quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eletiva (Sociologia da Educação: Concepções e Teorias) Leitura Complementar 2 e Exercícios


ARTIGO


Relações de gênero na sala de aula - Educar para a Submissão ou para a Transformação
Meninos e meninas merecem igual atenção e respeito


"A educação deve dar a meninas e meninos a possibilidade de se desenvolverem da forma que desejarem, independentemente do sexo a que pertencem."

Daniela Auad, pedagoga e professora


Não é de hoje que a educação é vista como uma poderosa arma para conquistar a igualdade de direitos entre mulheres e homens na sociedade. Vejamos exemplos de como mulheres lutaram para tornarem a educação um bem acessível às mulheres.

Christine de Pisan nasceu na França por volta de 1364. Naquele tempo, não era comum deixar uma menina aprender a ler e escrever. Mas mesmo assim ela aprendeu e foi, possivelmente, a primeira escritora mulher da história ocidental, e, com certeza, a primeira a se sustentar e à sua família com seu trabalho de escritora.Christine escreveu poesias, músicas e histórias populares nas cortes de sua época. Muitos dos estudiosos da história medieval chegam a considerar Christine de Pisan como a primeira feminista.

Provavelmente, ela foi a primeira a defender uma educação igual para homens e mulheres.
A opinião que prevaleceu e dominou por muito tempo na Renascença era a de que todo ensino ministrado por mulheres (as professoras) e para mulheres (as alunas) era suspeito e até inadequado.

Na Europa, mesmo nas classes mais ricas, instruir as filhas era considerado impróprio e até perigoso. Os meninos iam para o colégio e suas irmãs eram condenadas a permanecer enclausuradas em casa ou em instituições religiosas, tendo como único ensinamento o das tarefas domésticas que seu futuro papel de esposa e mãe exigia. Apenas em 1574 , freiras Ursulinas fundaram na França uma das primeiras escolas femininas. Grandes humanistas, como Erasmo, Condorcet e Diderot, defenderam a instrução das moças. Eles afirmavam que a subordinação da mulher ao homem é uma tirania baseada na ignorância e falta de conhecimento das mulheres.

Mas para Rousseau, outro conhecido humanista, as mulheres não podiam ambicionar a igualdade, sobretudo em matéria de educação. De acordo com as idéias de Rousseau, a mulher deveria ser educada apenas o quanto fosse preciso para que ela se colocasse a serviço do homem. Para ele, a realização "natural" da mulher seria servir o homem, desde a infância até a idade adulta.
A inglesa Mary Wollstonecraft, defensora do princípio de direitos naturais do indivíduo, em 1792, escreveu um livro intitulado "Defesa do Direitos da Mulher". Neste livro, Mary denuncia as idéias de Rousseau com relação à mulher. Ela afirma que existem diferenças entre meninos e meninas mas que a inferioridade da mulher nada mais é do que fruto da educação. Ela propõe, portanto, a igualdade na formação intelectual e no desenvolvimento físico entre os sexos.

Assim como Christine de Pisan e Mary Wollstonecraft, a italiana Elena Belotti, em 1973, escreveu o livro chamado Educar para a submissão: o Descondicionamento da Mulher. O livro de Elena relata situações reais ocorridas no meio familiar, em creches, em escolas maternais, elementares e médias. Nessas observações, a autora percebeu como as meninas são ensinadas desde pequenas a serem submissas, passivas, obedientes e nada contestadoras ou críticas. A autora mostra como o modelo de "boa menina" transforma as mulheres que o seguem em um grande grupo inferiorizado na sociedade, com salários menores do que o dos homens, menos oportunidades de expressão, criatividade e liberdade. Elena não tem como ideal que a formação das meninas seja à imagem e semelhança dos meninos. Ela defende que a educação deve dar a meninas e meninos a possibilidade de se desenvolverem da forma que desejarem, independentemente do sexo a que pertencem.
Mesmo com tudo isso que foi escrito, até hoje, a igualdade de meninos e meninas, na escola, e de mulheres e homens, na sociedade, não é algo já resolvido e conquistado. Transformações profundas precisam acontecer na escola para que ela seja mais um lugar onde as meninas e meninos possam desenvolver ao máximo seus potenciais pessoais. Por um lado, a escola pode ser esse lugar em que as pessoas aprendem várias coisas, criam e se tornam críticas e questionadoras.

Mas, por outro lado, não podemos esquecer que a escola faz parte da sociedade em que vivemos. E, portanto, na escola existem todos os preconceitos e a discriminação presentes nos outros lugares da sociedade.

Muitas vezes, as meninas e os meninos não se misturam no pátio para brincarem. Meninos e meninas acabam ocupando de maneira diferente os espaços do pátio e da sala de aula. As brincadeiras dos grupos de meninas são diferentes das dos grupos de meninos.

Embora o futebol feminino seja já algo bastante difundido no Brasil, na hora do recreio ainda são os meninos os que ficam com a bola e a quadra. E se algum menino deixar o seu grupo para brincar com as meninas pode ser chamado de "mulherzinha".

Geralmente, as meninas, para serem consideradas boas alunas, têm que ser mais “quietinhas” e educadas que os meninos. Essa percepção faz com que as meninas fiquem mais caladas e se expressem menos.

Os meninos e as meninas acabariam se desenvolvendo mais e melhor se pudessem conviver de modo mais próximo e não fossem colocados em lados opostos.
Todos, tanto meninas quanto meninos, seriam menos angustiados e ansiosos se tivessem mais liberdade de expressão e de ação na escola.

Mas a escola não é a única "vilã"....

