 4 Turno Noite
Sociologia da Educação

Anônimo disse...

Penso que o trote no ingresso de alunos na Universidade com objetivo de integrar o novo publico aos veteranos e ao curso, e adequa-los ao novo ambiente sociavel válido, desde que, assentuanto limites básicos como a respeito a vontade pessoal do calouro, seus princípos, religião, e contextualizando-o mesmo que não queira participar. Sempre sem violência e com criatividade.

Marcus vinicius Campos
Sociologia da Educação (Turma 9)

Anônimo disse...

esse tipo de atitude que revela a reportagem em relacao aos alunos veteranos aos novatos revela o lado cruel e primitivo de alguns jovens da atualidade. fico absurdada como pessoas bem informadas e de famílias de boas condiçôes de vida possam ser capazes de fazerem atos que nem animais irracionais fazem. nao concordo com essa tradiçâo de trote porque acho que veteranos nao tem autoridade nenhuma em relacao aos alunos que ingressam na faculdade . sou aluna do setimo período e nao acho que sou mais capacitada do que um aluno que esteja no primeiro período. claro possuo mais experiência mais isso nao me dá o direito de humilhar e nem me sentir melhor do que ninguém. falta maturidade dos alunos que precisam repensar nos seus valores porque futuramente serão profissionais que estarão lidando com vidas , cada um com sua carreira. luciana n m oliveira turma 03

Bruna Brito disse...

O trote deveria ser um momento de alegria onde o aluno seria resebido com respeito, conhecendo pessoas deferentes, ganhando novas amigos.
Mas o que acontece na maorio as vezes são atos de humilhação e violêcia, os calouros são tratados como animais.Por isso o momento do trote é a maior preocupação dos calouros, quando na verdade deveria ser um momento mas esperado de comemoração de uma grande conquista.
Bruna Brito (turma 03)

Nathalia disse...

O trote pode ser algo ruim. Sim! Mas também pode ser algo muito prazeroso também.

Não há como não se chocar com as notícias que são veiculadas como esta do texto, do menino da USP e várias outras. Mas há outras formas de trote sim. E estas não saem na mídia, assim a imagem que se tem destes é que eles são em sua maioria humilhantes e violentos. Posso até estar errada, mas eu não acredito (teria que ser feita uma pesquisa para dizer se a maioria é violenta ou não).

O trote como ritual de passagem tem uma importância considerável na vida de muitos. Alguns passam anos sonhando com este momento. Acho que uma das chaves para este problema é a opção, o principal é deixar os calouros livres para optar sobre sua participação.

O trote social é importante sim, mas o trote "bobinho" também. A descontração para conhecer melhor novos amigos, o tempo de conversa para quebrar o gelo de não conhecer ninguém, baixinho, loreninha, conhecer a universidade, etc.

Enquanto o outro estiver se sentindo bem com a situação e não cometendo nenhuma violência, tudo bem.

Hoje na PUC, o curso de engenharia é proibido de realizar trotes por preucaução. Na UERJ o mesmo curso já jogou um gato pela janela em seu trote. Mas conheço muitos cursos em que o trote é bastante amigável, o meu por exemplo. Só participou quem quis e quem foi não se arrependeu.

Eu praticamente não estive presente porque era a semana das finais das olimpíadas de 2004, o que eu não perderia. Hoje não sei se teria mais vontade de participar, mas não por ser contra e sim por não estar mais naquele momento de euforia... Mas sou a favor do trote sim, desde que regras básicas sejam respeitadas... Principalmente a não violência.

Nathalia Fernandes Valente
Sociologia da Educação - Turma 12
Educação e transformação no mundo do trabalho - Turma 1

Monique Ellen disse...

