domingo, 11 de janeiro de 2009

SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO - DURKHEIM (TEXTO 5 - TURMAS 3, 4, 9 e 12)


TURA, Maria de Lourdes Rangel. “Durkheim e a Educação”. In:_____. (Org.). Sociologia para Educadores. Rio de Janeiro:Quartet, 2002, pp. 25.62.

Durkheim e a educação
Maria de Lourdes Rangel Tura

INTRODUÇÃO


Émile Durkheim
está colocado entre os pais fundadores da sociologia como campo disciplinar específico. Tendo Augusto Comte lhe dado o nome e a posicionado no cume de uma hierarquia das ciências, Durkheim se investiu da tarefa de estabelecer sua especificidade e seus métodos ou "Regras". Nisto se destacou pelo zelo, talvez por estar tateando um campo novo, e na falta de outros parâmetros os foi buscar junto às ciências naturais.

Como problema de fundo havia a indagação de quais seriam os objetos de estudo e as bases da explicação sociológica. Analisou sistemas sociais, estruturas, instituições e as relações entre o indivíduo e a sociedade.

Outro problema básico: como estudar objetos que tinham sido tradicionalmente motivo da especulação filosófica? Como analisá-los sem transbordar para filosofia, sem invadir outros campos das ciências humanas também nascentes, como a psicologia? Os métodos de investigação ou as "Regras" de construção desta nova ciência precisavam ser delineados e Durkheim os buscou ainda na ilusão da neutralidade do pesquisador e na defesa de observações despidas de prenoções, juízos de valor e tomada de posições.

A posição de Durkheim na fundação da sociologia carreou para sua sociologia muitas afiliações, críticas, diferentes leituras, diferentes leitores. Não irei me deter nisto. Neste texto, pretendo apresentar seu pensamento, localizado em seu tempo e espaço, e dirigir o foco para sua abordagem da educação como objeto de estudo da sociologia. Seu esforço de indagar sobre as origens e as funções do fato educativo abriu, como ele mesmo definiu, uma nova divisão neste campo de estudos: a Sociologia da Educação.

Irei centrar a discussão do pensamento de Durkheim em torno de alguns de seus textos que têm maior ligação com o que pretendo estudar. Para facilitar a citação, os livros serão apresentados neste capítulo pôr siglas, assim especificadas: Educação e sociologia -ES; L’ éducaüon morale - EM; As regras do método sociológico -RM; A evolução pedagógica - EP; Da divisão do trabalho social -DT.

Enfim, o que me proponho a fazer é trazer a originalidade de muitas de suas reflexões sobre o social e o olhar desse autor para a sociedade em que viveu. Olhar que traz o filtro de suas posições com relação à ciência, à sociedade e ao momento histórico que presenciou. Olhar pautado por suas preocupações e buscas de soluções para os problemas sociais de seu tempo.

1 - Durkheim e seu tempo

Émile Durkheim nasceu em 15 de abril de 1858 em Epinal, na Loraine, fronteira nordeste da França, filho de uma família de rabinos.

Em 1858, a Europa ainda vivia a lembrança daquela que, em 1848, fora, no dizer de HOBSBAWM (1982), "a primeira e a última revolução européia no sentido (quase) literal" (p. 22). As revoluções de 1848 eclodiram simultaneamente e atingiram todo o centro do continente europeu, como a França, a Confederação Alemã, o Império Austríaco e a Itália. Em poucas semanas todos os governos constituídos naquela região foram derrubados ou perderam suas bases de sustentação e a instabilidade política povoou uma grande extensão territorial. Ou seja, a ordem social e política
fora abalada em seu âmago. Era inegável que se estava presenciando revoluções sociais em que a classe média, trabalhadores pobres, campesinos e intelectuais de esquerda ocuparam a cena política. Fato até então inédito. Os Estados nacionais tiveram a partir daí que fazer concessões, pois esses novos sujeitos políticos passaram a contar na montagem das estratégias políticas.

A
França foi, ainda, palco de muita instabilidade política entre 1848 e 1851 com grande movimentação e distúrbios ocorrendo no centro de Paris e envolvendo os diferentes grupos de poder - ligados tanto à burguesia quanto ao proletariado - e que levaram, sucessivamente, à queda de Luís Felipe, à instalação da Assembléia Nacional Constituinte e da Assembléia Legislativa Nacional, à queda do parlamento e restauração do império, como foi bem analisado por MARX (s/d). O que Durkheim irá conhecer depois destes acontecimentos é o período da III República, marcada pêlos problemas de unidade e coesão nacional. O Partido da Ordem, no centro desta instabilidade, tentava articular uma nova ordem social, que a expansão econômico-industrial havia instaurado e que as novas relações políticas demandavam. Permanecia, contudo, uma forte tensão entre os republicanos e seus opositores; entre o clero, que não aderiu aos ideais republicanos, e o crescente anticlericalismo; e, principalmente, a tensão originada das lutas operárias (FILLOUX, 1994). Neste ponto deve-se lembrar que os grupos no poder depois de 1848 estiveram constantemente apreensivos com a possibilidade de uma revolução social e isto explica os excessos cometidos na repressão da Comuna de Paris em 1871.
Durkheim tinha, então, 13 anos.

Em termos internacionais, a nova configuração do poder europeu alcançou uma relativa e provisória estabilidade na segunda metade do século XIX. Pequenas e numerosas guerras entre os Estados europeus se resolveram com brevidade e se proliferaram os acordos, marcados, por exemplo, no Armistício Franco-Prussiano (1871) e na Tríplice Aliança, envolvendo Alemanha, Áustria e Itália (1882).

No campo econômico, este período distinguiu-se pela expansão mundial do capitalismo, acompanhado do processo de colonização e do imperialismo, e da difusão da crença no liberalismo econômico e no valor da ciência e da tecnologia para o progresso material e moral da sociedade. As transformações econômicas e os progressos tecnológicos eram muito visíveis. Os Estados nacionais se fortaleceram e foram implantadas políticas intervencionistas para desgosto dos mais conservadores. Era o modelo de Estado-Nação, coerente com as necessidades de apoio aos grandes projetos expansionistas e de acumulação capitalista e com o crescimento de demandas de políticas públicas, que se dirigiram para o saneamento básico, a saúde e, especialmente, a educação pública. Os emergentes partidos e movimentos operários cuidaram para que os gastos sociais tivessem algum peso na contabilidade dos Estados-Nação.

Entre 1873 e 1896, o mundo capitalista mergulhou em uma prolongada depressão, que atingiu a indústria e o comércio dos países capitalistas. Contudo, HOBSBAWM (1982) afirma que os abalos impostos.às economias dos países centrais neste período foram pequenos, as conseqüências maiores foram observadas nas nações da periferia deste sistema.

Um novo estilo de vida se construía nessas sociedades que privilegiavam o consumo e a abundância. A ciência devia servir à técnica e esta estava voltada para o progresso da indústria. As artes e a literatura encontraram novos motivos nessa realidade que surgia. O mundo se "ocidentalizava" e a cultura burguesa emergente dominava sobre as outras. Observando esse contexto, Durkheim preocupou-se fortemente com a educação moral. Percebia um "culto do individualismo" próprio dessa nova cultura européia que se expandia pelo mundo. Era necessário fortalecer os laços sociais, desenvolver o amor pela coletividade, facilitar a internalização de uma ordem normativa e envolver-se em valores e objetivos comuns, de acordo com suas crenças nas possibilidades do Estado de resolver os problemas da nação.

Foi durante o período de depressão do sistema capitalista do século XIX - que demandou arranjos na economia e a expansão capitalista tomou a feição imperialista - que Durkheim saiu de sua terra natal para empreender um longo percurso de formação intelectual, realizando inicialmente estudos na

École Normale Supérieur, que o colocaram diante da questão da educação ou, mais especificamente, da escolarização, de grande importância na época pela necessidade de expansão do ensino público e organização administrativa do sistema escolar francês, que acompanhava um movimento que se propagou desde o século XVII e que fez com que a escola viesse a substituir a família e a igreja no ensino dos saberes elementares (HÉBRARD, 1990). Fez estágios junto a laboratórios de psicologia experimental e participou de trabalhos de investigação histórica em cursos de Fustel de Coulanges. O interesse pela história era grande no século XIX e esteve presente nas grandes sínteses da teoria social, como se pode verificar no pensamento de Comte e Marx, que encontraram na investigação da evolução histórica argumentos explicativos da organização social moderna. Para Durkheim, a história foi auxiliar importante da explicação sociológica e de seu método comparativo.

Neste ponto, é interessante acompanhar, em sua trajetória de formação académica e tomada de decisões profissionais, a busca de conciliar suas crenças iluministas no valor da ciência para a solução dos problemas da humanidade e nas possibilidades que se abriam para a ação racionalizada e a preocupação com os problemas sociais que se avolumavam e as tensões políticas provocadas pelas disputas entre os diferentes países europeus. Não parecia tranqüilo com relação ao momento que vivia e, apelando em seus artigos para uma fé nas ciências e na razão, vislumbrava a possibilidade de surgimento de um tempo novo. Nesse sentido, afirmou: "é de maneira inteiramente arbitrária que Comte considera o terceiro estado como estado definitivo da humanidade. Quem pode afirmar que não surgirá outro no futuro?" (RM, p. 103)

Durkheim não esteve alheio às novidades da vida social de seu tempo, pelo contrário, elas deixaram impacto muito forte em seu percurso profissional e tudo isso fez com que dirigisse seu interesse para o campo social e fosse se afastando da psicologia experimental, ciência também de organização recente com a qual teve muito contato no início de sua formação. Acreditava na importância da sociedade como lugar central e irradiador dos valores éticos de uma época. Acreditava que a regulação, realizada no campo social, poderia conter muito dos excessos e desvios da sociedade em que vivia.

No entanto, percebia a contestação feita a seus estudos pêlos "partidários de um individualismo absoluto"(RM, p. 3). Nestes termos, estava principalmente se opondo aos princípios da economia clássica, que tinham como única realidade observável o indivíduo, medida de todas as coisas, e como móvel intrínseco do dinamismo econômico o liberalismo e a livre concorrência. O olhar de Durkheim, então, se dirigia para o Estado e suas leis, segundo ele essenciais para a regulação das ações sociais. A ampliação das atribuições estatais, coerente com a organização do Estado-Nação, alimentavam essas esperanças.

Entre 1879 e 1882, estudou em Ens e se formou em filosofia. Neste momento, Jules Ferry iniciou um processo de secularização do ensino primário, tornando-o um serviço público e estabelecendo, em 1882, a obrigatoriedade de escolarização para as crianças de 7 a 13 anos. Havia nessas reformas o objetivo de reduzir as injustiças sociais associada à idéia do ensino de uma moral autônoma que não fosse baseada na religião. Em 1880, Jules Guesde funda o Partido Operário Francês, que se ramificou entre grupos "coletivistas" de linha marxista e grupos "reformistas" e foi unificado em 1896 por Jaurès, que fora contemporâneo de Durkheim na École Normale Supérieur (FILLOUX, 1994).

Em 1882, fez um concurso de docência em filosofia e foi nomeado professor em Sens e Saint-Quentin. Foi neste mesmo ano que ocorreu a formação da Tríplice Aliança com a incorporação da Itália à Aliança Austro-alemã. A França vivia sua relativa paz, depois do Armistício Franco-Prussiano mas uma tensão político-militar rondava suas fronteiras e neste contexto de arranjos políticos e diplomáticos, como forma de protelação do grande conflito armado do início do século XX. Durkheim deu continuidade à sua formação acadêmica e, certamente, a apreensão diante dessa situação o deixou cada vez mais ligado a seus interesses pela organização social moderna, pelas relações indivíduo e sociedade e as condições de coesão e integração que dão unidade a um grupo. Nessas condições aproximou-se dos trabalhos nas ciências sociais, do pensamento de Comte e Spencer, onde encontrou mais propriamente estudos em filosofia social e não o que distinguiu como a observação e a explicação
próprias da natureza das ciências sociais, conforme destacou Filloux (1994). Sua preocupação com a reforma social se dirigia para o encontro do consenso entre os diferentes segmentos sociais de um mundo marcado pela complexidade/heterogeneidade da divisão do trabalho social.

A busca do consenso era na visão durkheimiana fundamental para a construção do Estado-Nação, na produção do sentido da nacionalidade.

Entre 1885 e 1886, licenciou-se para aprofundamento de estudos. Cursou ciências sociais em Paris e reencontrou, em seu laboratório de psicologia na Alemanha, Wilhelm Wundt, filósofo e psicólogo alemão que realizou estudos de psicologia dos povos e teve muita influência em seus estudos. Nesse período teve também contato com textos de Marx e visitou várias Universidades alemãs. Na volta à França, publicou dois artigos sobre a filosofia social e ciências sociais na Alemanha na Revue Philosophique.

Em 1887, foi nomeado professor de pedagogia e ciência social na Faculdade de Letras da Universidade de Bordeaux, por indicação de Espinas. Por seu intermédio a Sociologia foi introduzida pela primeira vez numa Universidade francesa como matéria de ensino, segundo CUIN e GRESLE (1995). Neste mesmo ano casou-se com Louise Dreyfus. filha de um industrial de caldeiras.

Em 1893, defendeu sua tese de doutorado sobre a "
Divisão do trabalho social" e tornou-se titular de sua cátedra em Bordeaux. Um ano depois, publicou na Revue Philosophique uAs regras do método sociológico". Esses dois textos são marcos de sua proposta metodológica para o estudo da sociologia. Estava voltado para a importância das "regras": as regras do método sociológico e as regras que balizam o comportamento social, que dão bases para o desenvolvimento de uma solidariedade orgânica na vigência da divisão do trabalho social. Para Durkheim "os casos anômicos... denunciam a carência de regras que regularizem as relações, tornando-as solidárias" (FERNANDES, 1996, p. 74).
Em 1896, transformou sua cadeira na Universidade de Bordeaux em Cátedra de Ciências Sociais.

Fazendo um paralelo com o que foi registrado sobre a história da segunda metade do século XIX, este ano coincide com o fim da depressão econômica, de acordo com os marcos apresentados por HOBSBAWM (1982). Contudo, apesar da expansão do sistema capitalista e do progresso tecnológico, Durkheim estava, nesse momento, especialmente preocupado com duas questões: o crescente individualismo que a nova ordem social propiciava e a necessidade de fortalecer a educação moral da juventude, como estratégia de contenção dos individualismos e do favorecimento dos processos de humanização realizados nas instâncias da interação social. Era necessário pôr muita coisa em ordem e este valor estava fortemente arraigado em sua sociologia.
Dando prosseguimento à sua carreira profissional, em 1898, fundou o periódico L'Anné Sociologique com alguns discípulos.

Após várias tentativas de ir para Paris, o que dependia de apoio político, foi encarregado do Curso de Ciências da Educação na Sorbonne, em 1902, substituindo Ferdinand Buisson. Nesse período publicou numerosos artigos, entre eles: "Pedagogia e sociologia", "A determinação do fato moral", "Representações individuais e representações coletivas". Foi neste período também que aderiu à Liga dos Direitos do Homem.

Em 1913, sua cátedra na Sorbonne passa a ser denominada Ciência da Educação e Sociologia, realizando enfim o seu interesse
maior de estudo e fazendo a sociologia entrar na Sorbonne pela porta aberta pela ciência da educação.

No fim de sua vida, presenciou em território francês o terror da Primeira Guerra Mundial, onde perdeu, em 1916, seu único filho em combate. No ano seguinte veio a falecer.


2 - O estatuto científico da Sociologia

Havia uma questão de fundo para Durkheim: era que se pudesse reconhecer que os fenômenos sociais são passíveis de serem investigados cientificamente, assim como o são os fenômenos físico-químicos e biológicos. Correlato a isso, era necessário demarcar fronteiras e caminhos a seguir. Ou seja, ele pretendia seguir na senda inaugurada por pensadores como Montesquieu, Saint-Simon e Comte que tentaram mostrar a interdependência dos fenômenos da vida social e a urgência de estudá-los a partir da positividade de um saber empírico. Eram os primeiros passos na construção de um novo objeto do conhecimento científico: a sociedade. Ela deveria ser estudada no interior de uma ciência positiva, denominação que afirmava sua contraposição com o saber puramente especulativo da tradição filosófica. A positividade deste saber seria determinada por suas bases empíricas e o esforço de observação desinteressada da sociedade. Ocorre que a sociedade é um objeto de estudo mais complexo e, por isso, mais flexível, como costumava dizer Durkheim, além disso, há que se levar em conta a sua maior aderência às circunstâncias que a cercam. Foi a observação desse aspecto que levou a que muito se discutisse sobre a possibilidade ou não de se estudar cientificamente a sociedade. Para Durkheim, a resposta a essas objeções demandava, por um lado, afirmar a exterioridade do fato social e, por outro, aumentar empenho na sua investigação para que a efetividade dos resultados desse a dimensão da viabilidade da sociologia.