Quando a criancinha chega na escola, a família e os programas de televisão já ensinaram para ela e continuam ensinando muitas coisas, como por exemplo que o enxoval de bebê menino é azul e que para bebê menina é rosa. Quando a menina e o menino entram na escola já foram ensinados pela família e por outros grupos da sociedade quais são os "brinquedo de menino" e quais são os "brinquedos de menina".

São esses valores que impedem que as pessoas possam viver de modo mais livre, sem preconceitos e, portanto, com um pouco mais de paz e felicidade.

Embora não seja possível eliminar totalmente esses elementos negativos na escola, como será possível lutar para que ela não contribua para o aumento da discriminação e dos preconceitos contra as mulheres, e contra outros grupos, como os negros e homossexuais?O que fazer então para que a escola não seja fermento para o bolo da desigualdade?

O Relatório da 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada na China, em 1995, aponta um caminho interessante.

Neste documento aparece como necessária uma escola onde homens e mulheres, meninos e meninas sejam tratados/as igualmente e encorajados/as a explorarem completamente seu potencial, respeitando a liberdade de pensamento, de consciência, de religião e de crença.Nesta proposta de escola, as tarefas e brincadeiras promoveriam imagens de homens e mulheres diferentes daquelas já conhecidas que tanto vemos nas novelas e nas revistas, por exemplo.
O resultado efetivo disso poderia ser a eliminação da discriminação contra as mulheres e de desigualdades entre as mulheres e os homens.

As professoras e os professores são profissionais muito importantes para criar essa educação e essa sociedade em que mulheres e homens têm os mesmos direitos. Abaixo estão vinte sugestões que podem ajudar mães, pais, professoras, professores, adultos e adolescentes em geral na construção de uma sociedade menos desigual.
1. Evitar fazer "fila de meninas" e "fila de meninos" e outras divisões por sexo nas atividades;
2. Estimular as meninas, quando brincarem no pátio da escola e na educação física, para que tenham atividades movimentadas como os meninos geralmente têm;
3. Estimular, nas meninas, valores como a coragem, a curiosidade e a inteligência. Nos meninos, estimular a afetividade, o respeito, a organização;
4. Evitar criticar e dar bronca nos meninos dizendo "você parece uma menina". Evitar chamar a atenção das meninas com frases como "você é bagunceira como um menino". Esse tipo de humilhação só reforça características negativas sobre os sexos;
5. Estimular na sala e no pátio o trabalho e brincadeiras de meninas e meninos em conjunto;
6. Encorajar meninas e meninos igualmente a serem líderes em grupos de tarefas e brincadeiras e a falarem em público;
7. Discutir e eliminar piadas racistas e com preconceitos contra mulheres e homossexuais;
8. Intervir em situações em que meninos e meninas estejam sendo preconceituosos;
9. Fazer as mesmas perguntas e usar o mesmo tom de voz para se dirigir tanto aos meninos quanto às meninas;
10. Desencorajar a competição entre meninos e meninas e estimular a cooperação;
11. Pedir para que os meninos sirvam o lanche e as meninas carreguem livros e caixas, fazendo rodízio das atividades entre meninos e meninas;
12. Pesquisar e destacar mulheres importantes na História Geral e do Brasil;
13. Incentivar igualmente meninas e meninos para as práticas esportivas e para as atividades de ciências, matemática, arte e música, por exemplo;
14. Incentivar, igualmente, meninos e meninas brincar de boneca, cozinhar, fazer marcenaria, costura e todo tipo de trabalho manual;
15. Estimular meninas e meninos a conhecerem e a gostarem do próprio corpo;
16. Orientar e esclarecer, sem ameaças e terrorismo, sobre gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis;
17. Ensinar o respeito às diferentes opções sexuais;
18. Encorajar meninos e meninas a expressarem afeto com colegas do mesmo sexo e do sexo oposto, sem fazer piadas maliciosas. Manifestações de carinho entre crianças (e entre adultos) do mesmo sexo e do sexo oposto não são erros e portanto não precisam ser reprimidos;
19. Propiciar o conhecimento da existência de outras formas de amor entre pessoas de sexos opostos e do mesmo sexo. Saber que homossexualismo existe não fará com que a criança escolha ser homossexual quando for adulta;
20. Explorar, debater e construir a idéia e o sentimento de que as pessoas são mesmo diferentes entre si e que a diferença deve ser cultivada e respeitada.
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Questões para reflexão e debate.

1. As frases abaixo são de autoria de Jean-Jacques Rousseau. Leia e comente:

a) "Geralmente, as meninas são mais dóceis que os meninos e em qualquer caso têm mais necessidade de ser tratadas com autoridade".


b) "Nos meninos, o objetivo do treinamento físico é o desenvolvimento da força, nas meninas, é o desenvolvimento das graças."


c) "Os meninos gostam de agitação e barulho. Seus brinquedos são tambores, bicicletas e carrinhos. As meninas preferem coisas atraentes, bonitas e que servem de adorno: espelhos, jóias, vestidos e, acima de tudo, bonecas.

d) "Na verdade, praticamente, quase todas as meninas não gostam de aprender a ler e escrever, mas estão sempre querendo aprender a usar a agulha de costura."
2. Você acha que meninas e meninos, mulheres e homens, são tratados de maneiras diferentes na escola e na sociedade?
3. Como você imagina que seria a sua vida se você fosse do sexo oposto ao seu?
4. Em nossa sociedade, quais são as "vantagens" e as "desvantagens" de ser mulher? E quais são as "vantagens" e as "desvantagens" de ser homem?

36 comentários:

Simone Barbosa (Turma 4) disse...