O trote deveria ser feito com o intuito de interagir os novos alunos aos veteranos, fazer com que surgem amizades para que posteriormente troquem experiências e dúvidas referentes ao seu curso. Porém, nem sempre é visto e feito com brincadeiras e distrações. Alguns alunos usam o trote como um meio de agredir outras pessoas, uma brutalidade que pode machucar e levar até a morte.
Não acho que deveria ser proibido, mas acho sim que deveria ter uma fiscalização para aqueles que usam o trote com o intuito de maldade.
Trote deveria ser uma forma de descontrair, animar e parabenizar aqueles que lutaram para conseguir ingressar na faculdade.


Monique Ellen dos S. Pereira.
Sociologia da Educação
Turma 12 - Noite

Luciana Santos de Almeida disse...

Luciana Santos de Almeida - Turma 04 - Noite - UERJ - 2º período

Mais uma vez, através desta reportagem, é possível compreender e ratificar a forma cruel de enquadramento aos moldes de um determinado "grupo dominante" (veteranos), que os estudantes vem passando ultimamente. O trote, como vem sendo praticado, retrata a forma mais expressiva de controle social, ou seja, a violência.
Seria plausível se tanta criatividade que é usada para expor as pessoas que iniciam o curso universitário, ao ridículo e à humilhação, fosse então, revertida em ações que alimentassem um trabalho de crítica que mudasse este sistema vigente em relação aos tipos de trote que são aplicados e que se deixa permanecer sem, contudo, acrescentar nada além de traumas e necessidades de vingança ao se repetir por aqueles que os sofreram.

Rosane Turma 4 disse...

Quando ingressei na Uerj,esse era meu maior receio, em minha opinão, deveriam os trotes deveriam ser mais criativos, devemos respeitar os direitos das pessoas ,que muitas das vezes não estaõ preparadas para esse tipo de brincadeira, que em muitas das vezes as pessoas que aplicam trote ,como nessa reportagem ,perdem o senso de limite.Causando em quem recebe o trote cicatrizes que os acompanharão muitas das vezes para o resto de suas vidas.Um ato que deveria de ser de boa vidas pode tornar-se desastroso.

Telma R S disse...

o trote é um ritual de passagem , que como tal, vejo como um controle social, que os mais fortes (veteranos) exercem sobre os mais fracos (calouros),não para "enquadrar" os recalcitrantes,função que normalmente exerce o controle social, mas para aceita-los no grupo de referência (universitários). Grupo este em que ele já foi incluido pelo vestibular.
Esse ritual se alimenta pela "desforra" que os veteranos fazem em seus calouros ,do que receberam do seus veteranos no período anterior.
Esta prática é lamentável ,pois penso, que os novatos deveriam ser recebidos de "braços abertos " e com boas orientações pelos mais experientes.
Esse quadro só será modificado atavés da educação para autonomia, onde o indivíduo questiona o instituído e percebe que pode fazer diferente. Porém a grande dificuldade, é ter vontade de sair da "deforra" para agir com o outro como gostaria que tivessem agido com ele. Porque,
infelizmente, na sociedade capitalista em que vivemos, nos é "inculcado" que não podemos ter prejuizo. Resta nos questionarmos, o que realmente é prejuizo no âmbito social.
Telma Souza - Turma4 - Sociologia da Educação

Telma R S disse...

o trote é um ritual de passagem , que como tal, vejo como um controle social, que os mais fortes (veteranos) exercem sobre os mais fracos (calouros),não para "enquadrar" os recalcitrantes, mas para aceita-los no grupo de referência (universitários). Grupo este em que ele já foi incluido pelo vestibular.
Esse ritual se alimenta pela "desforra" que os veteranos fazem em seus calouros ,do que receberam do seus veteranos no período anterior.
Esta prática é lamentável ,pois penso, que os novatos deveriam ser recebidos de "braços abertos " e com boas orientações pelos mais experientes.
Esse quadro só será modificado atavés da educação para autonomia, onde o indivíduo pode questionar o instituído e perceber que pode fazer diferente. Porém a grande dificuldade, é ter vontade de sair da "desforra" para agir com o outro como gostaria que tivessem agido com ele. Porque,
infelizmente, na sociedade capitalista em que vivemos, nos é "inculcado" que não podemos ter prejuizo. Resta nos questionarmos, o que realmente é prejuizo no âmbito social.
Telma Souza - Turma4 -Sociologia da educação.