Com efeito, na leitura de seus textos, pode-se verificar o quanto ele se preocupou com a definição do estatuto científico da sociologia e com a demarcação de seu campo como ciência distinta e autônoma. Durkheim, no entanto, percebeu a articulação entre diferentes campos das ciências humanas e sociais. A psicologia social, a história, o direito, a economia eram para ele ciências diferentes da sociologia, mas que poderiam auxiliar no entendimento dos fatos sociais. Fez uso de muitas contribuições da análise psicossocial e histórica nos estudos sociológicos e em seus textos a respeito da educação, pode-se observar que freqüentemente se utilizou de termos e conceitos próprios da psicologia como a transmissão e assimilação de conhecimentos, as aptidões e os desejos, ou a moderação dos desejos - que é um dos fins da educação moral - ao se referir às práticas pedagógicas e às funções da educação.

Enfim, na visão durkheimiana só se poderia pensar no estudo dos fenômenos sociais no campo da ciência se fosse possível concebê-los como algo de real e existente fora das consciências particulares, ou seja, como realidade coletiva, externa ao indivíduo, que o ultrapassa e se impõe sobre ele. Para Durkheim, as sociedades, assim como os fenômenos naturais, são ordenadas e reguladas por certas leis ou tendências gerais e necessárias e que, por isso, se deve proceder à análise das relações de causa e efeito entre os fenômenos sociais. É, assim, que se pode antever algumas tendências futuras.

Em seus diversos textos, Durkheim se mostrou preocupado em dar indicações minuciosas de seus procedimentos de análise e também em apresentar os limites de seu trabalho, posto que, segundo ele, estava lidando com uma ciência jovem que tinha que se ater a um conjunto ainda precário de dados acumulados e a um desenvolvimento teórico ainda iniciante. Por isso, acreditava que seria mais viável naquele momento a investigação de normas cristalizadas, instituições consolidadas e sistemas de regras morais estabelecidas.

Os métodos de investigação das ciências naturais, já bastante desenvolvidos no século XIX, foram a base de onde partiu. Essa gênese marcou muito a linguagem de sua sociologia e do que se produziu posteriormente. Pode-se notá-la em termos recorrentes como: espécies de sociedade, sistemas, organismo social, funções e formas de regulação. Os métodos experimentais da psicologia, a que Durkheim teve bastante acesso participando de atividades de laboratório, também tiveram influência em seu pensamento. Contudo, esteve interessado em distinguir os métodos e as leis próprias da sociologia, sempre se referindo à natureza sui generis da sociedade e, portanto, a impossibilidade de redução dos fatos sociais aos fatos psicológicos e afirmando que os fatos sociais só podem ser explicados por outros
fatos sociais.

A sociologia é para Durkheim a ciência das
instituições sociais, de sua gênese e de seu funcionamento. Instituições, no caso, entendidas em seu sentido largo que abrange também as crenças, valores e comportamentos instituídos. Por isso, ele pensou que a sociologia podia e devia auxiliar na compreensão das instituições pedagógicas e a "conjeturar o que devem ser elas, para o melhor resultado do próprio trabalho" (ES, p. 88). Esta compreensão deve conduzir o pesquisador à análise de práticas sociais. Pode-se verificar isto quando afirma que "os estudos devem recair sobre fatos que conheçamos, que se realizem e sejam passíveis de observação" (ES, p. 58).

Para se compreender o funcionamento de uma instituição social, ele diz ser necessário estudá-la em seu desenvolvimento histórico, posto que suas partes foram sendo constituídas progressivamente em processos que tiveram origens diversas e foram se agregando de maneira a se apresentarem com a morfologia que conhecemos.
A evolução histórica é determinada pelas leis da evolução e depende de "combinações objetivas, definidas no espaço" (RM, XVII). Com relação à sociedade importa observar a tendência mais geral ou dominante.

2.1 - O fato social

A afirmação da exterioridade dos fatos sociais acompanhou o esforço deste sociólogo em distinguir o lugar, a perspectiva, a dimensão própria da sociologia. O fato social devia estar desembaraçado de razões e impulsos pessoais, das consciências individuais e de todo o conjunto de idéias longamente formuladas pela filosofia a respeito da vida em sociedade.

Posto que nascemos no interior de uma sociedade organizada, estruturada de acordo com uma lógica de posições e regulação, com valores, normas e costumes instituídos, numa sociedade já pensada, elaborada, constituída, pode-se aquilatar o quanto ela impõe sobre nós o estabelecido. Durkheim põe aí a cunha de sua observação para afirmar que o fato social deve ser entendido como tendo existência exterior aos indivíduos. É certo que a sociedade não pode existir sem as pessoas, que lhe dão substrato, contudo o todo social não é a soma de suas partes. É nesse sentido que Durkheim dizia, se referindo à organização escolar:

Cada classe, com efeito, é uma pequena sociedade, e será preciso que ela seja conduzida como tal - não como se fosse uma simples aglomeração de indivíduos independentes uns dos outros. Em classe, as crianças pensam, sentem, agem de modo diverso do que quando estejam isoladas (ES, p. 74).

Quando os indivíduos deixam de estar isolados e se associam, se produzem transformações que redundam em uma organização de outra natureza, diferente da psicológica. Há, pois, uma especificidade, uma dimensão própria do fato social.
O fato social é "toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior" (RM, p. 11) e a regra primeira para sua observação é considerá-lo como coisa. Envolvê-lo de prenoções, preconceitos, paixões e conceitos formulados em diferentes campos da reflexão humana afasta a possibilidade de tê-lo como um dado - na qualidade de data - que se constitui como ponto de partida para a explicação sociológica. Por isso, é preciso entendê-lo em sua exterioridade e objetividade, que são atributos próprios de sua natureza. A exterioridade do fato social determina a possibilidade de tê-lo como objeto de observação, de percebê-lo nas pistas que deixa evidentes e em seus sinais visíveis.
Os fatos sociais se constituíram a partir de causas externas, que se processaram no concurso de grupos em interação, na pluralidade de consciências e como obra coletiva e que, por isso, têm ascendência sobre os indivíduos.

O que se destaca neste ponto de forma mais evidente é o poder imperativo e coercitivo dos fatos sociais. Apesar do conformismo social comportar uma série de variações pessoais, a ação social se realiza num campo estruturado em maneiras de agir, pensar e sentir, exteriores ao indivíduo e que se impõem a ele quer se queira ou não. Isso se pode sentir mais perfeitamente quando se tenta transgredir as regras e convenções e as sanções sociais manifestam-se, então, com toda sua força e efetividade.

Os fatos sociais são também coisas ignoradas, posto que, apesar de estarmos convivendo com eles, os apreendemos a partir de formas não metódicas, de uma penetração acrílica, de impressões confusas. Para conhecê-los cientificamente é necessário que se utilize criteriosamente o método científico e se vão realizando procedimentos ligados à observação, à experimentação, à análise do tempo histórico e social de constituição dos fenômenos sociais. Dessa forma, se está intentando estudar como as coisas se dão no contexto de seu tempo e espaço, marcado pelas crenças e valores de uma organização social que determina formas de ver, sentir e pensar, que são forjadoras de símbolos que se imbricam na consciência coletiva e produzem representações coletivas.

2.2 - A explicação sociológica

A constituição da sociologia como campo de conhecimento científico exigiu a elaboração de um quadro teórico, que desse corpo a um conjunto de conceitos e modelos de investigação. Estes seriam os passos necessários à realização de uma explicação sociológica.

Em seu texto "Educação e sociologia", Durkheim descreve de forma minuciosa como realizava esse trabalho. Na visão durkheimiana, há duas perspectivas no processo de construção de teorias explicativas no campo sociológico. Uma é a investigação da forma como se constituíram as instituições, a outra é a explicação de suas formas de funcionamento. Ao se comparar diferentes modelos de organização da educação em tempos históricos diversos, se irá encontrar as leis que comandam a evolução dos sistemas, as causas que determinam seu desenvolvimento e suas conseqüências. O que se tem que ter em vista, no entanto, é que "é preciso buscar separadamente a causa eficiente que o produz e a função que desempenha" e "o que é preciso determinar é se há correspondência entre o fato considerado e as necessidade gerais do organismo social" (RM, p. 83). O método por excelência para tal empreendimento é o método comparativo, que caracteriza uma experimentação indireta de variações e combinações de fatos e das relações de causalidade que se possam induzir, posto que os fenômenos sociais escapam à ação direta do pesquisador.

No processo de explicação sociológica, deve haver o cuidado de não se falar na sociedade num sentido genérico, mas em sociedades, que podem ser classificadas em diferentes espécies, como os vegetais e os animais. Assim, é possível escapar da sensação de um conjunto confuso de sociedades históricas e encontrar unidades reunidas em uma tipologia, que condensa semelhanças e diversidades. No estudo histórico comparativo interessa aprender as características comuns, o que é possível de se realizar pela observação, definição dos termos, análise e categorização. O cuidado com a observação criteriosa e a descrição minuciosa dos fatos possibilitará se constituir tipos de educação, tipos de religião, tipos de família etc. em "sociedades da mesma espécie" e alcançar a explicação das condições necessárias para a constituição das propriedades características de uma instituição e como umas derivam das outras. Ou seja, para que os fatos observados possam ser classificados faz-se necessário que se tenha especial interesse pêlos aspectos que indicam certa homogeneidade e regularidade.

Finalmente o pesquisador deve realizar um conhecimento desinteressado. Melhor dizendo, o conhecimento deve ser procurado por si mesmo, deve expressar o que a realidade é, o que são as coisas, independente de um julgamento prévio. Assim, o esforço da sociologia da educação é no sentido de refletir sobre os processos da ação educativa no intento de conhecê-los, explicá-los e exprimir a sua natureza, o que deve ser acompanhado pela observação histórica do seu processo evolutivo.
O conhecer a sociedade em que se vive e as suas necessidades é essencial para que se possa estar ciente do que nos cerca, dos movimentos que conduzem o mundo e a cada um de nós e, tendo por base o conhecimento científico da sociedade e da educação, é possível encontrar caminhos para a tomada de decisões ou as reformas sociais. No dizer de Durkheim:

Pode-se, pois, esperar que a sociologia, ciência das instituições, nos auxilie a compreender melhor o que são as instituições pedagógicas e a conjeturar o que devam ser elas, para melhor resultado do próprio trabalho (ES, p. 88).

2.3 - A distinção entre educação e pedagogia

Como um parâmetro de entendimento da concepção durkheimiana de sociologia como estudo científico da sociedade, é interessante acompanhar a discussão de Durkheim a respeito da distinção entre ciência da educação e pedagogia.

A pedagogia não estuda cientificamente os sistemas de educação. Ela serve para apreciar as ações, valorá-las e dirigi-las. Os planos de educação, entendidos como modelos, são teorias práticas que não podem fornecer uma visão teórica dos sistemas educativos. Essas teorias práticas, elaboradas de forma abstrata e sem um processo mais cuidadoso de observação da realidade, distanciam-se, por vezes, do que se constitui como necessidades c leis sociais e. por isso, afirmam doutrinas novas que não são orientadas pela prática pedagógica, nem por aquilo que no campo social é refletido nas representações coletivas, nas instituições educativas e em suas bases morfológicas.

A sociologia da educação é uma forma de conhecimento diferente daquele que produz as teorias pedagógicas exatamente por que estas últimas, "por vezes, distinguem-se das práticas em uso, a ponto de se oporem a elas francamente" (ES, p. 57). No entanto, a educação pode ser objeto de uma ciência positiva, baseada na realidade, na evidência dos fatos e para tal se deve ter por fundamento a pesquisa e buscar, primeiramente, fatos exteriores ao indivíduo e que sejam passíveis de observação. Isso porque:

Uma ciência define-se por seu objeto, o que faz supor que exista, que possa ser claramente definido; de qualquer modo, que se possa determinar o lugar que na realidade ocupe (ES, p.: 58).

A educação é um processo contínuo, enquanto que a pedagogia é intermitente. Há povos que não tiveram uma pedagogia. Todos, no entanto, considerando uma determinada espécie de sociedade em um determinado tempo de sua evolução, estabeleceram um conjunto de práticas educativas, que se constituem em fatos perfeitamente observáveis, em instituições sociais.
Aí estão, então, as bases da sociologia da educação na visão durkheimiana.

3 - A concepção de homem

Na concepção durkheimiana de homem há, de pronto, um esforço de distinguir os aspectos psicológicos dos sociológicos e, neste aspecto, é usual a referência ao indivíduo, como fenômeno psicológico. É o que se pode constatar, quando Durkheim diz que:

Separamos o reino psicológico do reino social, do mesmo modo que os espiritualistas separam o reino psicológico do biológico; como eles. recusamos explicar o mais complexo pelo mais simples (RM, p. XVII).

Num outro sentido, a idéia genérica de homem e de um ideal de homem decorre de representações coletivas, entendidas como a "maneira pela qual o grupo se enxerga a si mesmo nas relações com os objetos que o afetam" (RM, p. XXVI). De acordo com a visão durkheimiana, uma concepção de homem é construída progressivamente, de acordo com as lentas transformações que se dão no interior das organizações sociais, e há uma correspondência entre o ideal de homem e as necessidades sociais de um tempo e lugar. Assim:

Resulta desses fatos que cada sociedade faz do homem certo ideal, tanto do ponto de vista intelectual, quanto do físico e moral; que esse ideal é, até certo ponto, o mesmo para todos os cidadãos (ES, p. 40).

O que está sendo, então, destacado é que o ser humano não tem uma natureza fixa e imutável. Pela observação histórica, Durkheim analisou diferentes realidades sociais e, para exemplificar a partir do que interessa mais precisamente a esse estudo, vale destacar seu magnífico estudo sobre a evolução pedagógica na França (EP), onde se verifica que a prática educativa acompanhou as transformações sociais que foram sendo forjadas lentamente e no bojo dessas mudanças uma nova concepção de homem e sociedade se produziu. Assim, nas mudanças de estruturas sociais que se operaram nas instituições da Idade Média e a fizeram transitar para a Renascença e a Idade Moderna, uma nova concepção de homem e de seu lugar no mundo surgiu. Como disse Durkheim:

Essa noção de Escola... só podia nascer quando se formaram povos para os quais a verdadeira marca da cultura humana consiste não na aquisição de certas práticas e costumes mentais dados, mas sim numa orientação geral da mente e da vontade; isso é quando os povos tinham alcançado um grau suficiente de idealismo (EP, p. 36).

Pode-se, neste ponto, inferir uma certa passividade do sujeito durkheimiano, entendido como fenômeno mais simples que a sociedade e como produto de suas transformações e concepções. Durkheim entende que o indivíduo é o substrato do social, porém esse mesmo social se impõe sobre ele porque o precede e o sucede e porque é do social, de suas tendências e necessidades que ele extrai sua natureza e suas formas de ser e fazer.

Na explicação dessa dinâmica, afirmou que em cada indivíduo subsistem dois seres: o ser individual c o ser social. O ser individual é constituído dos estados mentais que se relacionam apenas consigo mesmo e com os acontecimentos de sua vida pessoal. Esse ser é mais primitivo no homem e possui uma natureza egoísta e associai. O ser social é "constituído de um sistema de idéias, sentimentos e hábitos que exprimem em nós, não a nossa individualidade, mas o grupo ou os diferentes grupos dos quais fazemos parte" (ES, p. 41-2). O ser social não nasce com o homem, ele terá que ser criado. Nesse sentido, o homem ao nascer é uma tabula rasa. O ser humano não está predestinado a assumir qualquer característica ou disposição. Ele não é, pois, fruto de um desenvolvimento espontâneo e natural. "Não há nada em nossa natureza congênita que nos predisponha a tornar-nos, necessariamente, servidores de divindades, ou de emblemas simbólicos da sociedade" (ES, p. 42). É a vida em sociedade, a convivência com o seu grupo, as diferentes formas de comunicação social e associação que irão progressivamente fazer com que o indivíduo internalize um conjunto de maneiras de ser, pensar e agir que são próprias de seu meio e o indivíduo irá se conformar por elas pelo que trazem de vantagens e de valor na constituição de sua humanidade, pois que, sem o arcabouço social, o homem "retornaria à condição de animal" (ES, p. 46). Se faltar ao indivíduo todo o patrimônio de conhecimentos acumulados, da ciência produzida, dos sistemas de classificações, de idéias, de fórmulas, de valores, de técnicas e, especialmente, a linguagem própria do grupo, ele não poderá sobreviver como ser humano. Tudo isso resulta da cooperação, do aproveitamento da experiência, do legado de cada geração que é conservado c que produzem atributos humanos comuns. Assim. Durkheim não vê oposição entre sociedade e indivíduo, pois uma idéia depende da outra, a grandeza de um é a grandeza do outro.