Quanto às concepções rousseaunianas, levemos em consideração a época e o contexto em que foram elaboradas. Porém se alguém fala tais absurdos atualmente, me vêm à mente, conceitos como: machismo, sociedade patriarcal, ignorância, assimilação de discursos preconceituosos, dominação e alienação.
Precisamos ter claro que as diferenças biológicas entre os sexos existem, mas não justificam tais estereótipos. Os hormônios, por exemplo, são poderosíssimos, mas não nos determinam e condicionam enquanto seres humanos.
O reforço dos estereótipos se dá através das construções culturais.

Simone Barbosa (Turma 4) disse...

Se eu fosse homem, minha vida seria um desastre!(rs)
Estaria, de cara, fadada (o ?) à exclusão social.(rs)
Não seria competitivo, esportista, mulherengo, valentão, ambicioso.
Características masculinas valorizadas pela nossa "bela" sociedade!Esta exige que o homem seja muito corajoso, ousado, forte.
Não aceita que ele tenha fragilidades, dúvidas,conflitos, incertezas,medos, sensibilidade, sentimentos.
Quem foge aos parâmetros, é visto como fraco, inferior, incapaz, homossexual (e para o homem machista isso é pejorativo),enfim, um fracassado!
Não gostaria de ser homem não. Mas, em última análise, o que não gosto é de viver numa sociedade assim!

Priscila Mara Turma 4 disse...

Concordo com a Simone, precisamos levar em consideração a época em que foi feito o comentário de Rousseau,e nos atentarmos para a dificuldade de mudar isso hoje, levando em consideração os séculos de construção desta visão na sociedade alimentado constantemente pelo cristianismo. Nossa sociedade machista reflete a visão submissa da mulher que precisa estar sempre em busca da superação, para merecer destaque.
Nossa biologia por si só não alimenta as desigualdades e sim uma construção cultural de séculos.
Nossa biologia por si só não alimenta as desigualdades e sim uma contrução cultural de séculos.

priscila disse...

Ser homem e ser mulher nesta sociedade implica, desde antes do nascimento, em já ter atribuição a sua espera mesmo que isso não seja de seu agrado, mas terá que ser de sua natureza. Nascemos para exercer certos papéis que nem sempre são de nossa vontade ou estamos preparados. Somos rotulados com uma visão mais pejorativa possível (mesmo que a palavra utilizada por eles não seja de uso pejorativo) se não nos adequamos aos moldes escolhidos pra nós pela sociedade
Se eu tivesse nascido homem, não teria dificuldades, pois minha mãe sempre falou que eu era um "moleque". Adorava brincadeiras ditas de meninos, e não gostava de bonecas. Sempre fui muito agitada, voltada suada do recreio, não tinha uma letra bonita, mas era uma boa aluna, apesar de falar bastante na sala de aula e proporcionar a minha mãe inúmeras visitas ao colégio. Acho que a única coisa teria feito, se fosse homem, é namorado mais, já que para os homens isso é sinal de saúde.

Anônimo disse...

A vantagem de ser homem é ter mais liberdade e aceitação da sociedade para curtir mais a vida sem retaliações.A desvantagem é ter que corresponder a expectativa secular da sociedade de prover a família e ter um status social elevado,senão o homem é considerado incapaz e fracassado.A vantagem de ser mulher é que ela não tem essa cobrança e mesmo assumindo novos papéis socias não se entrega facilmente a vícios e depressões como o homem.A desvantagem é a dupla jornada no trabalho e em casa e não equiparação salarial com os homens.
Rogério Lúcio de Oliveira Góes
Turma 4

Silvia Simeão disse...

Concordo com a Simone quanto à sempre lembrarmos da época e do contexto em que as concepções de Rousseau foram expostas,porém é interessante percebermos que ainda no séc XXI,apesar de acreditarmos que somos muito "modernos" ainda disseminamos as mesmas idéias de séculos atrás.É fato que em nossa sociedade homens e mulheres são tratados de maneiras diferentes,o homem que faz o mesmo tipo de trabalho que a mulher e ganha mais, é um exemplo claro disso.Um outro exemplo dessa diferença é o futebol feminino, citado no artigo postado, a menina quando decide praticar esse esporte, mesmo que negemos ela é logo masculinizada e classificada como lésbica. A sociedade tem essa mania (se é que posso chamar assim...) de classificar as pessoas de acordo com algumas escolhas e atitudes que assumem. À muitos meninos e meninas, homens e mulheres é negado o acesso à escolha da sua identidade, não temos o direito de manifestar nossas preferências e muitas vezes somos oprimidos por identidades atribuídas e impostas que nos estereotipam, nos estigmatizam e nos privam totalmente da tal liberdade pregada pela sociedade.Quem assume ser quem realmente deseja, quem assume gostar de "jogos de menino(a)"... e por quem não dizer quem assume se relacionar com pessoas do mesmo sexo precisam enfrentar situações, que a priori não precisariam já que todos nós somos "livres", o que torna a vida mais difícil e complicada do que ela realmente é. Todos temos negado o direito de adotar a identidade de nossa escolha, porque já está posto desde o tempo da escola que as mulheres são mais dóceis, organizadas, frágeis...e os homens são mais brutos, desatentos, bagunceiros... e o que faço se essas características soam para mim como intrusas e indesejadas?
Estou de acordo com a afirmação da inglesa Mary Wollstonecraft, também citada no artigo postado, de que há diferenças entre meninos e meninas,e que o correto seria que ambos tivessem igualdade na formação intelectual, ambos os sexos deveriam ter as mesmas oportunidades e a partir daí fazer suas próprias escolhas e construir suas próprias identidades.
->Silvia Regina Simeão Sant'Anna, Turma 4, Disciplina Eletiva - Sociologia da Educação:Concpeções e Teorias, N1N2 4ªfeiras.