Ana disse...

Olá, penso que o trote pode ser uma forma de entrosamento positiva, embora na maioria da vezes os veteranos propiciem situações humilhantes aos calouros, como a reportagem apresenta, porém na maioria dos cursos se você não participar, mesmo não querendo e não concordando você é excluído socialmente, se não cumprir o seu papel você não é incluso nos grupos de referência.

Bruna Freitas turma : 09

Thiago Valladares disse...

QUAL A RELAÇÃO DO TROTE COM O CONTROLE SOCIAL, COM A TEORIA DOS PAPÉIS E COM OS GRUPOS DE REFERÊNCIA?

O trote é um rito de passagem. É uma forma de integrar ao grupo de referência estudantes universitários novos componentes. O trote é uma forma de controle social mto evidente: o aluno q não participar será visto como o chato que não quer participar da brincadeira e não demorará mais tempo para se integrar a um grupo dentre aqueles formados por seus colegas calouros. Por último, o trote e a teoria dos papéis estão intrinsicamente relacionados pois existe uma relação social de papeis entre quem aplica o trote e quem o sofre: quem aplica "domina", impõe jugo ao que sofre.

Thiago Valladares da Silva
Matriculado: T09
Assistindo: T12

Gisele disse...

Gisele R Lemos
Turma 3

A relação do trote com o controle social acontece quando os veteranos assumem o papel de repreender ou melhor mostrar qual o papel deles próprios e dos novatos na universidade, quando estes ultimos chegam pelas primeiras vezes nos campus. Na verdade se torna interessante entender que os recém aprovados em faculdades são vistos como prodígios e privilegiados na sociedade, mas dentro da faculdade ou universidade são vistos como os novatos que pouco entendem ou sabem sobre o lugar que estão e sobre o curso que escolheram seguir como carreira, esta é a verdadeira lição de papel social assumido dentro e fora da universidade.

Anônimo disse...

Aline Rodrigues- turma 3, segundo período
Ao entrar na faculdade o indivíduo quer assumir um papel significativo, para satisfazer o novo grupo de referência, que seria neste caso, os veteranos. Então submetem-se ao trote, com medo de não ser reconhecido por este novo grupo de referência, E o controle social exercido pelos veteranos é a preocupação de qualquer calouro, pois o que deveria ser um ato festivo que marca esta nova etapa da vida, muitas vezes acaba sendo motivo de trauma.

Anônimo disse...

Há uma relação profunda entre trote, controle social, teoria de papeis e grupos de referência, pois é através desse ritual que os veteranos exibem seu controle social sobre os calouros ,e é aí que os novos alunos constroem a forma que serão percebidos pelos outros durante o curso.
Muitas vezes o trote ocorre de forma pacifica delineando apenas a ordem social daquele espaço, outras há um exagero na agressividade dos que detem o controle social durante o trote poodendo gerar graves consequencias.
Acredito que as instituições de ensino deveriam ter um papel mais ativo durante o trote colocando-o em discussão e propondo atividades cidadãs.

Lillian A. A. - Psicologia - Turma 12

Anônimo disse...

No trote fica claro o controle social que os veteranos impõem nos calouros, pois com o trote os mais antigos podem mostrar que já estão terminando o que os novatos ainda estão começando.
Muitos veteranos aplicam o trote hoje porque no passado aplicaram neles e isso acaba se repetindo a cada ano. O trote pode ser algo legal, tanto para quem aplica como para quem recebe, desde que haja respeito mútuo entre os participantes.
Douglas de J Pereira
Turma 9

Isabelle disse...

Os que defendem o trote,dizem ser pra integar os novos alunos...Mas na verdade é a oportunidade dos veteranos de vingar o que passaram e de se mostrarem superiores aos calouros.Essa tradição tem como referencia que os veteranos por cursarem há mais tempo a faculdade são mais importantes,por isso os novos alunos seriam obrigados a demostrar "respeito" aos antigos.