O indivíduo está preso por um laço moral à sociedade e à mercê de correntes sociais, que lhe são externas e só ganha atividade participando, de um lado, de uma consciência coletiva ou de representações coletivas e, de outro, engajando-se na ação social por sua incorporação na vida em grupo, sua inserção em diferentes subsistemas do todo social e sua adesão às tradições, normas e costumes que fazem parte do patrimônio social, o que é possibilitado pêlos processo de socialização. É neste contexto que Durkheim define a liberdade - ideal tão caro ao homem moderno - como "filha da autoridade bem compreendida" (ES, p. 56). É assim que entende a autonomia relativa do ser social. Ou seja, só quando o indivíduo é introduzido a um sistema de regras, direitos e deveres que tem assegurada sua liberdade. Caso contrário, estaria exposto às desordens e anomalias de toda espécie.

4 - A concepção de sociedade

Para Durkheim, a sociedade se constitui como um organismo ou um sistema organizado em estruturas (órgãos), que realizam funções diferentes e especiais e que se integram em uma forma de cooperação baseada na partilha de regras, valores e normas. Ela possui uma base comum, uma homogeneidade ou unidade construída num processo de evolução que se encaminha no sentido de alcançar o pleno desenvolvimento e a completude de sua organização. Essa base comum tem uma gênese histórica que possibilita a constituição de um patrimônio de idéias, sentimentos e normas de gerações passadas e que se instituíram como formas de "adaptação às concepções da época" ou de acordo com as "exigências do meio social que as prescreve como necessárias"(ES, p. 44). Assim, a sociedade, que é uma obra coletiva de gerações que se sucedem e organizam formas de conhecimento e de ação, se impõe aos indivíduos, pois:

Foi a própria sociedade, na medida de sua formação e consolidação, que tirou de seu próprio seio essas grandes forças morais, diante das quais o homem sente a sua fraqueza e inferioridade (ES, p. 42).

Ou seja, as estruturas e representações coletivas se impõem sobre os indivíduos por serem produto da vida em comum e essa é também razão pela qual a sociedade desfruta de uma supremacia moral e material.
Na explicação do funcionamento da estrutura e dinamismo dessa instância superior e externa ao indivíduo, o autor fez analogias com outros organismos biológicos, que possuem necessidades próprias, essenciais à sua preservação e sobrevivência e afirmou que a auto-regulação desse sistema é essencial para que suas funções se realizem e se harmonizem e, por isso, - em determinadas circunstâncias históricas, por exemplo - a sociedade pode impor aos indivíduos um conformismo rigoroso (ES, p. 89).

Entendida como um sistema com funções integradas e integradoras, a sociedade comporta subsistemas, que também têm seu dinamismo próprio impulsionado por necessidades sociais, que estão vinculadas à totalidade da organização social ou à estrutura de constituição da ação social. É assim que se dá o entendimento durkheimiano de autonomia relativa dos subsistemas sociais, que têm suas formas sui generis de atividade ou o seu modo próprio de agir, seu corpo específico de costumes, normas e regulamentos, que não são meras fórmulas sem valor nenhum, mas realidades atuantes que dirigem a ação e o comportamento de seus membros, na medida em que são internalizados por aqueles que participam de um determinado subsistema social, como é o caso daqueles que fazem parte do sistema educacional.
Na relação indivíduo e sociedade há muitos ganhos propiciados pela divisão do trabalho social. Primeiramente, porque já não se colocam os homens individualmente em disputa por interesses em conflito, mas se permite que as diferentes funções sociais se articulem para garantir o bom funcionamento do organismo social. Essa necessidade de articulação produz solidariedade e cria um sistema de direitos e deveres, assim como regras que asseguram a ordenação pacífica entre as diferentes partes do todo social. Com isso, o indivíduo torna-se, por um lado, mais autônomo e, por outro, mais dependente do bom funcionamento do conjunto de instituições sociais e do bom desempenho de diferentes setores do organismo social para sobreviver.

A divisão do trabalho social não deve, no entanto, ser entendida como circunscrita apenas ao mundo económico. Se no campo económico fica muito evidente a vantagem que essa divisão representa no sentido de aumentar o rendimento do trabalho, pode-se, alargando a visão, perceber que "é a repartição contínua dos diferentes trabalhos humanos que constitui principalmente a solidariedade social" (DT, p. 29). É essa sua função moral, segundo afirmou Durkheim.

As sociedades mais simples apresentavam segmentos mais similares e homogêneos e tinham como base de seus regulamentos um direito repressivo e inteiramente penal, de ação difusa. Dessas organizações sociais se depreendia uma solidariedade mecânica. Na atualidade, a base de sua ordem jurídica é o direito restitutivo, composto de órgãos cada vez mais especializados que têm a função de fazer com que sejam respeitados os compromissos e contratos assumidos. A especialização das funções nessas sociedades se dá de forma cada vez mais dominante e se constitui uma solidariedade orgânica.

A busca de consensos entre as diversas partes da sociedade e entre seus membros é importante para se realizar a integração social. Mas como alcançar esse consenso em sociedades tão diversificadas?

Tendo dito que as sociedades são essencialmente conservadoras, Durkheim não poderia, no entanto, deixar de observar as mudanças sociais ou não ter levado em consideração o dinamismo das sociedades modernas. Voltando, então, ao que se registrou até aqui: na visão durkheimiana, as sociedades têm necessidades sociais que são materializadas na consciência coletiva. Contudo, se pode perceber, em diferentes circunstâncias históricas, que o aparecimento de novas necessidades sociais entra em desacordo com o que se materializou nas consciências coletivas e nas instituições sociais. Ou seja, no dinamismo do processo social se pode verificar a existência de desajustes entre normas e costumes instituídos e necessidades emergentes. Estas últimas estão vinculadas ao progresso social. O momento histórico vivido por Durkheim refletia, segundo afirmava, os embaraços decorrentes da velocidade em que se deram as mudanças - principalmente no campo da tecnologia e da ciência - e, por isso, a sociedade ainda tateava no encontro de mecanismos de regulação e cooperação. Na perspectiva durkheimiana, progressivamente se efetuaria a ordenação das partes e sua integração no todo, pois o organismo social busca necessariamente sua homeostase e só um sistema bem regulado pode alcançar o equilíbrio social, a prosperidade e a harmonia entre seus membros. A busca de consensos seria, então, uma tendência natural, um dinamismo inerente a toda sociedade que procura seu ponto comum, suas bases de integração que garantam o seu equilíbrio e estabilidade.

A observação histórica do processo civilizatório deixava neste sociólogo esta expectativa. Ele afirmou que "existia na vida medieval uma espécie de desregramento natural, constitucional, como em toda civilização que ainda não alcançou um grau de desenvolvimento suficiente" (EP, p. 112). A organização medieval encontrou, no entanto, seu equilíbrio e suas instituições mostraram sua eficiência na regulação social. O século XIX se apresentava, então, como uma época de grande desenvolvimento, a comunicação entre os povos se expandia, a unidade nacional havia sido alcançada pêlos diferentes países da Europa, o progresso da ciência e da técnica eram evidentes, a sociedade possuía um sistema complexo de divisão do trabalho social. Por isso, a questão da coesão interna, do consenso entre as partes, da harmonia social devia ser coisa que estava por acontecer.

Foi neste contexto que pensou as mudanças sociais como processos naturais ou normais em sociedades que, diferentemente de organismos biológicos, são mais complexas e mutantes. As mudanças podem ter origem em partes específicas da organização social em algum subsistema e as consciências coletivas ou os sentimentos coletivos podem não estar ainda em estado de maleabilidade necessária para tomar uma forma diferente. E preciso se criar, então, uma nova moral para que a sociedade tenha mecanismos de incorporação das novidades.


5 - A concepção de educação

Durkheim afirmou que a educação é um fato social e, portanto, objeto dos estudos sociológicos. Sua externalidade se evidencia quando se verifica que suas idéias, valores, costumes, regras, normas, conteúdos e sentimentos são coisas distintas das pessoas que os internalizam. São realidades por si mesmas e possuem natureza própria, que se impõem sobre os indivíduos, e podem ser observadas no interior de instituições pedagógicas. A investigação científica irá buscar compreendê-las, explicar seu funcionamento e conjeturar o que elas deveriam ser para alcançar melhores resultados, tendo em vista os fins sociais da educação.

Esta afirmação não contém nada de surpreendente para a atualidade, já que o estudo dos aspectos sociológicos da educação e de suas diferentes abordagens teórico-metodológicas circulam amplamente no campo acadêmico, dão subsídios ao planejamento de ações educativas e de políticas públicas neste setor e são freqüentemente divulgados pela grande imprensa. No momento em que foi enunciado, no entanto, representou uma formulação que exigiu de Durkheim um grande esforço de investigação e conceituação.

No estudo do contexto histórico em que se deu a lenta e progressiva constituição do sistema educativo, Durkheim tomou por base a constatação de que mesmo nas sociedades mais simples se instituíram práticas educativas para transmitir às crianças e aos jovens seus conhecimentos acumulados, normas, costumes, valores e histórias do grupo. Isto confere a este sistema um caráter comum - social - e essencial.
Dessa constatação decorrem muitas outras. Primeiramente, não há uma educação única e universal, apropriada a todos os indivíduos indistintamente. Na observação histórica o que se distingue é que a educação tem variado com o tempo e o meio. Com isto se põe em cheque a tradição de analisar a educação como um ideal abstraio e único, dirigida a "uma natureza humana cujas formas e propriedades seriam determinadas uma vez por todas" (ES, p. 75). O próprio Durkheim destacou seguidamente a novidade de sua abordagem que se contrapunha à tendência de se entender a educação como fenômeno eminentemente individual, conforme a perspectiva de Kant, Mill, Herbart e Spencer, que a conceberam como atividade que visa realizar em cada indivíduo o mais alto grau de perfeição possível. Na visão durkheimiana, o ser humano se constitui progressivamente no interior de organizações sociais e povos da mesma espécie possuem sistemas de educação comparáveis. Isto possibilita que se estabeleçam tipos genéricos de educação e características diferenciais. Esse enunciado teve um forte impacto sobre as concepções tradicionais e foi motivo de várias críticas.

5.1 - A definição de educação

As práticas educativas não devem ser entendidas como isoladas de outras práticas sociais, posto que, apesar da relativa autonomia de cada sistema social, eles são sempre partes de um todo com o qual se integram na consecução de um fim comum.

A educação deve ser também entendida como uma instituição social. Isso é melhor compreendido quando se observa que as características básicas de uma instituição social são encontradas nas instituições pedagógicas: a existência de regras socialmente partilhadas, as recompensas e os castigos, os deveres e os direitos daqueles que se beneficiam dela. As práticas pedagógicas não são, pois, fruto de decisões arbitrárias oriundas da vontade de um educador, mas, ao contrário, estão fortemente determinadas por uma estrutura social e, por isso, seu movimento evolutivo se dá de forma coerente com a constituição e as necessidades do organismo social. Nesse sentido, todo e qualquer sistema educativo é um produto histórico e só através da análise histórica se pode entender e explicar por que, em cada momento, em cada sociedade há um tipo regulador de educação, que se expressa em tendências, fórmulas, padrões que se impõem sobre os indivíduos e que são solidários e coerentes com o conjunto de atividades e instituições da sociedade. Com efeito, a mudança no campo da educação não se dá sem resistências e, principalmente, ocorre no bojo de outras transformações estruturais da sociedade.

Enfim, no esforço de distinguir o caráter e a natureza da educação, Durkheim a definiu como:

A ação exercida, pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontrem ainda preparadas para a vida social; tem por objetivo suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política, no seu conjunto, e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine (ES, p. 41).

Este é um conceito restritivo à relação entre a geração adulta -que tem a ascendência - e a mais nova, que não está preparada para a vida social. A atividade é efetivamente social pois responde a reclamos da sociedade política no sentido da formação humana, de acordo com um ideal ou modelo de homem. É através dessa tarefa ou missão que a sociedade se renova e ao mesmo tempo perpetua as condições de sua própria existência.

Ainda desdobrando esse conceito, na visão durkheimiana "não existe sociedade na qual o sistema de educação não apresente o duplo aspecto: o de, ao mesmo tempo, apresentar-se como uno e múltiplo" (ES, p. 38).

Numa mesma sociedade, o indivíduo irá inserir-se em diferentes meios sociais, que correspondem às especificidades da função social de cada um. A educação varia "com as classes sociais e até mesmo com o habitat" (ES, p. 76), destacou Durkheim. Nos países mais modernos, como foi visto, há uma tendência à especialização e diversificação do trabalho, que é própria da evolução das sociedades que se tornam cada vez mais complexas e que para se manterem necessitam dividir o trabalho. Cada profissão se constitui como um meio próprio e particular que se organiza em torno de um conjunto de idéias, costumes, práticas, maneiras de ver as coisas, aptidões a serem desenvolvidas, valores e conhecimentos específicos que precisam ser internalizados no jovem para que este possa estar preparado para a realização de uma determinada função essencial à sua integração produtiva na sociedade. Isso exige que o aprendizado da profissão seja cada vez mais precoce e diversificado.

A evidência advinda da própria diferença das funções/profissões, em termos de tipos e grau de instrução, valores e posições sociais, fez Durkheim indagar a respeito da possível injustiça gerada por essa heterogeneidade. Contudo, entendia que, por um lado, não seria mais possível voltar a se organizar uma sociedade homogênea, que, na realidade, "não representa senão um momento imaginário na história da humanidade" (ES, p. 39). Por outro lado, a heterogeneidade atual, segundo ele, se diferencia das formas antigas de dominação e injustiça.

Em continuidade ao exposto, Durkheim observou que, a partir do momento em que as sociedades atingem um nível intelectual mais desenvolvido, "há e deve que haver, necessariamente, homens que se consagrem de modo exclusivo ao pensamento" (ES, p. 78) Neste caso, outros devem se dedicar às atividades que exigissem uma "ação mais direta e imediata". Isso justifica a forma atual de divisão do trabalho social.
Mas o aspecto múltiplo da educação não a constitui como um todo, há em toda sociedade uma base comum de idéias, sentimentos e práticas que a educação deve inculcar em todas as crianças. Na visão durkheimiana, a sociedade precisa que entre os seus membros exista um certo grau de homogeneidade e de similitudes que são essenciais à vida coletiva. No processo evolutivo da história foram se constituindo um patrimônio de idéias acerca da natureza humana, os direitos e os deveres, o progresso, a ciência e as artes que são a base do "espírito nacional" e devem ser fixados na consciência dos educandos.

O professor é um transmissor de saberes - oriundos das ciências físicas e biológicas, da história, dos conhecimentos literários e estéticos, das crenças e costumes - valorizados e essenciais à continuidade societária. É um agente da formação integral dos alunos e, por isso, tendo o domínio das disposições pessoais para corresponder às exigências de seu tempo, pode criar as condições para as mudanças sociais que se fizerem necessárias. Esta é a importante função social do mestre, de contribuição essencial para a formação de futuros cidadãos.

5.2 - Os fins da educação

Os fins da educação variam com os estados sociais, com as diversas espécies de sociedade, com os diferentes tempos e situações históricas. Eles estão diretamente relacionados com as necessidades sociais de um tempo e lugar. Assim, é a coletividade que impõe os fins da ação educativa. Ela que exerce sobre os educadores uma pressão moral no sentido de desenvolver nos educandos as qualidades comuns do grupo social e seus ideais coletivos.

Nas sociedades modernas, o esforço de alcançar o consenso tornou-se progressivamente um objetivo maior da educação, posto que a heterogeneidade crescente da vida social e da divisão do trabalho vão particularizando muito as relações sociais. Os fins da educação, então, estão fortemente relacionados com a manutenção do que é comum à coletividade e com a constituição de mecanismos que possibilitem garantir a continuidade societária e a manutenção de estruturas sociais que representem as formas de assegurar as condições sociais de existência da própria sociedade. Por isso, a prática pedagógica deve buscar a integração dos indivíduos na organização social e sua disponibilidade para responder às expectativas dos diferentes meios sociais com os quais irá conviver.