Aline disse...

ELETIVA SOCIOLOGIA
ALINE CANDIDO 5º PERÍODO TURMA 1
QUESTÃO 1
Concordo com as opiniões anteriores que é preciso se considerar o fator histórico, mas é possível ainda hoje reconhecermos em nossa sociedade aspectos semelhantes. Ainda hoje maridos proíbem suas esposas de voltarem a estudar ou até mesmo de trabalhar. Ainda perdura em nossa sociedade a idéia que as meninas são frágeis e os meninos cabem o uso da força física. Ainda hoje existe a idéia de que de que o curso de letras, serviço social, pedagogia são feito para meninas e engenharia, física, entre outros são áreas a serem ocupadas por meninos. Então ao meu ver a concepção rosseauriana ainda perdura em nossa sociedade.

Patrícia disse...

Eletiva de Sociologia_Patrícia Félix Questão 2: São vários os setores em que o menino, a menina, o homem e a mulher são vistos e tratados de forma diferenciada. E isso se inicia antes mesmo do nascimento da criança, pois já são utilizados critérios para diferencia-los como por exemplo, as cores das roupas e os tipos de roupas, azul para menino e rosa para menina, os brinquedos, carrinho para um e boneca para o outro, na escola através da separação de gênero em determinadas atividades e brincadeiras como futebol, pular corda,entre outras. Em casa, onde aparentemente o menino tem mais liberdade do que a menina para sair, namorar e até mesmo ter a sua primeira relação sexual.E essa forma de separação e tratamento diferenciado ocorre pelo resto da vida, seja na escolha de profissões, onde determinado trabalho é mais da mulher (magistério) e outro mais do homem(engenharia),um outro exemplo refere-se a questão dos afazeres domésticos que são impostos pela sociedade como um trabalho feminino e não masculino. Porém mesmo com essas diferenças, é preciso ressaltar que determinados valores e aspectos sociais vem sendo modificados pelos novos atores sociais que compõe a nossa sociedade, pois tanto a mulher quanto o homem estão procurando cada vez mais ampliar o seus espaço de atuação e a forma como são tratados, seja no âmbito emocional, pessoal, profissional e/ou educacional.

neide canuto (turma 4) disse...

Mesmo com as grandes mudanças desde os tempos em que as idéias rousseaunianas sugiram, ainda hoje é notório que tanto a escola quanto a sociedade diferenciam os papeis do homem e da mulher.A conquista é lenta mais já é percebida.Hoje homens se mostram mais afetivos em relação aos seus filhos,participam mais das tarefas de casa e a mulher por sua vez ganha mais espaço no mercado de trabalho.Esse mesclar de papeis contribui para valorização das diferenças.

Claudia disse...

Eletiva: Sociologia da Educação
Claudia Santos Arruda ;turma 1;
5ºperíodo; questão 2.

Ainda hoje apesar de toda mudança na criação das crianças por uma boa parte das famílias modernas, que procura tratar meninos e meninas de forma igualitária, proporcionando a ambos educação, esportes, formas similares de se vestir e até de se comportar. Isto, para que se tornem adultos modernos, aptos a viver neste novo século de uma suposta valiosa igualdade social, sem preconceito ou qualquer outra forma de discriminação social Mas apesar dessa mudança, algumas pessoas continuam pensando e agindo de forma em que meninos e meninas devem ter uma educação diferenciada . “As meninas, geralmente mais calmas, tentam ninar ou trocar as fraldas de uma boneca; os meninos, por sua vez, mais elétricos, correm e tentam ganhar uma luta”. Estas diferenças percebidas entre os sexos são reproduzida pelos pais; em que a mãe ensina a menina como se comportar e ter boas maneiras, a ser delicada, a brincar de boneca e a adorar a idéia de vestir um lindo vestido de babados. Já o pai ensina o menino a ser forte, a não chorar, a brinca de carrinho e armas e a não gostar de usar roupas cor- de- rosa. Meninas não devem jogar bola por ser coisa de menino, e meninos não podem brincar de boneca por ser coisa de menina, e assim podendo torna-se “maricas”. Assim vai se desenvolvendo um discurso discriminatório, coberto de preconceito.

bernardo disse...

O contexto rousseauniano era outro, onde as relações homem mulher eram muito definidas, cada um recebia um tipo de educação de modo a desempenharem os seus papeis na sociedade distintamente dentro de uma concepção muito machista. Os homens eram educados para desenvolverem atividades onde tivessem que empregar força, intectualidade e de comando. Já as mulheres, tinham uma educação voltada para o lar, para as prendas domésticas; e não era porquer não gastassem de estudar, é que a sociedade da época não lhes permitiam esses direitos.
Diferente de hoje, onde a mulher exerce um outro papel social atribuido-lhes pelas conquistas alcançadas ao longo do tempo, e que foram mais aceleradas a partir da segunda metade do século passado.
É verdade que por questão de natureza tem coisas que diferenciam o homem da mulher, mas isso fica por conta da anatomia humana, mias em se tratando de ser pensante,intelectual,capaz e criativo, não existem diferenças.
Agora, com tantas conquistas das mulheres, não vejo tantas vantagens entre ser homem ou mulher.
Se eu fosse uma mulher, a minha vida não seri tão diferente: - Teria que trabalhar do mesmo jeito, fazer comida, passar roupa, cuidar de filho e cuidar de casa, não seriam novidades, pois são coisas que já faço como cooperação com ela, minha mulher.

lenira disse...