Isabelle Teíssa
Turma 4
2007.1.03237.11

Pat disse...

Penso que o trote, se planejado p/ integrar os aluno novos ao ambiente da faculdade, pode ser bem legal. Mas em muitos casos, o que vemos são o veteranos dos cursos se colocando no papel de algozes dos calouros.
Quem usa esta oportunidade para exercer esse controle sobre outras pessoas sente prazer em ter este "poder" temporário, onde a crueldade proibida em outras ocasiões é permitida sob o manto da "brincadeira".

Rafaela Aparecida disse...

O trote tem os seus lados positivos e negativos. Positivos em relação a interação e socialização, tanto com os novos e com os antigos alunos. Também é um momento de “orgulho” para alguns que sempre sonhou com o primeiro dia na Universidade. Mas pelo lado negativo, temos o que ocorreu com esse aluno, que se negou a participar e acabou sendo espancado por aqueles que exercem seu poder dominante, ou seja, os veteranos.
Na minha opinião, esse rito de passagem deveria ter uma fiscalização pela Universidade e ter algumas regras, onde fosse impedidas atitudes de violência. Acho que o trote poderia ser social, podendo ter pinturas pelo corpo e ir às ruas, mas para pedir a colaboração da sociedade em doar alimentos, roupas, medicamentos para aqueles que mais precisam.

Rafaela Aparecida
Turma: 04/Sociologia da Educação

Nivia Cursino disse...

Quando voce chega a faculdade uma das coisas que passa pela sua mente e o trote.Exitem pessoas que querem participar por ser um ritual, uma afirmaçao da conquista e de todo o processo de dificuldade passado para chegar ate o nivel superior, principalmente se este disser respeito de uma faculdade publica.Uma das justificativas que penso que tenha haver com o controle social na hora do trote e a tentativa do calouro(e este e um lugar social que o individua ocupa pelo menos durante 3, tentar periodos) de se integrar a politica da faculdade e por pensar que em algum momento ele pode precisar da orientaçao e ajuda daqueles que estao ocupando um outro lugar social dentro da faculdade (os veteranos.Muitas vezes o calouro sujeita-se a ser chamado de "bicho", de nao ter direito de "escolhas".E todas estas açoes sao perfeitamente "justificadas ", ja que seu grupo de referencia e aquele em que esta inserido (todos os outros calouros), mas quando o individuo sai da instituiçao de ensino ou de perto dos outros que estao em igual condiçoes, sente-se ridicularizado, e fora dos padroes dos que estao a sua volta.

Nivia Cursino
Turma 4 - 2° periodo/ Noite

Anônimo disse...

Camilla da Silva Sampaio
Turma 9

Nunca participei de trote (consegui escapar duas vezes...no ensino tecnico e na faculdade) e nao concordo muito da maneira que sao empregados.
Acredito que a ídeia do trote seria de integrar a turma de calouro com as turmas veteranas, socializando todos, mas passando a noção de que os veteranos devem ser respeitados pelos calouros. Me pergunto novamente onde está a figura do inspetor de classe? Nao me refiro em inspetor no sentindo de controlador e ruim, mas num sentido de observador das relacoes sociais presentes entre os alunos e conselheiro. Eu tive um inspetor assim no 2o grau tecnico e ele era adorado por todos.

CARLOS ALBERTO FERNANDES DE AZEVEDO disse...

GENTE, não me queiram mal, mas sou a favor do trote, não o trote de nossa faculdade a qual participei e ainda participo, mas um trote inteligente, onde todos os calouros participassem sem restrições, sem ofensas.
infelismente o trote usado hoje, não tem nada a ver com a passagem para uma faculdade, que comemoração é essa onde os chamados "veteranos", compoem uma musiquinha onde só se fala besteira, onde provam justamente o contrário do que teremos que pregar em nosso cotidiano.
tenho a certeza, que os "CALOUROS" de hoje, serão os "VETERANOS" de amanhã, e será que não conseguiremos mudar a mesmice ?
para mudarmos, não teremos só que nos mostrar ofendidos e aliviados em ter sido opcional, temos que de fato mudar o já instituído, e esta mudança já está sendo anunciada.
esperemos e veremos.