Para que isso se realize é necessário que a ação educativa não seja apenas o aperfeiçoamento de dons inatos, mas que acrescente algo ao ser imaturo que é a criança. É preciso que a educação crie ao homem um ser novo: o ser social.

O indivíduo nasce como uma tabula rasa e cabe à sociedade, pêlos meios mais rápidos possíveis, agregar ao ser individual -egoísta e associai - uma natureza moral e social. A tarefa por excelência da educação é, pois, criar no homem um ser novo, que irá, com o seu grupo, partilhar de crenças religiosas, práticas morais, tradições nacionais e profissionais e opiniões coletivas de toda espécie.

A constituição do ser social, que se contrapõe à idéia de um desenvolvimento espontâneo e de uma natureza humana universal e imutável, se realiza através do processo de socialização. Por esse processo de aprendizagem social se dá a interiorização do conjunto de maneiras de ser, sentir, pensar e agir próprios do meio social em que se vive, o que é essencial para a integração social do indivíduo.

A educação, de acordo com a concepção durkheimiana, realiza a "socialização metódica", assim definida porque está institucionalizada, tem objetivos próprios e funções sociais bem definidas, o que inclui controlar e limitar o desenvolvimento humano, assim como decidir sobre coisas mais imediatas como a seleção de conteúdos para o ensino. São situações que se instituíram historicamente e seguem um protocolo de tradições grupais.

Durkheim analisou a constituição desses processos de socialização metódica em estudos como o que realizou sobre a história do ensino secundário (EP) que tem o mérito de não se ater à história das idéias pedagógicas, como era corrente, mas em articular a história do ensino secundário com a história social e cultural em cada uma das etapas de seu desenvolvimento - a escolástica, a humanista e a realista, de acordo com sua classificação.

Desta forma, ele pôde concluir que o processo de elaborar e transmitir categorias de pensamento no bojo dos processos de socialização metódica foi acompanhado de lutas e conflitos. Na alta Idade Média foi central para esse processo a criação de escolas nos claustros das Catedrais. Mudanças sociais levaram a disputas entre o clero e os leigos pelo domínio da instrução. A escola foi tomando progressivamente um caráter laico. Nesse contexto de disputa foi marcante a luta dos jesuítas no século XVI para impedir a Reforma e sua insistência em habituar os estudantes a pensarem em latim e fazer o meio escolar estranho aos costumes da cidade. São exemplo de autonomia relativa do sistema escolar e de sua importância como meio de "dominação das almas" (FILLOUX, 1994, p. 30).

Outro importante fim da educação, que ganha relevo especial nas sociedades modernas, é a educação moral que será tratada a seguir.

5.3 - A educação moral

A ordem moral é, na visão durkheimiana, um fato social exterior ao indivíduo e tem a função de regulação social. Função esta que não pode ser conferida a nenhum outro subsistema social e que resulta de necessidades advindas da vida em comum. Durkheim disse que "se há hoje verdade histórica estabelecida é de que a moral está estritamente relacionada com a natureza das sociedades" (ES, p. 45), o que inclui afirmar que ela muda quando as sociedades mudam. Ou seja, como fato social, as necessidades morais estão vinculadas a uma determinada ordem social, por isso não se pode falar de uma moral única e universal, mas em diferentes sistemas morais no interior de diferentes espécies de sociedade, dando a essa afirmação um sentido histórico, diacrônico.

Por sua importância para integração social, a ordem moral está envolvida de "dignidade transcendental", de algo de misterioso e de sagrado. É um sistema de regras preestabelecidas e fixadas em torno do qual se moldam todas as ações. "Se conduzir moralmente é agir segundo uma norma, que determina a conduta a seguir antes mesmo de termos necessidade de realizá-la" (EM, p. 20). A prescrição moral tem uma existência concreta que nos circunda e nos afasta do arbítrio individual. Ela se impõe como um dever e produz um respeito particular e, por isso, provoca uma reação muito diferente daquela que se vê em relação ao que ocorre no campo científico.

A moral envolve a noção de autoridade - advinda de sua ascendência sobre nós - e a noção de disciplina ou o "espírito de disciplina", que deve apoiar a regulamentação da conduta. Esta é a razão pela qual durante tantos séculos se acreditou que as determinações morais emanavam de uma divindade.

A função social da
moral é, pois, essencialmente, regular a conduta humana, dando limites aos desejos e às paixões. Para o indivíduo é cada vez mais difícil encontrar esses limites e, por isso, é necessário que eles venham de uma força exterior - de um regime à parte - para que ele possa entrar em harmonia com suas faculdades. Durkheim comparou a educação em sociedades mais simples -apropriando-se de estudos antropológicos feitos junto a tribos indígenas americanas e de estudos históricos - com aquela realizada nas sociedades européias contemporâneas para concluir que a educação é necessariamente mais austera entre os povos civilizados do que entre os "primitivos", que têm uma vida mais simples. Nas sociedades modernas não é mais possível deixar que a criança busque mais espontaneamente o que precisa aprender para se preparar para sua vida futura. Ao contrário, a criança irá precisar de ser submetida a alguma coerção para que adquira o espírito do trabalho e do esforço necessário à vida moderna. Para Durkheim, se devia estar atento às necessidades morais uma vez que a sociedade de seu tempo convivia com a tensão social e a eminência de eclosão de novos conflitos sociais. A autoridade é essencial, ele dizia, para "conter as forças rebeldes" (RM, p. 36).

A idéia da autoridade neste contexto aproxima a análise da questão do poder, que aparece em outros textos de Durkheim em referências mais indiretas e imbricadas com as necessidades sociais. O mestre se apresenta como uma figura de poder. Poder que lhe é conferido pela importância de sua missão formadora junto aos alunos. "Da mesma forma que o padre é o intérprete de Deus, ele é o intérprete das grandes idéias morais de seu tempo e de seu país" (EM, p. 117). A questão do poder inerente à ação docente aparece, então, explicitamente enunciada na analogia que ele fez entre a relação professor-aluno e a relação que se estabelece entre grupos de cultura desigual na situação da colonização. Neste sentido afirma que a dominação é inevitável. Esta constatação, contudo, esbarra em obstáculos éticos. "Há na vida escolar qualquer coisa que induz à disciplina violenta" (EM, p. 121), preocupou-se Durkheim. Possivelmente a analogia que realizara com a situação da colonização no século XIX o tenha alertado para o que definiu como o risco da violência quando se põe em contato uma cultura superior e outra inferior. Na relação professor-aluno, no entanto, as coisas não devem se passar desta forma, alertava o sociólogo. A superioridade moral e intelectual do professor, assim como sua missão de transmitir aos alunos os valores morais de seu tempo e o amor à coletividade lhe conferem posição de autoridade, mas é necessário o cuidado de não abusar deste poder.

Enfim, no campo da educação moral, Durkheim colocou muito das possibilidades da reforma de costumes. Isto porque não via saídas para os conflitos sociais que presenciava senão no esforço conjunto de se construir o consenso entre os diferentes subsistemas da sociedade, criando o contexto favorável ao equilíbrio e à harmonia social. A aceleração das mudanças econômicas reduziu, segundo afirmava, a eficácia dos mecanismos tradicionais de regulação social e, por isso, o progresso social alcançado estava comprometido pelas "ações violentas", pêlos distúrbios sociais e pelo individualismo exacerbado ou o "culto da individualidade". Na visão durkheimiana, a continuidade societária só seria realizável à medida que se pudesse desenvolver uma sensibilidade coletiva e ideais comuns que ultrapassassem as diferenças individuais. Em sociedades cada vez mais complexas, com uma divisão do trabalho muito desenvolvida, com uma multiplicidade de circunstâncias que exigem maior mobilidade e flexibilidade dos indivíduos, há uma tendência para irem se apagando fatos da tradição social, os traços comuns do grupo social e da nacionalidade e, paulatinamente, vão se reduzindo os objetos de devoção comum e os direitos se tornaram direitos do indivíduo.

A educação moral é, então, a forma de conferir ao cidadão o gosto pela vida em coletividade, de criar o costume de pensar em agir em comunhão com os seus concidadãos.

Contudo, a sociedade atual tem como máxima a autonomia das pessoas, por isso as regras morais não podem se impor arbitrariamente. Para que sejam seguidas, para que os indivíduos se devotem a um ideal coletivo, é necessário o conhecimento das razões de sua conduta. Por isso, Durkheim afirmou a necessidade de uma "inteligência da moral" ao lado de uma "autonomia da vontade", para que as prescrições morais sejam livremente aceitas. Assim, a inteligência se tornou um elemento da moral e, então, o ensinamento da moral não pode ser feito como a prédica de um sacerdote, porque não tem por objetivo simplesmente inculcar normas, mas explicá-las.

5.4 - A família e a educação

O papel da instituição familiar na educação ocupa espaço reduzido nos textos de Durkheim que mais especificamente a estudaram. Apesar da estrutura familiar ter um lugar privilegiado nas primeiras aprendizagens, é a instituição pedagógica que apresenta para o autor um interesse especial por sua atuação mais coletiva, por sua posição privilegiada na tarefa de socialização metódica das "gerações mais jovens", o que se pode verificar quando diz que:

A escola, com efeito, é um grupo real. existente, do qual a criança faz naturalmente c necessariamente parte, e é um grupo de nature/.a diferente da família... Por conseguinte, através da escola, nós temos forma de introduzir a criança em uma vida coletiva diferente da doméstica: nós podemos lhe propiciar hábitos que, uma vê/, contraídos, sobreviverão ao período escolar e serão reclamados pela satisfação que lhes dá (EM, p. 199).

Com efeito, a família foi mais freqüentemente analisada no conjunto de outras instituições sociais e reforçando sua posição com relação à ascendência do social sobre o individual. Nesse sentido é que Durkheim afirmou que os pais não podem educar seus filhos de acordo com sua vontade, assim como os professores, os clérigos e os partidos políticos que, a despeito de suas dissidências, não podem agir em desacordo com certos princípios que são comuns a todos.


A educação familiar é também entendida como prática social menos formalizada.
Há uma educação não intencional, que jamais cessa. Pelo nosso exemplo, pelas palavras que pronunciamos, pêlos atos que praticamos - influímos de maneira contínua sobre a alma de nossos filhos (ES, p. 57).

Esta ação menos formalizada, este processo de socialização mais difuso, no entanto, tem a força da continuidade de sua influência.

5.5 - A responsabilidade do Estado pela educação

Para Durkheim, nas sociedades modernas, a instituição educativa se tornou mais completa e adquiriu também o caráter de serviço público, colocando-se sob a direção e fiscalização efetiva do Estado. Isto a distanciou das condições locais e étnicas e os fins da educação se tornaram mais gerais e abstratos, mas nem por isso menos coletivos.

No entanto, com relação à educação pública se mantinha no século XIX um confronto de posições entre a concepção liberal do Estado e a perspectiva do Estado-Nação. O Estado liberal entendia que se devia reduzir ao mínimo sua intervenção nas questões sociais, mas, de acordo com o que vinha se impondo de forma efetiva no modelo do Estado-Nação, com relação à educação "a ação do Estado não poderá ser assim restrita, ou de feição negativa" (ES, p. 47), atuando apenas quando faltar a família. Durkheim se punha mais de acordo com essa última posição, posto que acreditava que ela representava o resultado de necessidades advindas de mudanças instituídas nas sociedades modernas e entre elas se incluía a necessidade da educação pública. A escola tinha a função coletiva de preparar os jovens para a vida social e de adaptá-los aos meios para os quais eles "se destinassem".

A sociedade, então, não pode deixar de estar presente e vigilante, para obrigar a ação pedagógica a exercer-se em sentido social. Caso contrário, ela se porá ao serviço de interesses particulares e a grande alma da pátria se dividirá, esfacelando-se numa multidão incoerente de pequenas almas fragmentárias, em conflito umas com as outras. Não pode nada ser mais contrário ao objetivo fundamental de toda educação! (ES, p. 48).

Pela importância que se deve dar à vida social, por tudo que Durkheim sobejamente distinguiu como sendo sua função integradora e pelo que tem acrescentado ao indivíduo como transmissão de um patrimônio de idéias, técnicas, conhecimentos, formas de ver e pensar e sentir, a educação deve assegurar a continuidade societária e, assim, não é possível deixá-la ao arbítrio de particulares. Ou seja, pela importância de sua função social, o Estado não pode desinteressar-se da educação mas, ao contrário, deve submetê-la à sua influência e "necessariamente monopolizar o ensino" (ES, p. 48) e fiscalizar a ação educativa. Assim:

É função do Estado proteger esses princípios essenciais, fazê-los ensinar em suas escolas, velar para que não fiquem ignorados pelas crianças de parte alguma, zelar pelo respeito que lhe devemos (ES, p. 49).

A universalização da educação básica, pública e laica, encontra aí seus motivos e urgências.

Conclusão

Durkheim em sua sociologia deu lugar de destaque para a educação, que era tema de muito interesse no seu tempo. Um lugar de destaque para esta instituição social que lhe parecia ter funções sociais muito importantes na construção dos valores da cidadania e do nacionalismo, do apego à coletividade, da sensibilidade para os problemas emergentes na sociedade, no combate ao "culto do individualismo", na formação de uma consciência coletiva afinada com as necessidades sociais e a preservação dos valores humanistas. A educação estava assim envolvida em um espírito de missão. A "obra educativa" que exigia cuidados e atenções especiais.

O declínio das religiões e o impacto de um progresso acelerado traziam em seu bojo conseqüências preocupantes, principalmente no que dizia respeito aos conflitos sociais e conflitos entre nações. Era preciso criar novos mecanismos de regulação social e a educação moral tinha aí um papel fundamental a cumprir, internalizando os valores da coletividade, a importância da disciplina, do atendimento à autoridade e do controle da violência.

Foi através desses estudos que a sociologia entrou na Universidade francesa. Foi também a partir desse trabalho inaugural que a educação se tornou objeto do interesse dos estudos sociológicos e, por isso, suas idéias tiveram influência marcante entre os sociólogos que, criticando seus estudos ou se pautando por eles, pretenderam dar continuidade a esse esforço de investigação dos fatos educacionais.
Durkheim tinha muito viva a idéia que palmilhava um terreno ainda pouco explorado. A sociologia dava seus primeiros passos e isso exigia do cientista cautela. Freqüentemente lembrava que "no estado atual de nossos conhecimentos" (RM, p. 19) não se tinha ainda formulado com mais propriedade noções básicas para esse campo do conhecimento como a noção de Estado, soberania, liberdade, política, democracia, socialismo, comunismo, etc. Isso era também uma limitação para a condução do método sociológico, que esbarrava em análises que se faziam em torno de conceitos ainda confusos ou vagos, segundo afirmava, e fortemente marcados por seu caráter ideológico. Tendo em vista o conhecimento desses limites, isso não devia fazer o sociólogo esmorecer mas, ao contrário, entender que se descortinava uma enorme tarefa a ser realizada.

Há, finalmente, um ponto a mais a destacar. A ciência se propõe a ser uma forma de conhecimento que traga proveitos para a humanidade. Durkheim freqüentemente se interrogou sobre isso. Para que serve observar os fatos sociais detidamente, acompanhar sua evolução, perceber suas tendências, conhecer necessidades sociais que encaminham movimentos e correntes sociais, apartar-se do senso comum, das prenoções e dos preconceitos para poder desenvolver a investigação sociológica? Para que serve a sociologia?

Durkheim, olhando o fato educativo, respondeu que seu conhecimento no campo da ciência visa:

Fornecer-nos o de que mais instantemente temos necessidade: um corpo de idéias diretrizes que sejam a alma de nosso labor, e que o sustenham, dêem nítida significação à nossa atividade e nos prendam a ela. Tal condição c indispensável à proficuidade de toda e qualquer ação educativa (ES, p. 91).

A sociologia deve ser então um balizador da ação educativa a lhe dar diretrizes, a lhe conferir significado.

__________________________________________
QUESTÕES PARA REFLEXÃO:
1) QUAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO, SEGUNDO DURKHEIM, PARA A CONQUISTA DA COESÃO SOCIAL?
2) QUAL O PAPEL DO EDUCADOR EM DURKHEIM?
3) DE QUE FORMA A EDUCAÇÃO SE RELACIONA COM O CONCEITO DE ANOMIA?
VOCÊ PODE ESCOLHER UMA DESSAS TRÊS QUESTÕES PARA RESPONDER!
BOM TRABALHO!
LEONARDO.