ELETIVA: SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO I
LENIRA Mª C. TEIXEIRA -2ºPERÍODO TURMA 1 / QUESTÃO 1
Rousseau foi um homem brilhante e se destacou pelas idéias que deixou escritas. Mas foi também um homem de vida um tanto quanto complicada, principalmente quando se tratava de mulheres. Sua mãe morreu dias depois de seu nascimento, teve romances conturbados, não criou seus próprios filhos...

lenira disse...

LENIRA TEIXEIRA: Continuação da questão 1.
Creio que Rousseau tinha essas idéias influenciado pela religião e não pelas experiências vividas com as mulheres com as quais conviveu, ajudando uma delas inclusive a escrever um livro.

lenira disse...

ELETIVA: SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO I
LENIRA TEIXEIRA 2ºPERÍODO TURMA 1
QUESTÃO 3:
Creio que o mais importante, independente de ser homem ou mulher, é procurar se conhecer e se aceitar livremente. É procurar descobrir e cumprir sua missão nessa vida, não importando o sexo que possui. Sou mulher e é isso que tenho procurado fazer, se fosse homem acho que faria o mesmo.

Glicia lins disse...

Glicia Ribeiro Lins
Eletiva sociologia da educação
Questão 2
De acordo com Bourdieu e Paseron, a escola reproduz a sociedade em que vivemos. Entendo que a escola é palco de manifestações de preconceitos e discriminações de diferentes ordens, porém a cultura escolar tende a não reconhecê-los.Nesse sentido ela opera de diferentes formas a fim de reproduzir a divisão sexual que existe na sociedade. Desta forma homens e mulheres, meninos e meninas são tratados de maneira diferente tanto na sociedade quanto na escola, o que infelizmente só faz acentuar atitudes preconceituosas no cotidiano escolar, perpetuando a divisão sexual.

Anônimo disse...

Andréia Sá - Eletiva Sociologia da Educação - Turma 1N

Bem...Rousseau estava refletindo a sociedade em que estava inserida. Desde sempre fomos treinados a pensar dessa forma numa espécie de lavagem cerebral machista , por isso agimos e somos tratados de maneira diferente.
Se eu fosse do sexo masculino, acredito que a única diferença evidente seria a convexidade protuberante(rs).Uma das vantagens de ser mulher é ter força pra abrir um vidro de palmito mas botar alguém pra fazer isso pra você!!!!!

lenira disse...

Lenira Teixeira - Eletiva
Turma 1
Creio que o Bernardo fez uma descrição muito boa das relações do homem e da mulher nos tempos de rousseau e nos tempos atuais. Assim como a mulher vem conseguindo, não sem lutas, conquistar o seu espaço na sociedade, vencendo preconceitos e barreiras, para que a sociedade continue a evoluir é necessário que todas as minorias lutem pelos seus direitos para conquistá-los e a ecola pode ser um bom palco para isso.

pirulita disse...

Vanessa Araujo Bernardes
turma 01
eletiva:sociologia da educação:concepeçoes e teorias
questao 2


Sim. Existem diferenças entre mulheres e homens, que refletem na vida pública e privada de ambos os sexos, impondo a eles papéis sociais diferenciados que foram construídos historicamente e criaram pólos de dominação e submissão. Impõe-se o poder masculino em detrimento dos direitos das mulheres, subordinando-as às necessidades pessoais e políticas dos homens, tornando-as dependentes.
As mulheres são pouco representadas nos espaços de poder político, seja no executivo, legislativo ou judiciário. Outro exemplo: elas têm garantido seu ingresso no sistema educacional, mas vivem em situação de desigualdade no trabalho, pois recebem salários mais baixos e enfrentam dificuldades maiores para galgar os postos de chefia. Enfim, a sociedade humana, na qual ainda prevalece à ideologia patriarcal (que estabelece a supremacia masculina) ainda impede o pleno desenvolvimento das mulheres, discriminando-as de diferentes maneiras.
Na escola isso também ocorre tanto que meninas e meninos brincam e fazem atividades diferentes.

lenira disse...

Lenira M.C.Teixeira
Turma 01
Eletiva: Sociologia da Educação
Questão 02

Concordo com a Vanessa que as mulheres enfrentam ainda muita discriminação em nossa sociedade, nas atividade que desempenha em sua vida profissional, mas creio que, em muitos pontos, comparando com um passado recente, as mulheres já conquistaram espaços que antes lhes eram praticamente inacessíveis. Hoje em dia, por exemplo, é muito mais comum ver maridos dividirem as tarefas domésticas com as esposas, os salários no trabalho ainda são menores, mas essa ajuda em casa é uma grande vitória. Havia também certas funções que eram exclusivamente masculinas e outras que eram exclusivamente femininas, essas diferenças têm acabado, salvo em tarefas que exigem força física demasiada. Tais conquistas femininas, no entanto, trazem consequências, pois tudo na vida tem um preço: As mulheres têm andado mais estressadas e têm apresentado mais problemas de saúde do que tinham anteriormente, quando as cobranças eram menores e suas responsabilidades não eram tantas. As mulheres estão lutando por igualdade e ela está chegando devagar, é certo, mas com todos os ítens do pacote, sejam eles bons ou maus...

Marcele os Prazeres/turma 4 disse...