CARLOS ALBERTO FERNANDES DE AZEVEDO
TURMA 3 - PEGAGOGIA
SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Anônimo disse...

CARLOS ALBERTO, ler seu texto me fez pensar em trote como um ritual de passagem...tipo o ritual de passagem dos jovens indigenas para a vida adulta.
Camilla Sampaio

Stella Patrícia Saramago disse...

No momento do trote observamos alunos antigos demonstrando superioridade e popularidade para os "calouros". Esse "ritual de boas vindas" parece divertido, mas em alguns casos, se transformam em momentos aterrorizantes para os novos alunos.
Essa forma de controle social acontece com o objetivo de impor respeito e se transforma num momemto de humilhação e vergonha.
Na minha opinião deveria haver uma festa para os alunos que passaram no vestibular, pois é uma seleção difícil, mas infelizmente a violência está presente também nessa situação, mesmo se tratando de universitários, universitários estes que possuem a fama de serem indíviduos críticos e cheios de argumentos.

Stella Patrícia Saramago
(Turma: 4)

Marcela Marques - T.4 disse...

O trote é um ritual de passagem, onde indivíduos desempenham papéis sociais diferentes. Os principais papéis sociais do trote são: calouro e veterano. O veterano, através dos mecanismos de controle, como é mostrado no texto, na maioria das vezes coage o calouro a participar do trote. O calouro por sua vez, participa por medo, ou para ser aceito pelo grupo de referência. Os trotes podem ser saudáveis, podem fazer parte de um ritual de boas vindas e não como este na Uninove. O pior de tudo é que seis meses depois os agressores não tinham nem sido ouvidos pela polícia!!! Os mecanismos de controle fazem parte da nossa sociedade, até mesmo para manter a ordem, mas utilizar-se deles de forma abusiva como esses estudantes fizeram é absurdo!!!

Railon Rocha disse...

Enquanto muitas pessoas acreditam que, resguardados alguns limites, o trote universitário é uma atividade de integração e serve como um rito de passagem para os ingressantes ao ensino superior, prefiro acreditar que os professores Antônio Ribeiro de Almeida Júnior e Oriowaldo Queda, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP estão certos ao dizer que o trote, além de não promover a integração, cria divisões entre os alunos e diminui a sensibilidade dos mesmos aos mais variados preconceitos.
O trote, embora, seja uma forma de controle social, para implantar uma certa cultura, também, acaba-se por impor algumas regras aos próprios alunos, silenciando-os sobre as deficiências da universidade, o que se torna, muita das vezes, conveniente em manter tal barbárie.
O pior de tudo isso, é que essa violência parece ser tolerada também por parte dos agredidos. Os calouros raramente denunciam os próprios sofrimentos, por vergonha, ou por desconhecerem seus direitos, ou ainda, saberem que logo em breve também estarão praticando atos iguais ou até piores contra os novatos.
“Ninguém é obrigado a participar de atividade violenta, humilhante, ou que o exponha ao ridículo”.
Lamentavelmente, esse tipo de agressão tornou-se um círculo vicioso, onde a violência gera ainda mais violência criando, não só nas universidades, uma cultura de constrangimentos e autoritarismo.

Francisco Railon Rocha Carvalho
Sociologia da Educação
Turma 12 (noite)

Daniel K disse...