100 comentários:

Pat disse...

Para Durkheim, o educador é um transmissor de saberes. É também agente formador, tendo papel extremamente importante para o aluno.
Este agente está inserido na sociedade, interage com esta por meio de seus alunos. Consciente de seu papel social, o professor contribui para a construção de uma conciência cidadã em seus alunos.

Patrícia da Silva
Turma 9

Anônimo disse...

Durkheim, como um dos fundadores da sociologia, se preocupava em fortalecer a sociedade que estava se enfraquecendo. Para Durkheim o educador funciona como um intérprete, mediador, entre o homem (em formação) e a sociedade, tem ainda, a responsabilidade de apresentar ao indivíduo as suas regras e normas. Para Durkheim, é a educação que mostra para as crianças o quanto a sociedade têm expectativas sobre elas.
Douglas de J Pereira
Turma 9

Rejane Oliveira disse...

A educação, segundo Durkheim, para a conquista da coesão social, é uma tarefa importante porque leva a conformação do indivíduo à sociedade em que vive, fazendo que o mesmo internalize regras e costumes transformando em hábitos, sem questionamentos, independente de sua vontade ou adesão. Essa forma padronizada de conduta e pensamentos é chamada de consciência coletiva.
A coesão são sansões legais ou sociais aplicadas naqueles que vão contra as regras, contra a consciência coletiva. Os fatos sociais são formas de agir, sentir e pensar de uma sociedade, tendo sido construídos anteriormente a seus membros e impondo-se de forma coesiva sobre os mesmos. O controle social exercido pela escola é de forma coesiva, pois não permite que um indivíduo se rebele através da internalização das regras e formas de conduta.
Esse controle é realizado pela consciência coletiva, fazendo que a identidade individual seja anulada destacando a identidade coletiva.

Rejane Oliveira
turma:3 / soc. da edu.

Chico Arruda disse...

QUAL O PAPEL DO EDUCADOR PARA DURKHEIM?

O Educador tem a função de manter a coletividade social, para tanto é necessária uniformização, no sentido de aplicação de meios e conciliar a pluralidade de consciencia e intelectualidade com própositos de manuntenção do social, do que é coletivo. isto não implica formar cidadãos iguais, mas sim sociedades que tem uma familiaridade, que possuam um traço que as definem o que também é uma forma de coesão social. Portanto, o educador na sala de aula estará preocupado em formar pessoas que possam ser inseridas no contexto da sociedade que pertencem tanto para manterem a coletividade como para participarem dos fatos sociais e possivelmente mudanças sociais. Sou Chico Arruda da turma 12, mas frequento as aulas da turma 6 as quarta. (SOu o aluno que esta viajando).

Luciana Santos disse...

Luciana Santos de Almeida - Turma 04-2ºperíodo - Noite

Questão 3

Segundo Durkheim, a educação é também e, deve ser entendida como uma Instituição Social. E como tal, necessita de regras, deveres e direitos que são partilhados socialmente.
Nesta perspectiva, a educação era entendida como uma composição cujas ordens e estratégias eram fortemente determinadas por uma estrutura social, e que via-se contra mudanças que abalassem a manutenção da ordem. Esta, seria um dos pontos mais importantes para a evolução desta Instituição.
Já fazendo uma correlação com o conceito de anomia, esta era vista como uma "inimiga" para o desenvolvimento social. A ausência de leis, normas, prejudicaria a sociedade quanto ao alcance da Liberdade. Faço esta relação porque, segundo Epicteto, -"só a educação liberta" - assim, para alcançar e assegurar a liberdade, o indivíduo precisa obedecer a um conjunto de regras, direitos e deveres. Caso contrário, a educação estaria prejudicada, "doente" e enfraquecida pois, a desordem debilitaria a Instituição.
A divisão social do trabalho surge na tentativa de estabelecer meios para combater a anomia através da repartição de ações especializadas, onde cada indivíduo sentir-se-ia como parte integrante de um todo orgânico e interiorizado e não meramente mecânico.

Rosane Turma 4 disse...

O papel do educador é de transmissor de conhecimentos, onde esse tem um papel dominante(no sentido de dominar os saberes),tendo o cuidado ao transmitei o seu conhecimento adiquirido,não tirar a autonomia de seu aluno.O professor deve promover no aluno um desenvolvimento individual e coletivo, formando um cidadão que tomará parte no espaço público.

Paula Ribeiro.T:04 disse...

Durkheim nos diz que não há sociedade em que a educação não tenha dois aspectos fundamentais:o de se uno e múltiplo.Isso quer dizer que a escola tenta uniformizar o aprendizado de acordo com a sociedade em que está inserida.Ela atende a determinados tipos de classe,pois é uma instituição social e por isso ao mesmo tempo que tenta uniformização ela também segrega,pois a educação de um operário não é a mesma que a de um burguês por exemplo.A função da escola então seria desenvolver nas ciranças o que é esperado delas na sociedade em que elas estão incluídas.

Pergunta:
Professor Leonardo,ficou meio confuso.Primeiro Durkheim me pareceu baseado na teoria ambientalista que percebe a criança como uma folha de papel em branco.Pensei que ele fosse umt eórico revolucionário,mas pude perceber que ele cai nessa problemática.E que fica meio confuso,pois ao mesmo tempo que ele diz que a educação visa a homogeinidade,ele diz também que cada classe social,cada casta possui um tipo de educação diferenciada,que atende a classe em que está inserida,e que prepara a criança para servir à essa classe.É isso mesmo?
Repare em uma passagem que extrai do livro do Gadotti
"...Se a sociedade tiver chegado a um grau de desenvolvimentoem que as antigas divisões,em castas não possam mais manter-se,ela prescreverá uma educação mais igualitária como báscia..."
DURKHEIM.Émile.Educação e sociologia.são Paulo,Melhoramentos,1955.

Ana Lucia ferreira disse...

Texto 2 comentário

Berger, neste texto retrata o homem na sociedade. Onde o entendimento se faz dentro da otica de que o homem esta no sistema por ele criado e que suas perspectivas sociologicas estão nuna plano do controle social e do estrativismo social.
Onde seu meio o dertiminara e o levara a mecanismos sociais pre estabelecidos pela ordem social.
Ana lucia ferreira
turma4

Anônimo disse...

Texto 3
Berger no texto3 aborda a perspectiva do homem segundo o aspecto de seus sistemas de controles, sendo esses duas entidades diferentes e antagônicas.Onde suas ações são determinadas pelas caracteristicas que impõe a sociedade.O indivíduo age de acordo com os ritos que a sociedade esta lhe impondo no momento.
Os papeis representados pelos individuo e como uma regra que orquestrada por um sistema, induz ao homem seu objeto de atuação, compor-se deste ou daquela maneira. Visando sempre o controle social e o estrativsmo e outros papeis ensinados pela sociedade.
Ana lucia ferreira
turma 4

Anônimo disse...

Questão 1

Durkheim escreveu durante um período histórico no qual enormes transformações sociais estavam em curso, em grande medida causadas pelo que Hobsbawn chamou de “dupla revolução”: a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. Esse cenário de conflito fica ainda mais evidente com a ascensão da classe trabalhadora. Essas transformações, segundo Durkheim, possuíam um caráter desagregador, tornavam os laços sociais cada vez mais fracos, ou - para usar um linguajar mais afeito ao gosto de Durkheim pelas ciências naturais, em especial a biologia -, o “tecido social” se esgarçava. Podemos fazer um paralelo com os dias atuais; também marcado por grandes transformações econômicas, sociais e políticas; e verificar, através da observação de alguns fatos sociais - a criminalidade, a banalização do sexo e a exacerbação do individualismo, por exemplo – que os laços de solidariedade não conseguem mais sustentar a estrutura social, não conseguem ser fortes o suficiente para estabelecerem solidariedade orgânica entre os indivíduos e os grupos sociais. Vivemos num estado de anomia, de total falta de respeito a leis, regras e costumes, tempos de ausência de paradigmas, de dissolução das grandes narrativas. Foi para tentar corrigir estados sociais dessa natureza que Durkheim pensou na educação moral. Ela é uma espécie de remédio para a doença da sociedade, e visa tornar o organismo social mais saudável através de uma perspectiva autoritária da educação, da imposição de leis, normas e condutas, que buscam disciplinar os indivíduos, desde de pequenos, para que cumpram os papéis que a sociedade espera deles. Esta é uma educação que, para atingir seus objetivos, entre eles uma certa homogeinização social, precisa ser monopólio do Estado e necessita ser universalizada. A educação moral tem, para Durkheim, o poder de dar coesão ao tecido social, criando a base para o consenso e a harmonia.

Ricardo Migon - Turma 9
Sociologia da Educação

Anônimo disse...

Luiz A. Neiva turma 9 socio da edu.
questão 2:
A importância do educador para Durkhein,é que ele é um transmissor de saberes,dos vários conhecimentos por ele adquiridos,sejam nos setores das ciências até nas crenças e costumes.
É agente direto na formação dos alunos como indivíduos, capazes de interagir no mundo social em vive.

Anônimo disse...

Questão 1:
Para Durkheim, a importância da educação pode ter fins generalizados ou mesmo abstratos/ ela parte sempre de um ideal coletivo e será papel da mesma fazer seus indivíduos perceberem que o meio sempre está relacionado a cada um e nós deve-se agir e pensar em comunhão, as semelhanças devem sempre nos aproximar minimizando qualquer tipo de diferença focado em um bem comum.
A coesão social torna-se conseqüente no ato educativo visando um ambiente de harmonia subordinado a moral e suas práticas
Marcele dos Prazeres /Turma 4-Noite

Tatiana L. Costa disse...

Para Durkhein o papel do educador não era o de simplesmente transmitir saberes intelectuais, mas também o de transmitir aos alunos valores morais que contribuissem para que o aluno pudesse interagir com a sociedade com aqual ele fazia parte sem transgredir os valores por ela imposta. Era através do mestre que o aluno construiria e assumiria funçoes ímportantes na sociedade, relacionadas à cidadania e nacionalismo. Tudo isso, exercendo sua autoridade de modo firme, porém inteligente.

Rogério Lúcio de Oliveira Góes disse...

Para Durkheim,o educador não deveria só transmitir conhecimento de matérias e afins,mas passar para seus alunos valores morais,princípios de boa conduta,enfim, levá-los a estar plenamente conscientes de seus direitos e deveres na sociedade,para aí sim poder transformá-la não aceitando um único modelo pedagógico,que ele tão duramente critica em seus textos por não dar abertura aos jovens de se oporem a imposição de coisas pré -estabelecidas,ao invés de se realizarem transformações em prol da coletividade para o bom funcionamento da sociedade.

Rogério Lúcio de Oliveira Góes.Turma 4.Segundo Período.

Anônimo disse...

Questao 2: Meu comentário
Para Durkheim o papel do professor é transmitir os conhecimantos adquiridos com cuidado para nao tirar a autonomia de pensamento dos jovens, que se tornarão parte do espaço público e deverão ser capazes de contibuir para uma sociedade melhor.
Aline Nazario / Turma: 3

Anônimo disse...

Sociologia da Educação
Turma 09
Aluna: Elizabeth Ribeiro de Macedo Motta


Segundo Durkheim, o objetivo do ato de educar é desenvolver nas crianças estados físicos e morais, que são pedidos pela sociedade política. Para ele, o papel do educador é formar cidadãos que tomarão parte da sociedade e não somente o desenvolvimento individual do educando, ou seja, o educador tem por finalidade transformar as crianças, seres imaturos, em seres sociais, cidadãos capazes de contribuir para a harmonia social.

Ariadne, turma3 disse...

PERGUNTA 2-O educador para Durkheim e de reprodutor da ideologia vigente porque a educação seria capaz de destruir o estado, por isso a educação se torna dever do estado, ele ajuda a deixar a sociedade unida a tronando solidaria. O educador vai captar se as necessidades do seu tempo é assim entender as demandas da sociedade em que vive com esse entendimento passar para as crianças de uma forma clara e precisa, dessa forma justificaria a posição que ocupa de mestre.

Rafaela Aparecida disse...

Questão 2

Para Durkheim, o educador tem o papel de interprete social, mediador e transmissor, não só de conhecimentos, mas também de valores morais que contribuam para a integração do indivíduo no contexto social, para que sejam cidadãos capazes de atuar na sociedade inserida e participar, contribuindo para a sua melhoria e seu bom funcionamento.

Rafaela Aparecia
Turma:04 / Sociologia da Educação

Daniel Veloso - turma 3 disse...

Para Durkheim a sociedade estava perdendo os vinculos de solidariedade. Com a revolução as relações entre indivíduos foram alteradas em função da nova organização social, o que estava levando a a sociedade a um estado de anomia. E para Durkheim a maneira de se altrar esse estado e reestabelecer o equilíbrio seria através da coesão social que se daria com a educação moral, e esta por sua vez seria papel da escola.

Daniel Veloso - turma 3

Drica disse...

Pergunta 2

O educador Durkheiminiano é aquele visto como transmissor de saberes interpretando-os a luz das necessidades da sociedade em que vive. Mas esta interpretação não é realizada da forma como ele, educador bem entende. Ela não é vista de sua visão pessoal, mas na visão que se interpreta pelo todo social. Ele atua como agente da formação integral de seu aluno capacitando-o para a vivência nesta sociedade. Esta sociedade vista sobre olhar de solidariedade e somente a partir daí é que seu desenvolvimento se dará de forma correta.

(Adriana Costa Santos turma 03)

Paulinha RG disse...

Para Durkeim, o papel do educador é transmitir saberes importantes para a sociedade. O professor tem o papel essencial de contribuir para a formação do educando em sua cidadania, promovendo condições necessárias de boas mudanças e desenvolvimento da sociedade de acordo com as exigências do seu tempo.
Atualmente, as orientações de Durkein são importantes para a Educação Básica, no entanto, o professor tem o papel de mediador no processo de ensino e aprendizagem do aluno, em que junto com o dever da família e do Estado é garantir a formação plena do educando em sua cidadania.

Paula Rodrigues Sociologia da Educação turma 9

Hugo Turma 3 disse...

Para Durkheim o aducador tem um papel fundamental em sala de aula, é um transmissor de saberes para o aluno. Não só de conteúdos disciplinares, mas tambem de valores morais capazesde formar um cidadão digno e ético. E que assim seus alunos possamintegrar-se num contexto social.

rafaela gouveia t 4 disse...

questão 2
Para Durkheim, o papel do professor é ser um transmissor de saberes, ele é agente da formação dos alunos e pode criar as condições para as mudanças sociais necessárias. Cabe a a ele o dever de formar cidadãos que contribuam para um bem-estar social. Devido à sua formação, esse educador é capaz de passar para o indivíduo a educação intelectual e moral.

tamiresteles disse...

Para Durkeim, o educador tem a função de reordenar a sociedade e tem o papel de reintegrar o individuo nessa sociedade. O educador deve ser perpcaz, neutro, imparcial, ter sensibilidade para entender todas as demandas sociais,ele tem que ser um mediador entre o homem e a sociedade.


Tamires C. Teles da Silva
Turma 4 Turno noite

Lizon Rocha disse...

Na concepção durheimiana o papel do professor é de transmissor de saberes e, por sua responsabilidade na formação de indivíduos, na construção do ser social, feita em boa parte pela educação, a assimilação de uma série de normas e princípios sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento que balizam a conduta do indivíduo no grupo. Assim sendo ele criador de condições para que a educação cumpra seu papel social e político.
Lizon Rocha.
Turma 04

Thiago Valladares disse...

1) QUAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO, SEGUNDO DURKHEIM, PARA A CONQUISTA DA COESÃO SOCIAL?

Com a sociedade em mudança e a igreja fora do papel de ensinar os valores às novas gerações, a educação/educadores age de forma a garantir a manutenção da sociedade bem como das suas estruturas nessa nova sociedade em que as relações sociais, bem como o trabalho, estão passando por um processo de divisão devido em parte à revolução industrial.


Thiago Valladares da Silva
Matriculado: T 09
Assistindo: T 12

Flávia Farias disse...

Questão 2

Em Durkein, o educador, através das disciplinas tidas como importantes na estrutura social, está transformando crianças, que seriam como folhas em branco, em cidadãos adaptados à vida em sociedade. Conforme ocorrem as transformações sociais, cabe ao educador efetuar as transformações na educação de acordo com estas transformações.