Atualmente é loucura querer permanecer a reproduzir o comportamento machista com relação ao sexo oposto, afinal as transformações ocorreram e não foram, de forma alguma, naturais mas sim através de muita luta e conquistas.
Rousseau praticamente reduziu o gênero feminino a concepção inatista, acreditando que naturalmente a mulher percebe seu papel social de subordinação as vontades dos homens.
Infelizmente o comportamento discriminatório e machista ainda é comum, e pior aceito como normal, isso só comprova que as transformações sociais e culturais são feitas a longo prazo e que a sociedade e seu fardo histórico são reproduzidos através, principalmente, da educação sistemática e assistemática; o gênero feminino sofre as consequências de uma história que por elas não foi escrita, mas sim concedida.

Débora Jorge Mendes (Eletiva Sociologia - Noite) disse...

Sabemos que a educação possuiu (e possui) um papel principal na formação dos indivíduos em todos os contextos sociais. Ao observarmos as frases de Rousseau, percebemos as diferenças educacionais entre meninas e meninos. No caso, as mulheres eram educadas para a submissão a seus maridos, preparadas para o serviço doméstico. Já os homens, desde cedo, eram formados para o domínio, a fim de exercerem um papel mais atuante na sociedade. A educação para o exercício de atividades consideradas “brutas” ocorreu pela necessidade de formar novos combatentes. Acredito que nós seres humanos possuímos diferenças físicas, mas é justamente a educação que tem moldado os comportamentos. Os indivíduos se comportarão ou realizarão ações ditas masculinas ou femininas dependendo da educação que receberão ao longo de suas vidas. Afirmar que as meninas não se interessavam pela leitura e escrita, optando apenas por serviços e atividades do lar é omitir a função da educação para a determinada sociedade.
Atualmente encontramos mulheres exercendo várias funções, mas é preciso avançar, o preconceito é muito forte. Não são raras as mulheres que possuem a responsabilidade de chefiar famílias, função antes exercida por homens. As mulheres estão conquistando o seu espaço com o passar dos anos, o questionamento da educação do passado pode ser a possível solução para o rompimento com preconceitos.
A escola ainda preserva os moldes educacionais do passado: separação de alunos por sexo, realização de atividades físicas distintas e ainda o discurso de que homem não chora.
É difícil responder como seria se fosse homem, posso dizer que a sociedade ainda educa o homem para exercer o papel de comando e que eles ainda ganham melhores salários. As vantagens de ser homem talvez estivessem na questão de oportunidades no marcado.

Jorge Freitas disse...

As frases A, B, C e D são explicitamente marxistas e de um socialismo estratégico que serviram e, em alguns casos, ainda servem para colocar a mulher na posição de submissa em relação ao homem. Mostram como a mulher é vista em uma sociedade hierarquizada que nega à mulher o direito a cidadania e à dignidade.
Em resposta à questão 2, penso que, justamente pelos valores construídos e sustentados nas questões acima citadas, é quase impossível considerar que meninos e meninas, mulheres e homens não são tratados de maneira diferente na sociedade. É necessário desconstruir aqueles valores para que se possa vislumbrar um tratamento de igualdade entre os sexos.
3. Imagino que se eu fosse uma mulher, fatalmente estaria exposto a todo tipo de pré-conceito e dificuldades impostos às mulheres por parte de nossa sociedade machista.
4. Considero difícil classificar quais as vantagens ou desvantagens de ser homem ou mulher em nossa sociedade. Penso que essa avaliação só servirá para reforçar o meu pensamento – machista ou feminista, dependendo de, com qual olhar eu farei essa avaliação. Ou seja, do ponto de vista machista, os homens têm mais vantagens, visto que todo o pensamento da sociedade é construído sob a ótica machista. Do ponto de vista feminista, serão apresentados várias desvantagens em relação às mulheres.
Rio de Janeiro, 11/01/2009
Jorge Cesar de Freitas
Sociologia da Educação Turma 9

Anônimo disse...

Pergunta de número 2 - Sim, na escola se um professor tiver que chamar a etênção de um aluno, com a menina será de forma mais branda e gentil do que se fosse com um menino. Na sociedade as diferênças começam em casa, nos presentes diferenciados que os pais dão aos filhos por serem de sexo diferente, a forma com que eles devem se portar (sentar, falar, brincar...). Enfim, nós estamos inseridos em uma cultura que nos obriga a agir assim, porém cabe a nós, futuros educadores, mudar essa forma de pensar da sociedade.
Douglas de J Pereira
Turma 9

Anônimo disse...

Hoje em dia as frases de Rosseau soariam machistas e pré-conceituosas, mas na época em que ele expôs essas idéias etas foram corroboradas pela vida naquela sociedade, onde esses eram os papeis sociais dos homens e mulheres.
Acho que atualmente ainda há uma diferença facilmente perceptivel entre o tratamento direcioando a homens e mulheres, ou meninos e meninas nas escolas, tende-se a crer que os homens são mais brutos, fortes e práticos e que as mulheres são mais sensiveis., mas acredito que haja mais espaço para as diferenças nos dias atuais, sendo "aceito" de certa forma quem se destaca dessa norma que segrega por genero, classe social ou cor da pele.
Acho que se eu fosse homem não teria muitas dificuldades, por ser meio moleque e não gostar das ditas "coisas de menina". Talvez fosse mais fácil do que ser mulher...
Há uma diferença na valoração de atitudes semelhantes entre homens e mulheres por exemplo se um homem saí com varias mulheres isso é considerado um sinal de virilidade se é a mulher que tem essa atitude fica mal vista. Acho isso uma bobagem por que cada individuo é uno e não deveriam, ainda hoje em dia, essas normas bobas, acho que cada um deve fazer as escolhas que lhe agrade sem se preocupar com isso.
Lillian A.A. Psicologia - Turma 12

Isabelle disse...

b) "Nos meninos, o objetivo do treinamento físico é o desenvolvimento da força, nas meninas, é o desenvolvimento das graças."