Enquanto muitas pessoas acreditam que, resguardados alguns limites, o trote universitário é uma atividade de integração e serve como um rito de passagem para os ingressantes ao ensino superior,acredito que o trote, além de não promover a integração, cria divisões entre os alunos e diminui a sensibilidade dos mesmos aos mais variados preconceitos.
Neste tipo de recepção, não é possível separar a violência da brincadeira.
Outro fator que colabora para a ocorrência dos trotes é a conivência das instituições. Há um interesse em manter o trote, pois ele é uma forma de controle social, para implantar uma certa cultura.E preciso trocar o trote violento pelo cultural,solidário.Assim,a entrada na universidade deixará de ser traumática.



DANIEL KISTLER
Turma:03

Roberto Rodrigues disse...

É necessário medidas de controle social para coibir atitudes de extrema violência que são aplicados pelos veteranos nos chamados”trote”,onde os alunos ingressantes são arrazoados pelos veteranos, que se fazem valer de seu maior tempo permanência na faculdade.Para obterem vantagens exigindo dinheiro expondo os calouros a situações ridículas que demonstram em muitos casos.A verdadeiro incentivador que é o sentimento de “xenobismo e homofobismo”,e diante desta síntese se faz amplamente emergencial medidas drásticas para coibição destes atos covardes.

Roberto Santos Rodrigues turma 12 Sociologia.

Raquel - T.4 disse...

O trote, com certeza foi um motivo de preocupação, não só minha, mas de todos os outros calouros, pois vc se encontra numa situação desconfortável, onde vc tem que "obedecer ordens" de veteranos que vc não conhece. O trote com certeza é um grande exemplo de controle social, onde através de vexação pública e uma possível exclusão social dos calouros que optarem por não participar do trote, o indivíduo acaba assumindo seu papel social de calouro. Sendo que naquele grupo de referência do trote (calouros e veteranos), esse ritual de iniciação é "normal". Acredito que os veteranos da reportagem utilizaram a violência para manter o controle social da situação, sem pensar que suas ações poderiam gerar tamanho "estrago".
E por isso acho que o trote devia de ter limites/regras estabelecidos, para que esse ritual seja de divertimento e não de agressão.
RAQUEL TURMA 04
SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Anônimo disse...

Não compareci a primeira semana de aula na faculdade com receio de não aceitarem bem a minha postura de não participar do trote e acabe sendo interpretado como antipático. Não concordo com o trote nos moldes que é realizado e pretendo faltar todas as primeiras semanas de todos os semestres.

Pedro Pestana de Oliveira - Turma 4

Anônimo disse...

QUAL A RELAÇÃO DO TROTE COM O CONTROLE SOCIAL, COM A TEORIA DOS PAPÉIS E COM OS GRUPOS DE REFERÊNCIA?
A finalidade do trote por alguns alunos,visa a integração dos novos que chegam com os veteranos que ali já se encontram,seria uma forma de batismo e de sociabilização.Mostrar que os antigos tem mais " experiência" e " poder".O trote é uma distorção da própria sociedade em que se vive, que por meio da força e coerção da maioria aplica "brincadeiras" e "angaria fundos para que possam beber cerveja".segundo os organizadores da brincadeira ou voce se integra desta forma ou voce é um excluido.Repetem a nossa própria forma de colonização e criação do país que era ou vc faz o que mandamos ou usamos a força e a humilhação contra voces.
Jose Luiz da Silva Perna
turma 12(sextan3/n4)

Maria Rafaela Telles disse...

Maria Rafaela Telles

O trote como outras cerimônias praticadas em nossa sociedade, teoricamente tem o objetivo de demarcar a iniciação dos alunos na vida universitária. Observando o ritual praticado, podemos perceber ao menos dois papéis sociais: o dos calouros - novos alunos - e o dos veteranos - alunos antigos.
O grupo dominante claramente tem sido na maioria das vezes os veteranos que exercem domínio sobre os calouros, obrigando-os a fazerem aquilo que desejam independente da vontade dos mesmos de participarem das atividades ou tarefas ordenadas.
Muitos calouros têm como grupo de referência tanto os veteranos como seu próprio grupo de calouros. Naturalmente, como o ser humano nas relações sociais sente necessidade de aceitação pelos grupos de forma geral a maioria não se opõe àquilo que lhe é ordenado mesmo que não concorde com tais práticas.
No grupo dominante também ocorre um mecanismo de controle de forma a garantir que o ritual será executado por todos os calouros: a violência e o tratamento vexatório.
Esse último mecanismo é utilizado independente da aceitação ou não do calouro em participar das tarefas. E para aqueles que se opõem muitas vezes resta também a violência ou o medo da exclusão social (que também é outro mecanismo de controle).