Flávia de Carvalho Lima de Farias
Turma 9

Anônimo disse...

QUAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO, SEGUNDO DURKHEIM, PARA A CONQUISTA DA COESÃO SOCIAL?
Para durkheim a educação tinha o papel de coesão e formador de uma sociedade/nação, ela era tão importante que ele pregava que deveria ser controlada, ordenada e regulada somente pelo estado.
A escola tinha a função coletiva de preparar os jovens para a vida social e de adaptá-los aos meios para os quais eles entendiam e viviam em seus grupos sociais distintos. Para DURKHEIM, as diferentes camadas e grupos sociais formavam um organismo chamado sociedade e para mantê-la unida, controlada e regulada era preciso, através da educação definir os caminhos que esta sociedade deveria seguir e qual papel cada indivíduo deveria ter dentro dela. O coletivo valia mais que o individual. (já que as sociedades passavam por momentos de crises naquela época).E portanto a educação ou a falta dela servia para definir o papel do cidadão no grupo social que vivia, conseqüentemente a função deste grupo dentro do organismo maior que seria o estado/nação.

Jose Luiz da Silva Perna
turma12(sexta n3/n4)

Anônimo disse...

Durkheim foi um dos pensadores do século XIX que mais tomaram como tema de suas reflexões a situação da sociedade e suas vertente. A educação para ele era o elemento integrador,à uma socidade repleta de preconceitos que não mais poderia sobreviver a elevado grau de homogeneidade. Durkheim achava que o estado deveria se responsabilizar pela educação, num pensamento conservador que refletia na sociedade dominante e nos seus saberes. Contida numa educação livresca, educar para reproduzir para socidade induzida pelo estado.
Ana lucia Ferreira
Turma 4

Marcela Marques - T.4 disse...

2) Para Durkheim o educador tem de ser um intérprete social, ele associa a figura do educador à do sacerdote, pois para ele, da mesma forma que o sacerdote é o intérprete de Deus para a sociedade, o educador é o intérprete da sociedade para o homem. Portanto o educador Durkheimiano tem de ser neutro, imparcial, perspicaz e atento ao movimento da história, afinal, cada sociedade vai precisar de um tipo de educação diferenciada, fazendo com que o educando, desde a mais tenra idade, seja conduzido a ocupar seu papel social e seu lugar social. Desta forma o educador, através da educação moral, deve ser o reordenador e reintegrador, afim de reestabelecer os vínculos sociais e a ordem.

Anônimo disse...

Para Durkheim não existe uma educação universal, visto que ela se vaira com o tempo e o meio, em alguns casos, nós professores aplicamos o mesmo plano de aula para turmas diferentes ou aquele plano de anos passados durante anos. Interpreto como ensinamento de Durkheim que precisamos sempre nos reciclar, e principalmente observarmos o meio que trabalhamos, muitas das vezes aquela turma do ano anterior possui expectativas, vivências, comportamento totalmente diferentes da turma do ano atual, É DE SUMA IMPORTÂNCIA, a atenção para essas situações.

Bruna Freitas turma:9

Anônimo disse...

Deve-se observar a época em que Durkheim viveu, para ele o papel do educador é de transmitir conhecimentos, mas acima de tudo, ele deve ter o cuidado de não tirar a autonomia do dicente, o professor é muito mais que transmissor do conhecimento, ele ocasiona o seu aluno a pensar a criticar o formato do meio em que vive isso é uma visão muito além do seu tempo visto que a época vivida pelo autor não visava o aluno como ser pensante, “era um saco que se depositava conhecimentos”, e o professor o dono do saber.
Bruna Freitas turma: 9

Nathalia Chianello disse...

Nathália Chianello - Turma 04
Questão 02- Professor Leonardo
Pedagogia
O educador Durkheimiano tem de ser um intérprete social. Para isso, o educador tem de ser neutro, imparcial, perspicaz e atento ao movimento da historia, pois cada sociedade vai precisar de uma educação diferenciada.
Para isso. esse educador precisa ser reordenador e reintegrador, fazedno com que o invididuo encontre seu papel social.
Apresentando assim, uma educação que reestabelece vínculos, cria mapas e que deve ser função do Estado, pois, ao contrário, a escola poderia destruir o Estado.

Stella Patrícia Saramago disse...

O papel do educador na visão de Durkheim é proporcionar a coletividade social transmitindo os devidos conhecimentos e faze-los conhecer o meio em que vivem, mostrando-lhes formas de como agir em sociedade, levando em conta a moral e a ética pré-estabelecida.
O conceito de Durkheim visa também a conscientização dos direitos e deveres do indivíduo numa perspectiva de crescimento dentro da coletividade, formando a idéia de que somente o cidadão consciente do seu lugar no mundo, poderá promover mudanças e transformações de situações sociais que permeiam a sociedade da qual ele é integrante.
Para Durkheim o educador deve atuar como agente mediador mantendo o diálogo entre aluno e coletividade, visando o perfeito funcionamento dos mecanismos sociais, informando e alertando incansavelmente os educandos das regras e dos padrões que é preciso respeitar para viver em sociedade, o que não significa estar estagnado diante de conceitos que mais parecem ser imutáveis e sim seguir as regras, ganhar espaço e assim ser ouvido pelo coletivo.

Stella Patrícia Saramago
Turma 04

Tatiana disse...

Para Durkheim, a educação assim como o educador, fazia parte do todo, chamado de sistema social.
O papel do educador era dar continuidade as regras estabelecidas pelo sistema, era formar o indivíduo de acordo com o esperado pela geração adulta, com estados físicos, intelectuais e morais exigidos pela sociedade política.

Tatiana Gonçalves Martins.
Turma 12.

Daniela Peixoto disse...

Questão 2 : Durkheim sentia necessidade em fortalecer a educação moral dos jovens para conter o individualismo. O educador deve pensar os fenômenos sociais como realidade coletiva que ultrapassa e se impõe sobre os indivíduos. O educador tem o papel de conduzir sua classe como uma mini-sociedade porque os indivíduos que ali estão pensam, sentem e agem de forma diferente quando estão sozinhas.

Daniela Peixoto turma 3

leia disse...

Texto 5/ Questão 1
Para Durkheim, a educação tem a importância de unificar o educando para as questões que fortalecem a sociedade, ou seja, a educação tem por objetivo desenvolver na criança a homogeneidade que a sociedade precisa para manter as relações sociais comuns á coletividade. Assim a educação desenvolve na criança o sentido de moral, ética e social de acordo com a necessidade da sociedade em cada época, e assim a mesma garante a sua continuidade.
Neste sentido a educação deixa de ser um simples ato educativo e passa ser uma forma de moldar o indivíduo para as necessidades comuns a coletividade, fazendo com que o mesmo compartilhe das mesmas crenças religiosas, práticas morais e tradições que na maioria das vezes não sabemos bem o significado, e assim sendo, a educação serve para internalizar no indivíduo qual a sua função como membro de um grupo social que pertence a determinada sociedade.

Adalciléia Luiz- T.3

Antonio -Turma 03 noite disse...

1)Qual a importância da Educação segundo Durkheim para a conquista da coesão social?

Desenvolver nos educandos as qualidades do grupo social e seus ideais coletivos e manter o que é comum à coletividade, integrando os indivíduos na Organização social.Criar no homem um ser novo que irá partilhar com seu grupo, crenças religiosas, práticas morais, tradições nacionais e profissionais e opiniões coletivas de toda espécie que manterão a existência da sociedade.
Antonio - Turma 03 - noite

Antonio -Turma 03 noite disse...

2) Qual o papel do Educador em Durkheim?

Para Durkheim o Educador além de ter o papel de transmissor de saberes, é um agente de formação de indivíduos com valores morais que possam atender as expectativas da sociedade. É um grande formador de cidadãos.Ele tem a missão de reordenar e reintegrar a sociedade.
Antonio - Turma 03 - noite

Anônimo disse...

Questão 2

Em Durkein, o educador, através das disciplinas tidas como importantes na estrutura social, está transformando crianças, que seriam como folhas em branco, em cidadãos adaptados à vida em sociedade. Cabe a ele o dever de formar cidadãos que contribuam para um bem-estar social. Devido à sua formação, esse educador é capaz de passar para o indivíduo a educação intelectual e moral.

Bruno Catharino
Turma 12

tomaz disse...

1) QUAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO, SEGUNDO DURKHEIM, PARA A CONQUISTA DA COESÃO SOCIAL?
De acordo com Durkheim o professor deve ser o responsável pela tarefa de transmitir o conhecimento científico, diretrizes e convenções impostas pela sociedade. Sua função é promover uma aprendizagem significativa na formação do aluno, de modo que ele venha a se transformar num indivíduo com autonomia intelectual, capaz de promover mobilizações sociais.
TOMAZ PEDROZA BORGES
TURMA 12

CARLA T 3 disse...

TEXTO 5 quetão 2
Para Durkheim, o educador é um "intérprete social", ou seja, ele vai ensinar, transmitir seus saberes de acordo com a situação, de acordo com as necessidades para criar condições para as mudanças sociais. Ele é um agente da formação integral dos alunos; ele irá formar os futuroa cidadãos. Ele é o reordenador e reintegrador da sociedade
CARLA T 3

Luana Lisboa disse...

Envolvido na ciência e em suas metodologias e regras, Durkheim visa à questão do educador como um agente transmissor de conhecimento, porém deve ampliar o seu conhecimento de modo a não limitar-se somente na transmissão de conhecimentos científicos, mas que pudesse passar aos alunos as idéias de coletividade, regras, questões morais para que possibilite a inserção desses alunos no âmbito social.

Luana Lisboa
Turma04

Nathalia Rocha disse...

Reformulando a resposta:

1)
Durkheim, criador da sociologia da educação, preocupava-se com a valorização do individualismo em sociedade, alegava que a sociedade só poderia continuar existindo se os indivíduos ligassem-se uns aos outros com votos de solidariedade, formando assim sociedades mais simples, consciente da necessidade de equilíbrio entre os indivíduos (consciência individual e coletiva) para uma possível coesão social.
Tal mudança na sociedade seria possível através da educação moral que impunha o valor da coletividade. Ou seja, a educação é importante para a conquista da coesão social, pois é capaz de restabelecer vínculos, ela cria procedimentos morais a serem seguidos pelo Estado. Nessa sociedade você caminha dentro dos procedimentos morais, caso contrario 'a educação pode destruir o estado'.

Roberto Rodrigues disse...

Questão 1
Durkheim acredita que a educação é o principal veículo de acesso para individuo que busca socializar-se com os seus pares e fazer parte de algum grupo social. Afinal, o cidadão bem instruído e capaz de entender e localizar-se dentro das complexidades que envolvem a sociedade como um todo. E para isso o professor se torna o ator principal, viabilizando que está síntese venha acontecer com clareza e precisão. Durkheim escreve em sua obra “suicídio” que desagregação social quando atinge o cidadão em particular(falta de emprego,fome,depressão,enfim desagregação social num todo),ele se sente isolado (anomia) e tenta a saída mais fácil o suicídio.David Émile Durkheim talvez um dos maiores “sociólogo” ao lado de Marx e Weber, contempla uma possibilidade de virada através da educação,eu também acredito!

Roberto Santos Rodrigues Turma 12 Sociologia.

Nivia Cursino disse...

Questao 1:
Segundo Durkheim a educaçao e tambem um fato social, pois e exterior ao individuo e é exercida atraves da coerçao pelo grupo de referencia (a escola) atraves de praticas sociais.
As instituiçoes de educaçao, atraves de teorias metodologicas, tem a incubencia de passar aos individuos regras comum a sociedade, para que estes atraves de sua formação estejam inseridos na coletividade e correspondam as espectativas morais e intelectuais exigidas pela sociedade política. Garantindo assim a perpetuaçao e a existencia de um organismo social e viabilizando a diminuiçao da heterogeneidade na "vida coletiva".

Nivia Cursino
Turma 4 / Noite

Kelly Castro disse...

Kelly Castro
Turma 09
Txt 5 - Questão 2

Para Durkheim, o educador é um transmissor de saberes, ou seja, ele terá como função transmitir aquilo que ele aprendeu/adquiriu de diversas formas no decorrer do tempo. Será um responsável para formar o caráter dos alunos, afim de que eles se tornem cidadãos capazes de fazerem mudanças sociais.

Nivia Cursino disse...

Questao 2:
O professor e o transmissor do saber e essencial para a continuidade da sociedade. E formador do individuo garantindo as mudanças exigidas por uma determinada sociedade pelas suas necessidades e pelo contexto que esta inserida com a finalidade de formar cidadaos.

Nivia Cursino
Turma 4 / Noite

Raquel T:04 disse...

QUESTÃO 02)
Após as revoluções Industrial e Francesa, as duas grandes formas de coesão social (a família e a igreja), perdem força. Então começa-se a ver a educação como a nova "religião" que "comanda" o homem, ou seja, a escola assume o papel de reorganizar e reintegrar a sociedade.
Dito isto,o educador Durkheiminiano seria um intérprete da sociedade para o homem, assim como o sacerdote é um intérprete de Deus p/ o homem. Ou seja, esse educador será um reordenador e reintegrador da sociedade, fazendo com que seu aluno encontre seu papel social. Logo, o educador não seria somente um transmissor de conhecimento, mas também transmitiria valores morais que integrem o indivíduo no contexto social em que este se encontra, acabando com a anomia e estabelecendo a ordem. Vale lembrar que cada sociedade irá precisar de um tipo de educação diferenciada. Além disso, fica estabelecido que a educação seria função do Estado, pois se o Estado não controlasse a educação, a escola poderia destruir o Estado.
RAQUEL MONTEIRO T.4
SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

telma - turma4 disse...

Para Durkheim o papel do professor é de um transmissor de saberes , o educador é um agente de formação integral do aluno, ele não só é responsável pelos saberes intelectuais, mas também pelos morais. Que para Durkheim é instituído historicamente, sendo relativo a determinada sociedade em determinada época
Através desses saberes morais o professor deve preparar o aluno para a vida social, valorizando a coletividade em detrimento do "culto ao individualismo". Tendo o professor um papel "determinante" na coesão social.
Durkheim vê o educador como pessoa de poder intelecto-moral, mas alerta da necessidade de não abusar deste poder, pois na sociedade moderna se tratando de educação moral, não se deve inculcar normas e valores, porém explica-los.

Telma turma 4 sociologia e educação

Vinícius Lima disse...

A educação relaciona-se com o conceito de anomia, ou seja, o caos, quando uma sociedade não consegue se adaptar às mudanças que surgem ao longo do tempo, não conseguindo uma coesão social, não conseguindo o equilíbrio entre a consciência individual e a consciência coletiva.
A escola seria uma saída para reestruturar uma sociedade em caos. O educador é responsável pela reordenação e reintegração dos indivíduos na sociedade.
A educação tem que ser uma função do Estado e este precisa acompanhar a educação, mantendo desta forma a ordem na sociedade.

Vinícius da Silva Lima
Turma 12 - Sociologia da Educação

Fabiana Vilar disse...

Segundo Durkheim, o educador possui um papel muito importante na sociedade, é ele quem irá transmitir conhecimento a seus educandos, mas não bastará apenas
passar conteúdos intelectuais, e sim apresentar valores morais, integrá - lo na sociedade, mostrando que ele quanto indivíduo, faz parte de um coletivo. O educador será o responsável por formar cidadãos autônomos,conscientes de seus direitos e deveres, buscando sempre uma sociedade mais democrática.

Renato Corrêa disse...

Segundo Durkheim, o professor é a ponte mais importante da passagem do mundo infantil para o mundo adulto, pois junto com os pais, os professores são responsáveis pelo encorajamento ao crescimento e independência das crianças já que é um formador de opinião, queria reestruturar a sociedade que estava em decadência.
Renato Caminha Corrêa turma 9 Sociologia da Educação

Anônimo disse...

1) QUAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO, SEGUNDO DURKHEIM, PARA A CONQUISTA DA COESÃO SOCIAL?

Em uma época pós-revolução industrial, em que a religião e a família as duas bases da sociedade estavam enfraquecidas, DURKHEIM buscou na escola a função de reorganizar a sociedade, pois segundo ele na escola seriam restabelecidos os laços de coletividade e as relações humanas que haviam se perdido. Por meio da educação moral ele via na escola o local em que antigos valores que estavam se perdendo seriam reativados como os valores da cidadania, do nacionalismo e do apego a coletividade e através disso buscava criar uma consciência coletiva, de modo a dar ênfase a importância das necessidades sociais e a preservação dos valores humanos de forma a evitar o surgimento de novos conflitos sociais.