Infelizmente até hoje a nossa sociedade prioriza esse tipo de comportamenmte com práticas racistas.


c) "Os meninos gostam de agitação e barulho. Seus brinquedos são tambores, bicicletas e carrinhos. As meninas preferem coisas atraentes, bonitas e que servem de adorno: espelhos, jóias, vestidos e, acima de tudo, bonecas.

Eles não preferem isso ou aquilo, são ensinados a preferir. É definido pelo sexo, qual criança é obrigada a gostar de determinada cor ou esporte.

d) "Na verdade, praticamente, quase todas as meninas não gostam de aprender a ler e escrever, mas estão sempre querendo aprender a usar a agulha de costura."
2. Você acha que meninas e meninos, mulheres e homens, são tratados de maneiras diferentes na escola e na sociedade?

Sim, são tratados de forma muito diferente.Na escola,como no próprio texto foi citado,além dos jogos e das filas, tudo é desculpa pra segregar.Esse comportamente é tão cotidiano que nem é mais notado, muitas pessoas julgam natural essa separação só pq são de sexos diferentes.Na sociedade ainda há preconceito quando a mulher desempenha as funções ditas de homem como dirigir, trabalhar onde exerce liderança e etc.

4. Em nossa sociedade, quais são as "vantagens" e as "desvantagens" de ser mulher? E quais são as "vantagens" e as "desvantagens" de ser homem?

As vantagens de ser mulher...Uma delas é poder demostrar mais os sentimentos,acho que as mulheres podem ser mais verdadeiras.Os homens tem medo de chorar, são ensinados desde de pequenos a não sentir e isso em uma pessoa mais sensivel pode se tornar uma frustação muito grande.
Nós somos mais livres pra optar o que queremos fazer, os homens ainda sofrem muito por não poderem ser e fazer o que realmente desejam.
As desvantagens...Seriam...Ah eu não consigo ver desvantagem em ser mulher! Acho que nos temos as mesmas oportunidades e podemos conquistar tudo o que queremos. Ainda existe algum preconceito mas isso é besteira.

Isabelle Teíssa
Turma 4
2007.1.03237.11

Anônimo disse...

1-c/d) Na frase citada, Rousseau demonstra um pensamento comum naquela época e que atualmente se repete com mais freqüência do que podemos imaginar. Ao longo da história, por muitos anos a mulher foi criada e “moldada” para somente aprender o que lhe seria útil para servir o marido, por esse motivo, não era necessário saber ler ou escrever. Atualmente, vejo um movimento contrário nas escolas. Hoje em dia se fala muito que os meninos só querem saber de bagunça e que as meninas são mais inteligentes pois, geralmente, prestam mais atenção nas aulas. Devemos tomar bastante cuidado com esses rótulos que temos colocado sobre os alunos. O interesse ou desinteresse dos alunos independe do gênero assim como a capacidade de raciocínio e inteligência também, pois todos têm as mesmas potencialidades. Tratar nossos alunos com respeito é fundamental.
Monique Gitahy – Eletiva Sociologia (4ª N1N2)

Fernanda da Costa - Mat.2007.1.01785.11 disse...

Fernanda da Costa -
Turma 4
Eletiva Sociologia da Educação

Sim culturalmente as posições, preferências, necessidade e desejos relacionados a gênero, são fixas e imutáveis no tempo e no espaço e por mais que mesmo intimamente que existem particularidades e nuances entre os seres, em sociedade seguimos(ao menos em discurso e opressão) a maioria.
Achou que seria boa e me daria muito bem, Pois a busca pela liberdade e a rebeldia cabem melhor para os meninos. Então teria menos resistências.
Eu diria que a grande desvantagem é ao mesmo tempo a grande vantagem: A responsabilidade de seu corpo frente à maternidade. Mas vejo que com a liberdade de expressão aumentou muito o número de crianças feitas em uma noite quente e negligenciadas por suas mães. Vejo avós gastando toda sua pouca pensão para criar os netos e acho que é uma situação contemporânea como o é a “mãe profissional” que vive de pensão de desavisados.

cute disse...

Eltiva sociologia da educação- Cinthia Macedo Bastos
2. Você acha que meninas e meninos, mulheres e homens, são tratados de maneiras diferentes na escola e na sociedade?
N minha opinião na escola não existe muita diferenã entre meninos e meninos. O que percebo de diferente é somente no momento de atividade fisicas que os meninos jogam futebol e as meninas volei ou hanball, por exemplo. Ou quando mais novos, os meninos brincam de bola ou carrinho e as meninas de boneca ou panelinha. Em relação as atividades físicas ou lúdicas consigo observar alguma diferença, fora isso nao. Já na sociedade como um todo as diferenças são gritantes. Observo que me muitos cargos os homens ganham mais que mulheres. Que existem cargos que caso o homem ocupe existe um preconceito, como professor de educação infantil. Assim como se mulher for caminhoneira é taxada de homossexual. Apesar do Brasil presar pela união monogâmica os brasileiros que tem muitas mulheres são vistos como
´´ poderosos ´´, viris, enquanto as mulheres que tem muitos homens são taxadas por nomes chulos. Observamos que o homem cavalheiro é aquele que paga a conta. O normal é a mulher não pagar a conta. Os homens são ´´treinados´´ a desempenhar atividades que requeiram força, enquanto as mulheres devem ser mais criativas e habilidosas. Os homens são mais frios e racionais enquanto as mulheres são mais emotivas e assim por diante, mas vale lembrar que todas essas diferenças se devem a ptocesso históricos.

Juliana Rocha disse...