Maria Rafaela Telles
Turma 4
Sociologia da Educação

Jorge Freitas disse...

Jorge Freitas – Sociologia da Educação Turma 9
Acredito que o trote tem um papel fundamental na socialização do aluno. Na integração do mesmo ao seu novo grupo e ao seu novo posicionamento social.
É importante levar em consideração, a liberdade exagerada, ou a sensação de liberdade que a Universidade representa para alguns alunos. A rebeldia por parte de alguns universitários, que em um determinado momento histórico representou crítica ao sistema, hoje é confundida com libertinagem, e é quase comum ver alunos universitários se comportando como verdadeiros marginais.
É fundamental uma maior atenção por parte das reitorias sobre o que acontece no campus das universidades.
Alguns cursos são tão sem assistência administrativas que os alunos o percebem como uma mera extensão do ensino médio.
Os coordenadores precisam interagir mais com os alunos a fim de evitar fatos como os citados no texto.

Mila disse...

Camila Ingrid da Paz
Turma 3 - Noite
Sociologia da Educação - 2º período

O trote era para ser um ritual de passagem, onde esta entrando numa faculdade é saber que esta iniciando uma nova fase na vida. Por isso ele deveria ser festivo, com alegria!
Porém não é assim que os trotes vem sendo utilizados!
Concordo com o Carlos, pois também sou a favor do trote, como forma de união, socialização entre os calouros e os veteranos. Mas não como forma de os veteranos se sentirem no direito de fazerem qualquer coisa com os calouros, só por estarem a mais tempo na faculdade, que boas vindas são essas?
Essa é a hora desses calouros que chegam e continuam chegando, de dizer uma basta, nao temos que abaixar a cabeça e aceitar tudo não!!! queremos ser recebidos com alegria e não com ponta pés!

Anônimo disse...

Aline Maria Alvarez de Moura
Turma 9 - Sociologia da Educação

Penso que a ideologia do trote é repleta de vícios. O que quero dizer com isso é que não há mobilidade, há segundo os "veteranos" uma tradição e regra a ser cumprida.
Concordo com a tradição do trote,que seria uma ação única para quem passa num vestibular. É como se fosse um bastismo, e te faz se sentir forte e realmente integrante "daquela" Universidade para qual você passsou. O problema do trote é que esse ideal é esquecido( o ideal de boas-vindas e integração na Universidade), e começam a serem aplicados atitudes violentas,onde a intenção é apenas agredir tanto verbalmente quanto fisicamente o "calouro".Acho que passa o limite do trote como integração e começa a falta de respeito e abuso no espaço alheio.
O trote é para ser algo que conte como mérito, e não como degradação individual.

Anônimo disse...

Se pensarmos no trote como uma interação harmoniosa entre os alunos já existentes na instituição e os que acabam de ingressar, o trote é algo legal. Só que por vezes os trotes servem para humilhar e mostrar aos recém ingressos que devem respeito a quem já é veterano, com este fim o trote é considerado uma prática não amigável e por vezes podendo até chegar a atos de selvageria e criminalidade.
José Carlos de Souza Dias, turma 12 de Sociologia da Educação.

xenia bernardes cabral silva/eletiva sociologia/t.04 disse...

Na minha opinião, o trote deveria ser extinto.Para dar boas vindas bastaria que os veteranos se apresentassem e mostrassem a faculdade, falassem sobre o curso, sobre os professores, as matérias e depois concidassem os calouros para uma comemoração em algum local próximo a faculdade.