3) DE QUE FORMA A EDUCAÇÃO SE RELACIONA COM O CONCEITO DE ANOMIA?
A anomia diz respeito à ausência generalizada das normas sociais, então a função da educação seria a de regular a conduta humana através da educação moral, procurando assim estabelecer limites/regras aos indivíduos na sociedade.

Fábio Turma 3

wallace disse...

Wallace Nascimento - Turma 12 - Matrícula 200810184411

Questão 1 - Durkheim tem como visão a moral e a ética para formar os indivíduos. Um exemplo de educação com os ideais de Durkheim estava contido na época do Getulismo no Brasil. A coesão era conquistada porque o Estado era o detentor da educação. Ele que organizava as disciplinas que eram passadas para os alunos. Assim, todos aprendiam as mesmas matérias, de acordo com as ordens do Estado, conquistando assim uma coesão social, devido ao fato de todos "acreditarem" que o Estado era correto e moralístico.

Questão 2 - O educador tinha como papel demonstrar os ideais do Estado e exemplificar sua ideologia, mostrando como aquela forma de pensar era positiva e que todos deveriam seguir o mesmo pensamento, pois se baseavam na moral, na ética e nos bons costumes, que deveriam ser valorizados para que a sociedade se mantesse sempre em ordem e organizada.

Questão 3 - A educação nos parâmetros de Durkheim tem como objetivo levar as regras sociais a fundo, situação totalmente opositora ao conceito de anomia, que tem como ideal a falta de regras e a liberdade que todo indivíduo deve ter. Utilizando a educação Getulista como exemplo, olhando com a visão de hoje, ela era repressora, porém, que conquistou resultados. A educação de hoje é voltada para o aluno como centro do conhecimento, porém, não deixa de ter as suas regras para colaborar com o desenvolvimento do ensino. A anomia não é algo que se enquadre perfeitamente na educação, devido ao fato de que para existir um desenvolvimento educacional necessita de regras, parâmetros.

Ana Lucia ferreira disse...

Ana Lucia Ferreira_ turma 4

Para Durkheim a educação precisava ser homogenizada para que as desigualdades fossem minimizadas, a partir de uma interação maior do individuo e a sociedade em que vive.
Ana Lucia Ferreira
Turma 4 Noite

Anônimo disse...

Querido Professor,

Estimo suas melhoras para que possa voltar às salas de aulas; bons professores fazem falta, e a sua já deixou saudades.
Boa recuperação!
De sua aluna Ana Lucia
turma 4

Gisele Lemos disse...

Gisele Lemos
Turma 3
questão 1

Para Durkheim a educação tinha o papel de criar uma mentalidade igualitária, para o coletivo, afim de que houvesse um maior controle social por parte do estado e consequentemente o seu fortalecimento, diminuindo-se assim o egocentrismo humano e as possiveis disputas e disavensas que desafiassem a ordem geral da nação. A educação tinha o papel de ensinar de forma universal, as boas maneiras, as relações sociai e as praticas e teorias necessárias para a preservação do estado e para a a perpetuação do papel do estado como tal. Enfim,a educação se ocupa de como o individuo deveria se comportar na coletividade, sobmetendo assim a sua individualidade ao bem da comunidade - a coesão social.

Anônimo disse...

Aline Rodrigues- turma 3
O Educador tem um papel muito importante para a sociedade, segundo Durkheim, esse ator social, além ser um transmissor de conhecimento, deve ajudar no desenvolvimento de um cidadão crítico, mostrando –lhe o caminho para a autonomia e a conscientização de um indivíduo capaz de participar ativamente da ações realizadas na sociedade.

vico disse...

Vinícius RG. - Turma 4

Texto 5
(Questão 2)

O papel do educador em Durkheim é ser responsável, não só pela transmissão de informações consideradas funcionais, mas as que garantirão um desenvolvimento social, objetivando a autonomia do aluno.

Jorge Freitas disse...

Jorge Freitas - Turma 9
Durkheim defende a idéia de o educador como mediador entre o conhecimento, o saber social e o indivíduo e seu meio. Cabe ao educador mostrar os caminhos e regras a serem seguidas para que este indivíduo alcance o conhecimento e se torne um cidadão. Para ele, o indivíduo deve enquadrar-se no sistema de regras sociais do meio em que vive. E o educado é quem vai ajudar nesse enquadramento.

Maria Rafaela Telles disse...

Questão 2
Para Durkheim a educação têm papel essencial na formação do indivíduo por introduzir em sua vida os conceitos morais, a cultura, a ética, as tradições e costumes de sua sociedade. E o papel do professor é fundamental na medida em que ele é o agente que dá ao educando a oportunidade de se desenvolver para atuar na sua sociedade. O educado Durkheiminiano é aquele que opera pela difusão dos saberes entre seus alunos tornando-os aptos para viver em sociedade dentro da expectativa da mesma, alcançando uma coesão social.

Maria Rafaela Telles
Turma 4 - Sociologia da Educação

Anônimo disse...

Para Durkheim o professor é o agente de formação integral dos seus alunos, trasmitindo para eles saberes e valores.Oprofessor tem como papel social a formação dos futuros cidadãos e por isso e um importante agente de mudança social.
Bruna Brito.
Turma:3

Daniel K disse...

Questão 2

Para o sociólogo francês, a principal função do professor é formar cidadãos capazes de contribuir para a harmonia social.Segundo Durkheim, o papel da ação educativa é formar um cidadão que tomará parte do espaço público, não somente o desenvolvimento individual do aluno.Durkheim sugeria que a ação educativa funcionasse de forma normativa. A criança estaria pronta para assimilar conhecimentos – e o professor bem preparado, dominando as circunstâncias.
Durkheim tirou a educação escolar da perspectiva individualista.


DANIEL KISTLER
Turma: 03

Raphael Machado disse...

Durkheim aponta como papel do educador o proporcionamento de atividades que integram a coletividade social, onde esta por si só transmitirá os conhecimentos necessários para que o individuo situe-se no meio em que vive,considerando a ética e a moral como bases para as ações e o convívio em sociedade.
Outra questão abordada por Durkheim é o da conscientização dos direitos e deveres do indivíduo o que levará o crescimento dentro da coletividade, crescimento este que determina a conscientização do cidadão perante seu lugar no mundo, sendo assim, a partir dessa conscientização o indíviduo poderá mudificar e transformar situações sociais da sociedade em que ele esta inserido.
A atuação do educador segundo Durkheim, deve ser a de um mediador entre aluno/conteúdo/coletividade , gerando um ideal funcionamento do mecanismo social, explicitando aos educando a existencia de regras e padrões indispensáveis ao respeito necessário para a vida em sociedade.

Raphael Machado
Turma 4

Mariana Thuller disse...

Mariana Thuller - Turma 4
Para Durkhein, o papel do educador não deve ser de simplesmente transmitir saberes, ele deve contribuir na formação de cidadãos através da transmissão de valores morais que colaborem na relação de seus educandos com a sociedade.

Carlos EDuardo Silva dos Santos T. 09 disse...

Qustão 1

Segundo Durkheim, quando houve um enfraquecimento das tradicionais instituições sociais, como família e igreja, a educação surge, como uma instituição social forte e organizadora da sociedade. Onde através da educação será passada para os alunos uma educação moral, que irá trazer para eles um conjunto de idéias de coletividade e solidariedade, idéias essas que se modificam com o passar do tempo, com as mudanças da sociedade. Esses conceitos de coletividade e solidariedade irão moldar os alunos para a compreensão das relações sociais vigentes. Para Durkeim, essa educação moral manterá a coesão social, um espírito de universal de cooperação entre os homens, espírito esse que estava sendo abandonado com o egoísmo e individualismo crescente da época. É aí que está a importância da educação, ela é a ferramenta que moldará essa coesão social, pois se dará a educação um objetivo “missionário” na formação de cidadãos. Cidadãos que tenham valores éticos e morais comuns e que se preocupam com os problemas sociais, e que desenvolvam um pensamento solidário, coletivo e cooperativo. Sou Carlos Eduardo Silva dos Santos, turma 09 Sociologia da Educação

Anônimo disse...

Para Durkheim, os professores, como parte responsável pelo desenvolvimento dos indivíduos, têm um papel determinante, devendo transmitir os conhecimentos adquiridos, sem interferir na autonomia dos mesmos. Para ele, a educação é a ação exercida, pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para uma vida social, desenvolvendo na criança estados físicos, intelectuais e morais. A principal função do professor seria a de formar cidadãos que contribuíssem para a harmonia social. Suas idéias tiraram a educação escolar da perspectiva individualista. Segundo Durkheim, o papel da ação educativa é formar um cidadão que fará parte de um espaço público. Num contexto histórico, a ação pedagógica agiria com coerção para que as consciências individuais fossem formadas pela sociedade.

Pedro Pestana de Oliveira - Turma 4

Anônimo disse...

Pedro Pestana de Oliveira - Turma 4
Questão 2 - Qual o papel do educador em Durkheim?

Para Durkheim, os professores, como parte responsável pelo desenvolvimento dos indivíduos, têm um papel determinante, devendo transmitir os conhecimentos adquiridos, sem interferir na autonomia dos mesmos. Para ele, a educação é a ação exercida, pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para uma vida social, desenvolvendo na criança estados físicos, intelectuais e morais. A principal função do professor seria a de formar cidadãos que contribuíssem para a harmonia social. Suas idéias tiraram a educação escolar da perspectiva individualista. Segundo Durkheim, o papel da ação educativa é formar um cidadão que fará parte de um espaço público. Num contexto histórico, a ação pedagógica agiria com coerção para que as consciências individuais fossem formadas pela sociedade.

Obs.: Envio novamente a resposta, pois não havia informado qual a questão escolhida.

Mila disse...

Camila Ingrid da Paz
Turma 3 - Noite
Sociologia da Educação - 2º período

Texto 5

2)O Papel do Educador é de transmitir conhecimentos, mas interagindo com a sociedade, fazendo com que o aluno também contribua, assim formando um cidadão.

Lívia disse...

Lívia Cardoso Junqueira
Sociologia da Educação - Turma 12

Questão 2

Émile Durkheim (1858-1917) é considerado um dos fundadores da Sociologia. Em sua busca por estabelecer métodos ou, como denominou, as “Regras” para os estudos dessa disciplina, Durkheim se aproximou das ciências naturais e do positivismo. Essas informações são importantes para contextualizarmos o papel do educador dentro de sua teoria. De acordo com sua perspectiva funcionalista, Durkheim entendia a educação como uma instituição social que se articula com as demais, sendo, portanto, parte de um todo que possui um fim comum. Ao educador, caberia transmitir saberes, contribuindo para a formação integral dos indivíduos. Para Durkheim, ele seria um intérprete social, isto é, ele deveria interpretar a sociedade de seu tempo, suas instituições sociais. Isto porque, considerava que a instituição escolar não está isolada, mas sim em constante relação com as diversas outras e elas se influenciam e afetam freqüentemente. Portanto, o educador possui um papel social importante de reordenar e reintegrar as instituições sociais, preparando os indivíduos para a vida social e buscando sempre a coesão social. Ao contrário de Marx, Durkheim acreditava que o educador poderia e deveria realizar sua função de forma neutra e imparcial. Além disso, entendia que, se necessário, o educador poderia fazer uso da violência para manter a coesão social.

Juliana disse...

Questão 2
O papel do professor para Durkheim um trasmisor de saber. Ele setorna reprodutor da ideologia vigente, não se preocupando em ser emancipador,sendo um interprete da sociedade em que vive.

Juliana Reis
t: 03
Sociologia da educação

Marcos F Braga disse...

Dukhein, sem sombra de dúvidas é famoso, também, por pensamentos do tipo: “O indivíduo obedece a uma série de leis impostas pela sociedade e não tem direito de modifica-las”. Sendo interpretado na maioria das vezes da seguinte forma: Toda pessoa já nasce dentro de um contexto maior que é a sociedade, sendo assim, não pode modifica-la, mesmo fazendo parte deste todo. Daí a importância do estudo durkheimiano que propõe que a sociedade, como coletividade que, organiza, condiciona e controla as ações individuais. Com Durkhein na educação, o indivíduo aprende a seguir normas e regras que não foram criadas por ele, mas que estão sujeitas de punição (sanção moral ou coerção legal) caso tais regras não sejam cumpridas.

Marcos Faria Braga - turma 09 - Sociologia

Renata Oliveira disse...

Questão1:

Segundo Durkheim, a escola irá ocupar o lugar das duas grandes instituições sociais que mantinham a coesão social, mas que se enfraqueceram, que era a igreja e a família.
Assim o papel da escola, dentre outros seria restabelecer os vínculos e o equilíbrio entre a consciência individual e a consciência coletiva, através da educação moral.

Nome:Renata Oliveira de Sousa
turma:04

Miriam disse...

Durkheim delega a Educação como o projeto que vai reorganizar a sociedade em anomia -desordem,sociedade sem normas-. A Igreja, como consciência coletiva, decaiu e para Durkheim a educação seria uma forma de controle social, na qual a escola é responsável pela reorganização da sociedade.
Nessa escola, o educador é parte da sociedade que ele propaga e assim como o sacerdote é o interprete de Deus, o educador é o interprete do homem. Cada sociedade possui suas especificidades dependendo do local e do tempo histórico. E o educador se adaptará conforme esse tempo e espaço e formará o aluno para essa sociedade.

Anônimo disse...

Qual o papel do educador para Durkheim?

Segundo Durkheim, a responsabilidade essencial do Educador, está no pensamento do profissional inteiramente racional, e que implica em contribuir para a criação de um individuo integrado ao seu ambiente local, procurando o enquadrar no historio daquela sociedade, e ainda aplicando certa valorização nas questões morais e sociais, relacionando-o num mundo que não é individualista. Sendo assim, apresentando uma proposta de consciência de coletividade em seu saber e incluindo a sua própria contribuição na troca de conhecimentos e produzindo um ser sociável e pronto ou contextualizado com o estudo a ser aplicado.
Marcus Vinicius Campos da Silva
Turma 9 - Sociologia da Educação

Railon Rocha disse...

2) QUAL O PAPEL DO EDUCADOR EM DURKHEIM?
Para o sociólogo francês, a principal função do educador é formar cidadãos capazes de contribuir para a harmonia social. Para ele, os professores devem tentar construir nos estudantes os valores e a moral.
Durkheim acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo. Para ele, "a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta". E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida.
"Segundo Durkheim, o papel da ação educativa é formar um cidadão que tomará parte do espaço público. Não somente o desenvolvimento individual do aluno", explica José Sérgio Fonseca de Carvalho, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).
O Educador, através da educação tem por objetivo suscitar e desenvolver na criança estados físicos e morais que são requeridos pela sociedade política no seu conjunto. Como vimos, Durkheim sugeria que a ação educativa funcionasse de forma normativa. A criança estaria pronta para assimilar conhecimentos já o professor bem preparado, dominaria as circunstâncias. Para ele, a criança deve exercitar-se a reconhecer [a autoridade] na palavra do educador e a submeter-se ao seu ascendente; é por meio dessa condição que saberá, mais tarde, encontrá-la na sua consciência e aí se conformar a ela.

Francisco Railon Rocha Carvalho
Turma 12 (noite)

Anônimo disse...

Aline Maria Alvarez de Moura
Turma 9 - Sociologia da Educação

2) O papel do educador para Durkheim é de fundamental importância quando falamos em mediação do meio social. O educador por ser um possuidor e transmissor de determinados conhecimentos , torna-se responsável pela evolução do cidadão o qual ele orienta, dentro da sociedade. Quando esse educador tem o comprometimento em mostrar ao seus alunos o espaço que o mesmo ocupa na sociedade e a real responsabilidade e função dele, ele se torna o principal agente modificador e esclarecedor das complexidades existentes na sociedade, a qual o aluno dele é e está sendo inserido.

suenne disse...

Para Durkhein, o professor tem um papel social muito importante para a sociedade.Ele não é um mero transmissor de conteúdos , mas aquele que forma cidadãos , transmitindo valores.
A escola reorganizaria a sociedade e o aluno teria uma conscientização de todos os seus direitos e deveres .

Suenne Briggs
Turma 9

carol passos turma 9 disse...

Durkheim emprega o termo anomia para mostrar que algo na sociedade não funciona de forma harmônica. Algo desse corpo está funcionando de forma patológica ou "anomicamente". No caso da educação, ele crê que o bjetivo maior da prática pedagógica é “buscar a integração dos indivíduos na organização social e sua disponibilidade para responder às expectativas dos diferentes meios sociais com os quais irá conviver,” contrapondo-se ao então aperfeiçoamento dos dons inatos.