Questão 1: Rosseau viveu em uma época muito machista. A sociedade contina machista. Criou-se o esteriótipo de que a mulher é inferior, cabe a elas os afazeres domésticos e aos homens todos os outros disfrutes da vida,a representação social. As diferenças existem, mas no que diz respeito a genética, mas socialmente homens e mulheres deveriam ser tratados igualmente.

Juliana Rocha disse...

O sexo feminino e masculino são sim tratados com diferença. As meninas são condicionadas a fazer "coisas de meninas" e os meninos, "coisas de meninos". Os melhores cargos e salários são destinados geralmente aos homens, pois julgam-se ser mais capazes. A mulher é sempre vista como sexo frágil e como mulher que sou, espero que essa realidade mude.

Juliana Rocha
Eletiva Sociologia

Juliana Rocha disse...

Qustão 3: Sinceramente, acredito que não mudaria muita coisa dentro de mim não, pois o pensamento continuaria sendo o mesmo. Creio que o que mudaria seria uma maior pressão em se destacar na sociedade. Esperariam de mim o que se espera de um homem. Ser o provedor, ativo político e socialmente, atitudes que não se cobram das mulheres. Mas, deveriam.


Juliana Rocha
Eletiva Sociologia

Juliana Rocha disse...

Questão 4: A vantagem em ser homem é ter uma maior liberdade, de expressão e pensamento, ter mais oportunidades no mercado de trabalho, ser a figura social que transmite segurança, confiabilidade. O ruim são as críticas que se faz quando o homem é mais afetivo, pois é julgado como "bichinha". Não poder fracassar na vida, pois espera-se do homem o sustento familiar, mesmo que essa realidade já esteja mudando. E, em particular, acho que é não ter direito aos 6 meses de maternidade que a mulher tem.
Ser mulher nessa sociedade é vantajoso por sua multifuncionalidade. A mulher é mãe, cuida da casa e do marido, trabalha fora para ajudar em casa e muitas vezes é do trabalho dela o sustento da família e é eficaz em tudo isso. A desvantagem é não ter seu esforço reconhecido. Não ser vista como igual no mercado de trabalho, não ser vista como ativa e confiante representativamente na política e na sociedade em geral.


Juliana Rocha
Eletiva Sociologia

Anônimo disse...

ALUNA: MILENE MOREIRA – ELETIVA SOCIOLOGIA (4A N1N2)
3) Se eu fosse homem e mantivesse os meus gostos e opiniões atuais possivelmente seria bastante discriminado pela comunidade ao meu redor. Por vivermos em uma sociedade preconceituosa, eu com certeza não seria bem vista por cursar Pedagogia (carreira que por muitos anos foi destinada somente a mulheres), gostar de rosa (cor que é praticamente exclusiva para uso feminino), ou cuidar da aparência (fazer as unhas, cuidar dos cabelos etc.).

catia disse...

Todas as nossas concepções e crenças estão diretamente ligadas ao nosso contexto social e período em que vivemos. Acredito que estas frases citadas por Rousseau , apenas expressão a realidade social, a qual ele estava inserido. Entretanto, frases como essas, ainda são possíveis de ouvir nos dias atuais, pois historicamente vivemos em uma sociedade machista e discriminatória, onde mulheres são vistas como o sexo frágil. Vale ressaltar, que descontrur esta concepção é algo lento e gradativo, onde são necessárias atitudes e práticas de conscientização social.

Cátia Santos
Eletiva de Socilogia da Educação
horario de 18:00 - as quartas.

Ester Nalon Lopes Eletiva de Sociologia disse...

Ha com certeza uma diferenca no tratamento de homens e mulheres na sociedade,como por exemplo: se o homem ficar com um monte de mulheres ele e o bom,se a mulher ficar com um monte de homens ela e uma desonrada. Na questao de honra a mulher e muito mais cobrada que o homem. Agora falando de questoes de forca de trabalho o homem e mais cobrado, ele e visto de forma mais bruta, a mulher e vista de forma mais delicada. Ate mesmo na escola entre meninos e meninas a diferenca no tratamento e percebida, se for uma brincadeira mais pesada, cansativa deixa para os meninos, uma brincadeira mais leve fica com as meninas. Seja em qualquer lugar a mulher vai ser vista de forma diferente do homem.

xenia bernardes cabral silva/eletiva sociologia/t.04 disse...

Acredito que haja muita diferença no tratamento dispensado a homens e mulheres em nossa sociedade e em nossas escolas sim!Isso pode ser claramente evidenciado, entre outras coisas, através da diferença entre salários oferecidos à homens e mulheres que exercem o mesmo cargo, bem como nos passeios escolares nos quais os professores oganizam as crianças em filas de meninos e meninas.Penso que se eu fosse homem teria mais responsabilidade com o sustento da família do que com as tarefas domésticas como lavar ,passar e cozinhar e etc.A maior vantagem de ser mulher, na minha opinião, é o fato de que só nós temos a dádiva de gerar em nosso ventre uma criança.As desventagens são bastantes, como sentirmos cólicas mestruais, a dor do parto, sermos mais frágeis física e emocionalmente do que o sexo oposto e etc.As vantagens de ser homem são que, a exemplo do meu marido, eles, quase sempre têm uma mulher, seja mãe, seja esposa, para lhe preparar uma comida, arrumar suas roupas, sua casa... em suma eles não têm grandes responsabilidades com a vida doméstica.E as desvantagens são que, na infância eles são muito cobrados com frazes como:"homem não chora", ou "homem não tem medo de nada" e etc. e quando crescem são responsáveis por quase todo trabalho braçal que se faça necessário.