Anônimo disse...

Camilla da Silva Sampaio
Sociologia da Educação - turma 9

Para Durkheim, o ser humano era um ser originalmente egoísta e associal. Para que se pudesse se tornar um ser social, ele deveria interagir com outras pessoas, pois ele acreditava que a sociedade era exterior ao indivíduo. E essa interação social era cheia de regras e morais necessárias para a vida coletiva, pois ele "acreditava na importância da sociedade como lugar central e irradiador dos valores éticos de uma época. Acreditava que a regulação, realizada no campo social, poderia conter muito dos excessos e desvios da sociedade em que vivia." e que o fato social é "toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior". Com a queda da igreja e o crescimento do capitalismo, Drukheim colocava na escola o papel de socialização do ser humano, pois para ele era "necessário que a ação educativa não seja apenas o aperfeiçoamento de dons inatos, mas que acrescente algo ao ser imaturo que é a criança. É preciso que a educação crie ao homem um ser novo: o ser social." Portanto para ele "cada classe, com efeito, é uma pequena sociedade, e será preciso que ela seja conduzida como tal - não como se fosse uma simples aglomeração de indivíduos independentes uns dos outros." Como "condução" ele acreditava nos meios de coesão utilizados dentro da escola, como a "existência de regras socialmente partilhadas, as recompensas e os castigos, os deveres e os direitos daqueles que se beneficiam dela."

Anônimo disse...

Carlos Eduardo de Araujo T9


1.Durkheim fala que conhecer a nossa própria sociedade é uma necessidade básica , pois assim estaremos cientes daquilo que nos cerca e ainda, conhecendo cientificamente a sociedade e a educação “é possível encontrar caminhos para a tomada de decisões ou as reformas sociais”, segundo suas palavras. Ele ainda estabelece uma relação de dependência da sociologia para com a educação ao dizer que o processo de compreensão do funcionamento das instituições pedagógicas colaborariam com um melhor resultado de seu próprio trabalho como sociólogo.
2.O papel do educador seria o de “organizador social”, que seria alguém capaz organizar e orientar os estudantes em prol de seus próprios benefícios.

3. Talvez a relação seja possível porque a educação encontra-se realmente anômica. Poucas e ineficazes diretrizes revelam um estado calamitoso que perdura décadas e que, infelizmente, parece este um quadro impossível de se apagar. Obviamente esta não-gestão da educação é refletida nos estudantes, principalmente aqueles menos favorecidos financeiramente.

Anônimo disse...

2) QUAL O PAPEL DO EDUCADOR EM DURKHEIM?

Para Durkheim o educador era quem mantinha a coesão social, o elo entre a sociedade de seu tempo e seus alunos, ele não tinha somente o papel de transmitir conhecimento, mas também de formar cidadãos com interesse na coletividade e nos problemas sociais, assim combateria o individualismo e formaria cidadãos com valores morais e éticos tornando a sociedade onde vivia melhor e contribuindo positivamente para humanidade.
José Carlos de Souza Dias, turma 12 de Sociologia da Educação.

Iara disse...

Iara Rodrigues - Turma 3

2) QUAL O PAPEL DO EDUCADOR EM DURKHEIM?

O educador, na visão de Durkheim, tem como função de transmitir um determinado saber, reforçando a universalidade, isto é, formando cidadãosconscientes das mudanças que estão acontecendo em sua sociedade e colaborando, posteriormente, nessa reorganização social. A família e a Igreja perdem espaço para a Escola, isto é, não são mais as unicas instituições que retem o saber. O estado cria um modelo de escola que refletirá na formação da sociedade desejada por ele, assim, cabe ao professor ser um 'mediador' entre a ideologia política estatal (coletivo) e suas expectativas (indivualidade).

Agbale disse...

Agbale Fernandes - turma 3

Questão: DE QUE FORMA A EDUCAÇÃO SE RELACIONA COM O CONCEITO DE ANOMIA?

A anomia, segundo Durkheim, é a dupla consciência que todo ser humano possui, a coletiva e a individual. Na sala de aula, o professor depara-se com essas duas questões e deve saber trabalhar com elas, sem destruir nenhuma, pois são as bases de cada aluno. O desejo individal está sobreposto à necessidade de fazer parte da sociedade (coletivo), dessa maneira, educador precisa achar caminhos, através do conhecimento, de 'introduzir' seus alunos, com suas respectivas individualidades no coletivo. Um exemplo, que pode explicar o que quero dizer é: temos na sala de aula, alunos que falam mais, outros que são quietos, uns que são mais introvertidos, outros, extrovertidos; numa dinâmica em grupo (coletividade) você pode permitir,que haja uma troca entre esses alunos e assim possam um ajudar o outro visando um objetivo. Assim, cada um, com sua personalidade, poderá fazer parte do grupo, sem ter que abrir mão do que realmente é.

Anselmo disse...

Anselmo F. Assumpção turma: 09

Questão 02

Segundo Durkheim, o papel do educador é formar um cidadão que tomará parte do espaço público, não pensando somente no desenvolvimento individual do aluno.

alessandra dias da silva disse...

Alessandra Dias da Silva
mat:200510248411

Em Durkhein o educador é descrito como aquele que transmite o saber, atuando como um mediador entre o social e o indivíduo em formação. Sua função não se encerra no âmbito do conhecimento intelectual, mas cabe ainda ao educador transmitir ao aluno valores morais deste modo os desenvolve individual e coletivamente, sendo assim o mesmo é de fundamental importância para que os alunos interajam com e no contexto social em que estão inseridos. Este papel deve ser exercido pelo educador (que para o autor é quem domina o saber) com firmeza e perspicácia, porém sem que seja um entrave para a autonomia do aluno.

Isabella Gonçalves disse...

Isabella (turma12)

Para Durkheim, com a falta da Igreja e da família como principais agentes da coesão social, a escola deve atuar agora dentro desse processo ele via no papel do educador um ''intérprete social'', não estava preocupado com um educador moral, mas sim um profissional que estivesse preocupado com época que estava vivendo. E que atuasse como mediador do conhecimento, justificando sua dominação perante o aluno.

Monique Ellen disse...

1)QUAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO, SEGUNDO DURKHEIM, PARA A CONQUISTA DA COESÃO SOCIAL?

O que Durkheim mais frisava era que todos os alunos deveriam ser educados para o convívio na sociedade, para ele o mais importante era a coletividade, seu interesse era submeter a individualidade para que ele aprendesse a se portar perante a sociedade.
Com a convivência no grupo social, a criança percebe e aprende a lidar com as diversidades de: cultura, religião... A educação faz disso um ser apto a desenvolver o seu senso ético e moral.


Monique Ellen dos S. Pereira
Sociologia da Educação
Turma 12

Mayara Merlim disse...

A educação teve destaque na sociologia de Durkheim, visto que a escola tinha função de preparar o indivíduo para a vida, para o que foi “destinado” a realidade dele. A partir da grande importância dada à educação, o que se inicia a universalização da educação básica, pública e laica, estando a instituição pedagógica junto à sociedade para estabelecer o sentido social.
Não só no campo pedagógico, na escola, a educação se faz. Mas, principalmente nos anos iniciais, a educação é dada na família. Contudo, é na instituição de educação de fato que dar-se-á o coletivo, havendo, assim, o contato do indivíduo com o outro, fazendo com que estes se desenvolvam não apenas nas questões escolares, mas de forma autônoma a estas, desenvolvendo-se a partir do outro.
O professor é “apenas” um transmissor do conhecimento, das “ciências” e “teorias” da aprendizagem, um mediador da formação do aluno nas condições pedagógicas e sociais.

MAYARA MERLIM.
TURMA 04.
SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO.

Anônimo disse...

1 – Qual a importância da educação segundo Durkheim, para a conquista da coesão social ?
Para Durkheim, a educação era objeto de estudo da sociologia, mais precisamente da sociologia da educação que se ocupa de investigar as concepções de homem, sociedade e da educação, bem como as origens, funções e outras peculiaridades do fato educativo.
Durkheim viveu uma época conturbada e de grande movimentação social, presenciou as inovações da ciência e revoluções sociais que colocaram no cenário político integrantes da casse média, trabalhadores pobres, intelectuais de esquerda e campesinos, pelo que tornaram-se objeto de preocupação dos Estados nacionais.
Émile Durkheim viu uma França marcada por problemas de ameaça e coesão social, durante a III República. Eram uma época de transformações econômicas e progressos tecnológicos e o Estado estava ciente de que devia dar apoio a expansão econômica e social, dirigindo sua política para saneamento básico, saúde e educação pública, que tinha a missão de formar novos cidadãos com espírito de solidariedade social, nacionalidade e coesão para dar conta de alimentar a nova sociedade nascente destas transformações sem deixar se diluir pelas forças individualistas e fragmentárias que acompanhavam algumas idéias liberais.
Era um mundo marcado pela heterogeneidade e complexidade decorrente da divisão social do trabalho que a nova configuração socioeconômica impunha. Portanto a preocupação de Durkheim estava em fortalecer a educação moral da juventude como estratégia de contenção do crescente individualismo e, ainda promover processos de humanização nas instancias de interação social.
Para entender a educação em Durkheim, é preciso partir da distinção feita do ser individual e do ser social. Este não nasce com o homem, é criado, constituído de um sistema de idéias e hábitos que refletem o grupo de que faz parte, enquanto aquele é constituído de estados mentais que se relacionam apenas consigo mesmo. Para Durkheim o homem ao nascer é uma tábula rasa, é a vida em sociedade e as diferentes formas de comunicação social que irão fazer que o indivíduo internalize um conjunto de maneiras de ser, pensar e agir.
Portanto, há uma relação entre indivíduo e sociedade que cria direitos e deveres que asseguram a paz social, fazendo que o indivíduo se torne dependente do bom funcionamento do todo social sem perder a autonomia, que é adquirida pelo consenso entre as diversas partes do todo que se traduz em coesão social. Daí a importância da educação tanto da cultura intelectual, a chamada erudita, como a de fundo, com sua base moral e cultural.
Assim, a harmonia entre o indivíduo e o todo é assegurada pela educação, que atua como um cimento, unindo as diversas partes de uma casa, dando coesão e forma. Durkheim assinalou que mesmo nas sociedades mais simples se instituíram práticas educativas para transmitir as crianças e aos jovens seus conhecimentos acumulados, normas e valores, o que confere ao sistema um caráter comum, essencial e social, diferentemente do que pensaram Kant, Mill, Herbart e Spencer que entendiam a educação como fenômeno individual.
Neste entendimento, tem-se que pela educação deve-se inculcar nas crianças sentimentos comuns, idéias, valores, que são essenciais a vida coletiva, no que se destaca a importância do professor, sendo este um transmissor de saberes, crenças e costumes essenciais a continuidade e coesão social.
A tarefa da educação é criar um ser novo que irá partilhar com o grupo crenças religiosas, praticas morais, tradição nacional e profissional, construir valores de cidadania e nacionalismo, apego a coletividade, solidariedade, formação de consciência coletiva , preservação de consciência humanística, enfim coesão social.

Aluna Edilaine Paiva Tª. 9 - Sociologia da Educação.

Vanessa de Brito Nunes disse...

Qual o papel do educador em Durkhein?
Para Durkhein a principal função do professor é formar cidadãos capazes de contribuir para a harmonia social. Portanto, o bem-estar social e a formação do cidadão estão intimamente ligados.
Durkheim acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo: "a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta". E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida. Não só o desenvolvimento individual do aluno deve ser levado em consideração, mas também a sua inserção no espaço público em consequência do anterior.

Anônimo disse...

No pós-guerra as instituições Familia e Igreja, perdem força e influencia sobre os individuos e a escola se fortalece.Aposta-se, nesse momento, na escola como formadora da moral. Nesse sentido o educador tem o papel de formador, é o interprete da sociedade, busca adequar os individuos a sociedade, possibilitando que este internalizem as normas e saberes instutuidos socialmente. Busca adequar o individuo para que este se insira facilmenbte na sociedade.Durkheim afirma que o Estado deve deter o controle sobre a Educação, para conseguir se manter. Para Durkheim os individuos devem ter um equilibrio entre as consciencias individual e coletiva, onde a 2ª deve se sobrepor a 1ª. A coletiva abrange a identificação do grupo de referecia e o controle social.Nesse âmbito, o educador tem o papel de captar na Sociedade a moral adequada para possibilitar que o coletivo se sobrepunha sobre o individual, para manutenção do Estado.O controle social na Escola tem o proposito de impedir a presença de anomia e a manutenção das regras.

Lillian Argolo Amaral - Psicologia - Turma 12

Anônimo disse...

O professor deve ter o cuidado de transmitir o saber ao mesmo tempo em que deve promover uma ampliação da visão do aluno quanto a questão da sociedade em geral de modo a promover no mesmo uma consciência do seu papel social.

Luciene Maria

Turma 3

venerotti disse...

Ivo Venerotti - Turma 9

A educação, segundo Durkheim, estaria ligada a seu contexto histórico. Sendo assim, o educador estaria sob pressão a fim de responder aos anseios de certa coletividade, quanto à aplicação de seus valores, e sua moral. O educador deveria, então, fazer essa conexão entre a organização social dos educandos com as expectativas dos meios com os quais irão se deparar, em diversos níveis, nas diversas esferas de sociabilidade. É o que Durkheim chama de “socialização metódica”, pois o educador está ligado a uma instituição – a Educação – preocupada em cercar o desenvolvimento humano de acordo com os seus moldes.

Anônimo disse...

Geane Cristina 200720356511 turma 4
Texto 5 Questão 2
O professor transmite os saberes determinados e exigidos pela sociedade e é o agente determinante na formação de futuros cidadãos, de uma sociedade coletiva com valores preservados, o professor forma alunos para as exigências da sociedade mas forma também cidadãos conscientes do seu papel na sociedade provocando mudanças no coletivo e no individual.

Anônimo disse...

Mariana Nogueira
200320391711
Matemática
Turma 12

2) QUAL O PAPEL DO EDUCADOR EM DURKHEIM?

Na visão de Durkheim, o educador é um transmissor de saberes essenciais e valorizados dentro da sociedade em que ele prório se insere. Co-fundador da sociologia, o autor via o educador como agente da formação integral de seus alunos, que ciente de seu papel social, contribui para a formação de futuros cidadãos. Primando pela manutenção da coletividade, mune seu corpo discente do saber que impulsionará as mudanças sociais requeridas pela sociendade sem deixar de apresentar as regras a serem seguidas para tal.
Resumidamente, o educador representa o elo entre o cidadão em formação e a sociedade em que se insere.

Sentinela disse...

O professor não deve jamais se tornar um mero repetidor de um sistema,seja ele qual for, e sim transmitir conhecimento,interagindo sempre com seus alunos,buscando ,respeitando suas diferenças ,sem jamais se colocar como o dono da verdade.

Sentinela disse...

O professor não pode ser um mero repetidor de um sistema,seja ele qual for,seu papel deve ser formar,com toda a certeza,interagindo com seus alunos,respeitando sempre a multiculturalidade de cada individuo. Turma:12 Paulo Roberto Waldemiro 8º período de História

Carolina disse...

Carolina Apoliano - Turma 9

Texto 5

2) Qual o papel do educador em Durkein?

O papel do educador não está pautado no sistema educacional mas sim na formação do indivíduo já que a educação é um processo contínuo conferindo ao sistema educacional um caráter também social pois o aluno não aprende tudo na escola, o aprendizado é constante ao longo da vida. Apesar da autonomia dos dois sistemas, educacional e social, eles sempre se interagem. Para Durkein, as práticas pedagógicas são decisões arbitrárias , oriundas da vontade do educador, ou seja , o educador não é o responsável por aquilo que ele é obrigado a repassar aos alunos. Segundo ele a educação vem de acordo com a classe social, o que hoje em dia é muito comum, podemos tomar como exemplo o vestibular das universidades públicas em que o maior índice de aprovação está entre os alunos oriundos de escolas particulares, ou seja uma classe que recebe melhor educação é capaz de sobressair na escolha da universidade. As classes mais baixas resta o sistema de cotas e as vagas pelo ENEM nas universidades particulares, ou sacrificar-se para pagar pela instrução. São vários os educadores: a sociedade, a escola , a família e o Estado, todos eles tem papel fundamental na formação do indivíduo, porém é o professor aquele que transmite as informações e é o principal agente na formação dos alunos.